{"id":13281,"date":"2016-02-15T00:00:00","date_gmt":"2016-02-15T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:51:38","modified_gmt":"2017-09-15T18:51:38","slug":"relatos-de-um-viajante-parvo-pucon","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/relatos-de-um-viajante-parvo-pucon\/","title":{"rendered":"Relatos de um viajante parvo (Pucon)"},"content":{"rendered":"<p>Recolho essa lenda mapuche na minha estada em Pucon, no Chile, no in\u00edcio deste ano.<\/p>\n<p>\u00c9 sobre a origem de uma linda flor de p\u00e9talas amarelas, com bordas vermelhas, de nome Amancay.<\/p>\n<p>Aviso logo: \u00e9 uma hist\u00f3ria triste&#8230;<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>L\u00e1 no mais antigo dos anos, havia um casal de jovens mapuches que se amavam \u2013 e como se amavam!<\/p>\n<p>Na aldeia, todos saudavam a beleza daquele sentimento. Logo se faria o casamento dentro das tradi\u00e7\u00f5es daquele povo-guerreiro e livre que resistiu, \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias, a invas\u00e3o dos europeus \u2013 e, ao seu modo, ainda resiste pelo que pude ver em visitas a alguns pequenos n\u00facleos.<\/p>\n<p>Naqueles confins do Chile, entre lagos, vulc\u00f5es, caminhos sinuosos e campos recheados de flores multicoloridas, seriam felizes e preservariam a continuidade da ra\u00e7a.<\/p>\n<p>Um infausto acontecimento, por\u00e9m, mudou os planos e toldou aquele c\u00e9u azul antes mesmo que o inverno chegasse.<\/p>\n<p>O rapaz contraiu uma doen\u00e7a misteriosa, e passou a definhar dia a dia.<\/p>\n<p>Nem com toda a pajelan\u00e7a da aldeia, as ervas medicinais e as ora\u00e7\u00f5es \u2013 nada conseguia aplacar o mal que o acometia.<\/p>\n<p>Seu estado era desesperador.<\/p>\n<p>Foi quando, vindo do outro lado da cordilheira, surgiu um eremita com fama de curador que, ao chegar \u00e0 aldeia, foi logo consultado sobre como poderia ajudar o desenganado rapaz.<\/p>\n<p>O homem foi at\u00e9 o doente \u2013 e n\u00e3o demorou mais do que alguns minutos para dar o seu parecer.<\/p>\n<p>Todo esse sofrimento seria dizimado se o jovem guerreiro tomasse o ch\u00e1 feito com as folhas de uma linda flor amarela, natural daquela regi\u00e3o \u2013 o amancay.<\/p>\n<p>Mas, precisariam agir r\u00e1pido, pois o estado do rapaz era cr\u00edtico.<\/p>\n<p>S\u00f3 um detalhe: essas flores s\u00f3 nasciam no alto das mais altas montanhas, junto \u00e0s cachoeiras, e nem os mais ousados se aventurariam a enfrentar os perigos da escalada.<\/p>\n<p>A apaixonada noiva, no entanto, topou o desafio.<\/p>\n<p>O amor de ambos era maior que qualquer risco que pudesse enfrentar.<\/p>\n<p>E l\u00e1 se foi ela, pedra a pedra, escalando o rochedo, desviando da for\u00e7a da \u00e1gua, at\u00e9 que finalmente encontrou a flor.<\/p>\n<p>Esticou o bra\u00e7o para toc\u00e1-la &#8230; <\/p>\n<p>&#8211; Por que quer arrancar deste lugar sagrado algo que n\u00e3o lhe pertence?<br \/>\n(* amanh\u00e3 continua&#8230;)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recolho essa lenda mapuche na minha estada em Pucon, no Chile, no in\u00edcio deste ano.<\/p>\n<p>\u00c9 sobre a origem de uma linda flor de p\u00e9talas amarelas, com bordas vermelhas,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13281","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13281","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13281"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13281\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14764,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13281\/revisions\/14764"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13281"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13281"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13281"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}