{"id":13287,"date":"2016-02-20T00:00:00","date_gmt":"2016-02-20T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:51:38","modified_gmt":"2017-09-15T18:51:38","slug":"umberto-eco","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/umberto-eco\/","title":{"rendered":"Umberto Eco"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 quem diga que a idade nos traz sabedoria. <\/p>\n<p>(Cabem aqui interroga\u00e7\u00f5es, exclama\u00e7\u00f5es e retic\u00eancias.)<\/p>\n<p>Outros t\u00eam a percep\u00e7\u00e3o, por vezes dorida, que, com o passar dos anos, nada sabem e est\u00e1 tudo a\u00ed a nos assombrar.<\/p>\n<p>Talvez por isso &#8211; e para preencher os buracos negros da alma \u2013 estes &#8211; entre os quais humildemente me incluo &#8211;  voltem a se interessar por velhos t\u00edtulos que, no passado, leram com a voracidade dos que imaginam ter algo mais importante a fazer.<\/p>\n<p>Observo que \u00e9 inalien\u00e1vel o direito do jovem se considerar um ponto fora da curva.<\/p>\n<p>Com o tempo e o rolar da vida, essa sensa\u00e7\u00e3o se perde entre muros e pontes que se constr\u00f3i e destr\u00f3i.<\/p>\n<p>\u00c9 da vida e dos amores<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Minhas reflex\u00f5es, nesta manh\u00e3 de s\u00e1bado, partem da not\u00edcia da morte do ensa\u00edsta e escritor Umberto Eco que, desde ontem,m ocupa a manchete dos principais meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Eco foi uma refer\u00eancia para a minha gera\u00e7\u00e3o, especialmente para quem optou pela \u00e1rea de Comunica\u00e7\u00e3o Social; no meu caso, em particular, puxado pelo jornalismo. <\/p>\n<p>Era desses raros \u2013 e iluminados \u2013 acad\u00eamicos que conseguem, com sua obra, ir al\u00e9m dos muros da universidade. Haja vista o sucesso (n\u00e3o sei se \u00e9 a palavra mais adequada) de p\u00fablico de livros como \u201cEm Nome da Rosa\u201d, \u201cO P\u00eandulo de Foucaut\u201d e outros.<\/p>\n<p>Ano passado, Eco recebeu o premio de doutor honores causa da Universidade de Mil\u00e3o. Pincei algumas frases de seu pronunciamento e as transcrevi no Blog.<\/p>\n<p>Talvez a mais emblem\u00e1tica seja:<\/p>\n<p>\u201cEis o drama da internet: promove o idiota da aldeia a dono da verdade\u201d. <\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Seu \u00faltimo livro, \u201cN\u00famero Zero\u201d, lan\u00e7ado em 2015, me fez redescobri-lo como um dos grandes pensadores contempor\u00e2neos \u2013 especialmente no que tange aos recentes fen\u00f4menos comunicacionais provocados pela eclos\u00e3o das redes sociais.<\/p>\n<p>Busquei, ent\u00e3o, na estante alguns livros de Eco que tenho, e separei-os para uma futura releitura [que, por descuido e neglig\u00eancia, ainda n\u00e3o aconteceu]. Imaginei que, talvez hoje, lavado e enxaguado nas \u00e1guas de uma exist\u00eancia modesta, eu os entenderia melhor.<\/p>\n<p>A bem da verdade, queria me preparar para a leitura de uma obra futura. <\/p>\n<p>S\u00f3 n\u00e3o pensava que seria uma leitura p\u00f3stuma&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 quem diga que a idade nos traz sabedoria. <\/p>\n<p>(Cabem aqui interroga\u00e7\u00f5es, exclama\u00e7\u00f5es e retic\u00eancias.)<\/p>\n<p>Outros t\u00eam a percep\u00e7\u00e3o, por vezes dorida, que, com o passar dos anos,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13287","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13287","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13287"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13287\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14759,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13287\/revisions\/14759"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13287"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}