{"id":13321,"date":"2016-03-22T00:00:00","date_gmt":"2016-03-22T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:47:31","modified_gmt":"2017-09-15T18:47:31","slug":"o-blog-de-um-tema-so","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/o-blog-de-um-tema-so\/","title":{"rendered":"O Blog de um tema s\u00f3&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Alguns dos meus am\u00e1veis cinco ou seis leitores chamam minha aten\u00e7\u00e3o: nas \u00faltimas semanas, dizem, este humilde espa\u00e7o virou \u201co Blog de um assunto s\u00f3\u201d.<\/p>\n<p>Todos dias, este escrevinhador de araque, sem eira, nem beira, se p\u00f5e a tergiversar sobe os desdobramentos da crise pol\u00edtica e institucional que abala o pa\u00eds.<\/p>\n<p>E detalham:<\/p>\n<p>Sumiram as amenidades cotidianas que embalavam nossas conversas em forma de causos, historietas e, v\u00e1 l\u00e1, at\u00e9 de breves contos romanceados.<\/p>\n<p>Sumiram os relatos de viagem, as indica\u00e7\u00f5es de programas culturais e as sugest\u00f5es de leituras.<\/p>\n<p>N\u00e3o que lhes fa\u00e7am falta essas dicas; mas, olhem s\u00f3 o que me mais disseram:<\/p>\n<p>Que sumiram os papos com o Escova.<\/p>\n<p>E que sumiu o pr\u00f3prio Escova.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Sinceramente, meus caros, \u00e9 triste lhes dizer, mas digo: n\u00e3o sei onde anda o Escova e adoraria t\u00ea-lo por perto para aquela conversinha fiada e aquela horinha de descuido, t\u00e3o necess\u00e1ria para dias como os atuais.<\/p>\n<p>Para lhes ser ainda mais sincero, ontem mesmo pensei em escrever algo sobre o amigo a partir de uma can\u00e7\u00e3o que ouvi no r\u00e1dio. \u201cLua de S\u00e3o Jorge\u201d, de e com Caetano Veloso.<\/p>\n<p>S\u00f3 n\u00e3o encontrei o amigo para resgatar os detalhes da hist\u00f3ria. Creio que posso, mesmo sem autoriza\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio, fazer um breve resumo do que aconteceu naqueles idos tempos da velha reda\u00e7\u00e3o de piso assoalhado e grandes janel\u00f5es para a rua Bom Pastor.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Vou tentar resumi-la :<\/p>\n<p>Escova, o dom Juan das Quebradas do Mundar\u00e9u, arranjou uma namorada chamada Lucia. Era jovem, loirinha, super graciosa. O nome do pai da mo\u00e7a era Jorge e o Escova, apaixonado que s\u00f3, encasquetou que uma coincid\u00eancia c\u00f3smica unia os versos de Caetano ao desvario do seu romance.<\/p>\n<p>Para ele, o baiano cantava:<\/p>\n<p>\u201cLucia do Seu Jorge, Lucia maravilha<\/p>\n<p>M\u00e3e, irm\u00e3 e filha de todo o esplendor&#8230;\u201d<\/p>\n<p>E por a\u00ed iam os versos da can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi um perereco convenc\u00ea-lo que a vers\u00e3o correta n\u00e3o era essa. Mesmo assim, e durante um bom tempo, insistia em cantar a vers\u00e3o adaptada que ele mesmo fizera.<\/p>\n<p>Quem trabalhou naqueles anos ao lado do Escova, tenho certeza, n\u00e3o consegue ouvir a m\u00fasica sem recordar das palha\u00e7adas do amigo.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Mas, por falar em Caetano Veloso, uma informa\u00e7\u00e3o urgente: o artista participou da grava\u00e7\u00e3o do programa de Serginho Groisman (que vai ao ar neste s\u00e1bado) e deu sua opini\u00e3o sobre os recentes fatos pol\u00edticos:<\/p>\n<p>Para ele, a manifesta\u00e7\u00e3o (do dia 13 de mar\u00e7o) \u201cn\u00e3o \u00e9 suficientemente diferente daquela que levou o Pa\u00eds ao Golpe de 1964\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos ter calma para olhar os acontecimentos. Agora n\u00e3o temos uma ditadura, mas o Brasil \u00e9 muito desigual. E toda manifesta\u00e7\u00e3o, por tentar sair disso, enfrenta a oposi\u00e7\u00e3o da elite.\u201d <\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Ops&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 para enveredar por este assunto, mas agora j\u00e1 foi.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns dos meus am\u00e1veis cinco ou seis leitores chamam minha aten\u00e7\u00e3o: nas \u00faltimas semanas, dizem, este humilde espa\u00e7o virou \u201co Blog de um assunto s\u00f3\u201d.<\/p>\n<p>Todos dias, este escrevinhador de araque,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13321","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13321","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13321"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13321\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14727,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13321\/revisions\/14727"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13321"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13321"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13321"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}