{"id":13332,"date":"2016-04-05T00:00:00","date_gmt":"2016-04-05T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:47:30","modified_gmt":"2017-09-15T18:47:30","slug":"nos-tempos-do-rachao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/nos-tempos-do-rachao\/","title":{"rendered":"Nos tempos do rach\u00e3o&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Minha alma desceu para o playground nesta madrugada.<\/p>\n<p>Modo de dizer, espero que me entendam os car\u00edssimos leitores.<\/p>\n<p>Sonhei que estava jogando futebol. Corria pra l\u00e1, pra c\u00e1. Subia para cabecear, desarmava o advers\u00e1rio (sempre fui um zagueiro razo\u00e1vel) e me divertia a valer, como nos velhos tempos em que era bem mais jovem e pesava trinta quilos a menos.<\/p>\n<p>Estava sem camisa, e identificava os companheiros de time por uma faixa vermelha que traz\u00edamos trespassada ao peito, como nos tempos do rach\u00e3o ap\u00f3s as aulas do Col\u00e9gio Nossa Senhora da Gl\u00f3ria.<\/p>\n<p>N\u00e3o houve gols. <\/p>\n<p>N\u00e3o houve vitoriosos ou perdedores.<\/p>\n<p>Valeu a sensa\u00e7\u00e3o de estar novamente em campo (ou seria uma quadra?).<\/p>\n<p>A \u00fanica preocupa\u00e7\u00e3o que tinha era a de que a partida poderia terminar a qualquer momento \u2013 e talvez eu n\u00e3o pudesse mais jogar futebol.<\/p>\n<p>N\u00e3o temos controle sobre nossos sonhos. Imagino que revelem medos e desejos, temores e paix\u00f5es que acalentamos l\u00e1 no fundinho do fundinho de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>V\u00e1 entender&#8230;<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>O futebol sempre fez parte da minha vida.<\/p>\n<p>Ora como torcedor ora como boleiro.<\/p>\n<p>Houve uma \u00e9poca que, acreditem, arranjava um jeito de bater uma bolinha quatro, cinco vezes por semana. <\/p>\n<p>Tinha so\u00e7aite no campinho de areia do Bigucci na segunda nove da noite, rach\u00e3o com os \u2018aposentados\u2019 do Clube Atl\u00e9tico Ypiranga na manh\u00e3 de ter\u00e7a, o jogo oficial do Sucat\u00e3o na quinta \u00e0 noite e, aos finais de semana, as partidas do torneio interno do CAY.<\/p>\n<p>Chuta para o mato que o jogo \u00e9 de campeonato!<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Eu j\u00e1 era um senhorzinho por essa \u00e9poca, entre os 40 e os 50.<\/p>\n<p>Tenho muita saudade desse tempo. Assim como me emociona lembrar os tempos do infantil do Santos do Cambuci (o t\u00e9cnico era o Jo\u00e3o Bicudo), do fardamento azul e branco da sele\u00e7\u00e3o do Col\u00e9gio Nossa Senhora da Gl\u00f3ria, dos rachas no barranc\u00e3o da Aclima\u00e7\u00e3o, dos amigos do Estrela dos Bo\u00eamios, do Huracan da V\u00e1rzea do Glic\u00e9rio (onde jogava o meu cunhado, o Valtinho), al\u00e9m de tantos quantos \u2018catad\u00f5es\u2019 que integrei orgulhosamente vida afora. At\u00e9 meus 55, 56 anos de idade.<\/p>\n<p>Lamento lhes dizer, mas creio que merecia um jogo oficial de despedida.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Enfim&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o sei quanto tempo durou o sonho. Mas, acordei todo-todo, pisando macio e cheio de planos para o meu retorno aos gramados. <\/p>\n<p>Isso tudo durou alguns segundos, At\u00e9 que uma baita c\u00e2imbra na panturrilha esquerda me devolvesse \u00e0 dura realidade dos meus arrastados dias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minha alma desceu para o playground nesta madrugada.<\/p>\n<p>Modo de dizer, espero que me entendam os car\u00edssimos leitores.<\/p>\n<p>Sonhei que estava jogando futebol. Corria pra l\u00e1, pra c\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13332","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13332","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13332"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13332\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14716,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13332\/revisions\/14716"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13332"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13332"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13332"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}