{"id":13338,"date":"2016-04-11T00:00:00","date_gmt":"2016-04-11T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:47:29","modified_gmt":"2017-09-15T18:47:29","slug":"ponto-sem-volta","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/ponto-sem-volta\/","title":{"rendered":"Ponto sem volta&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Foi por ocasi\u00e3o da separa\u00e7\u00e3o de Marta e Eduardo Suplicy \u2013 lembram do au\u00ea que foi?<\/p>\n<p>Ent\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Por essa \u00e9poca eu andava frilando no Caderno de Domingo do Jornal da Tarde, fazia mat\u00e9rias ditas especiais de p\u00e1gina inteira ou at\u00e9 p\u00e1ginas duplas.<\/p>\n<p>N\u00e3o me recordo se foi a Denise ou o Odir, editores assistentes do Caderno, mas um deles me passou a desafiadora pauta de escarafunchar esse universo dos casais que se separam ap\u00f3s os cinq\u00fcenta, quando a vida parece embicar para o chamado \u2018tempo da delicadeza\u2019.<\/p>\n<p>Gostei do tema \u2013 e l\u00e1 fui eu \u00e0 lida.<\/p>\n<p>Falei com um punhado de gente: casais que se separaram na boa, casais que se separaram no tranco, casais que n\u00e3o se separaram (mas cada qual vivia sua vida), casais originais (a senhora que cuidava do ex-marido doente com permiss\u00e3o e ajuda do marido atual), casais comuns (que aparentavam estar tudo bem), especialistas, terapeutas e at\u00e9 religiosos e esot\u00e9ricos desconfio que entrevistei.<\/p>\n<p>Resumo da \u00f3pera: essas separa\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais comuns do que se imagina, mas n\u00e3o \u00e9 uma coisa simples. H\u00e1 perdas e ganhos de todos os lados. Por vezes (e muitas vezes), as perdas se sobrep\u00f5em aos ganhos. N\u00e3o \u00e9 nada tranquilo sair de uma zona de conforto para reinventar-se quando j\u00e1 n\u00e3o se tem 20 anos.<\/p>\n<p>No entanto, o que captei aqui e ali \u00e9 que, em muitos casos, a sensa\u00e7\u00e3o de al\u00edvio e liberdade compensa o passo dado que, aos olhos do mundo e das conven\u00e7\u00f5es, pode parecer absurdo.<\/p>\n<p>Outra conclus\u00e3o: a coisa toda n\u00e3o se resolve do dia para a noite ou da noite para o dia. Levar\u00e1 anos e anos para que os cocos se ajeitem no balan\u00e7o da carro\u00e7a da exist\u00eancia.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Meus caros e raros e am\u00e1veis cinco ou seis leitores, resgato essa hist\u00f3ria do passado porque n\u00e3o tenho nada a lhes dizer sobre os dias que correm e os fatos pol\u00edticos que v\u00e3o definir o futuro do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Quer dizer, at\u00e9 teria&#8230;<\/p>\n<p>Mas, seria mais do mesmo.<\/p>\n<p>De alguma forma, basta olhar os posts anteriores para saber o que penso e o que lamento.<\/p>\n<p>Chegamos a um ponto sem volta. E nenhum dos caminhos nos d\u00e1 a convic\u00e7\u00e3o de dias melhores. Com ou sem impeachment. <\/p>\n<p>Bem ao contrario&#8230;<\/p>\n<p>Quem sabe daqui a duas ou tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es, os brasileiros voltem a sonhar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi por ocasi\u00e3o da separa\u00e7\u00e3o de Marta e Eduardo Suplicy \u2013 lembram do au\u00ea que foi?<\/p>\n<p>Ent\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Por essa \u00e9poca eu andava frilando no Caderno de Domingo do Jornal da Tarde,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13338","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13338","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13338"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13338\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14710,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13338\/revisions\/14710"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13338"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13338"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13338"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}