{"id":13382,"date":"2016-06-06T00:00:00","date_gmt":"2016-06-06T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:47:22","modified_gmt":"2017-09-15T18:47:22","slug":"em-reverencia-a-sao-marcelino-champagnat","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/em-reverencia-a-sao-marcelino-champagnat\/","title":{"rendered":"Em rever\u00eancia a S\u00e3o Marcelino Champagnat"},"content":{"rendered":"<p>Eu j\u00e1 lhes contei aqui, mas retomo hoje esta historieta porque ando em uma fase um tanto quanto nost\u00e1lgica. Que reviver os idos da inf\u00e2ncia parece uma boa sa\u00edda para os males que nos afligem nesses tempos \u00e1ridos.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m uma inspira\u00e7\u00e3o para esses devaneios. A data. Em 6 de junho de 1840, morreu o Irm\u00e3o Marcelino Champagnat, aos 51 anos.<\/p>\n<p>Conforme aprendi nas aulas de Religi\u00e3o, Champagnat foi beatificado em 1955 e (a\u00ed eu soube pelos jornais) proclamado santo pelo papa Jo\u00e3o Paulo II em 1999. Ele \u00e9 considerado o &quot;Santo da Escola&quot; e fundador da Congrega\u00e7\u00e3o dos Irm\u00e3os Maristas, com institui\u00e7\u00f5es de ensino espalhadas por todo o mundo. S\u00f3 em S\u00e3o Paulo, no meu tempo de garoto, havia tr\u00eas col\u00e9gios \u2013 o Col\u00e9gio do Carmo (no Centro), o Arquidiocesano (na Vila Mariana) e o Gl\u00f3ria (no Cambuci), onde estudei.<\/p>\n<p>Feita \u00e0 breve introdu\u00e7\u00e3o, vamos aos fatos.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 lhes disse, eu estudava no Gl\u00f3ria, e modestamente adorava a chegada do m\u00eas de junho. Motivos n\u00e3o faltavam. Se as provas bimestrais assustavam, a proximidade das f\u00e9rias de julho garantia a saborosa sensa\u00e7\u00e3o de estar livre para jogar futebol, empinar &quot;papagaio&quot;, rodar pi\u00e3o; enfim ser feliz. <\/p>\n<p>Para melhorar o esp\u00edrito da garotada &#8212; eu inclusive &#8211;, o 6 de junho era feriado &#8212; e que feriado!<\/p>\n<p>Imagine o que \u00e9 para um garoto ter um dia livre, sem aulas, enquanto todos os demais mortais est\u00e3o ou indo para a escola ou para o trabalho. Ele (o garoto) se sente o rei do universo, um privilegiado.<\/p>\n<p>Era assim que me sentia naqueles inesquec\u00edveis 6 de junho. <\/p>\n<p>O \u00e1libi era a rever\u00eancia a Marcelino Champagnat, mas, al\u00e9m da missa das oito, a data era de festa, e a t\u00f4nica das celebra\u00e7\u00f5es eram os torneios interclasses  que eram organizados pelos irm\u00e3os Dem\u00e9trio e Fid\u00e9lis. A bola rolava solta nos dois campinhos de terra batida que havia no Col\u00e9gio Nossa Senhora da Gl\u00f3ria.<\/p>\n<p>Houve ano em que a sele\u00e7\u00e3o do Gl\u00f3ria \u2013 e eu como um zagueiro de bons recursos t\u00e9cnicos, gostaram da mod\u00e9stia? \u2013 enfrentou a sele\u00e7\u00e3o do Col\u00e9gio Santista, tido e havido como fort\u00e3o no reino da bola.<\/p>\n<p>Outra vez recorro a mod\u00e9stia para n\u00e3o dizer o resultado. Vencemos ou empatamos, n\u00e3o lembro. <\/p>\n<p>Lembro, sim, que essas eram as \u00fanicas manh\u00e3s do ano em que acordava antes do pai me chamar e ficava ansioso pela chegada do bonde que me levaria da rua Bom Pastor \u00e0 rua Lavap\u00e9s \u2013 eu morava no Ipiranga. <\/p>\n<p>Ainda agora tento descrever, mas n\u00e3o consigo, a del\u00edcia de entrar em campo com o uniforme de camisas listradas em azul e branco do Gl\u00f3ria. <\/p>\n<p>Quanto encantamento.<br \/>\nS\u00f3 \u00e9 menor do que a saudade que hoje sinto \u201cda inf\u00e2ncia querida que os tempos n\u00e3o trazem mais\u201d. <\/p>\n<p>Salve Casemiro de Abreu, autor dos versos de \u201cMeus Oito Anos\u201d, embora eu fosse mais crescidinho nessa \u00e9poca, mas fica valendo a emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>B\u00ean\u00e7\u00e3o S\u00e3o Marcelino Champagnat. Que ainda me guia e guarda nesses dias \u00e1ridos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu j\u00e1 lhes contei aqui, mas retomo hoje esta historieta porque ando em uma fase um tanto quanto nost\u00e1lgica. 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