{"id":13478,"date":"2016-09-21T00:00:00","date_gmt":"2016-09-21T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:40:52","modified_gmt":"2017-09-15T18:40:52","slug":"oficina-de-leitura-rubem-braga","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/oficina-de-leitura-rubem-braga\/","title":{"rendered":"Oficina de Leitura: Rubem Braga"},"content":{"rendered":"<p>Tenho como desafio de hoje na Oficina de Leitura falar de Rubem Braga.<\/p>\n<p>Olhem a responsabilidade!<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>J\u00e1 escrevi, certa vez, repito agora:<\/p>\n<p>O Velho Braga \u00e9 refer\u00eancia m\u00e1xima como cronista, jornalista e escritor.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil escrever sobre algu\u00e9m a quem admiramos.<\/p>\n<p>Resumo do resumo da \u00f3pera:<\/p>\n<p>Braga \u00e9 capixaba de Cachoeiro do Itapemirim \u2013 pacata e ilustre cidade onde tamb\u00e9m nasceu Roberto Carlos.<\/p>\n<p>Viveu boa parte de seus 77 anos no Rio de Janeiro. 62 de profiss\u00e3o. Aproximadamente 15 mil textos publicados em jornais e revistas.  Rep\u00f3rter, correspondente de guerra, representante do Brasil em embaixadas, sempre e sempre cronista.  Principalmente cronista, o dom m\u00e1gico de \u201cviver em voz alta\u201d, como ele pr\u00f3prio escreveu tantas e tantas vezes.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem veja em Braga, como o professor Jorge de S\u00e1 em seu livro \u201cA Cr\u00f4nica\u201d, o mais emblem\u00e1tico narrador-rep\u00f3rter da nossa Literatura (pois, transcendem ao jornalismo) ao registrar o circunstancial da exist\u00eancia humana:<\/p>\n<p>\u201cSeja pela sintaxe, seja pela variedade de po\u00e9ticas (\u00e9 descendente direto do poeta Manuel Bandeira em linhas corridas) ou principalmente pela dessacraliza\u00e7\u00e3o dos temas sagrados e consagrados.\u201d<\/p>\n<p>Em Braga, diz o professor, \u201ca Literatura conseguiu encontrar-se com sua inimiga tradicional: a vida mundana\u201d.<\/p>\n<p>O professor Jorge de S\u00e1, na mesma obra, define assim o cronista:<\/p>\n<p>\u201cRubem Braga, o espi\u00e3o da vida\u201d.<\/p>\n<p>Nele, a verdade da cr\u00f4nica \u00e9 o instante.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Escolhi tr\u00eas cr\u00f4nicas para a amostragem da obra do Velho Braga:<\/p>\n<p>&#8211; Os jornais<\/p>\n<p>&#8211; Homem no Mar<\/p>\n<p>&#8211; Os amantes<\/p>\n<p>S\u00e3o aperitivos para quem se identificar com o jeit\u00e3o de tocar o texto e retratar a vida do jornalista que, interessante, s\u00f3 escreveu e sempre escreveu para jornais e revistas \u2013 e, desses textos, nasceram as dezenas de livros que publicou.<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Para quem vive a sociedade do aqui agora, do imediatismo, dos sentimentos l\u00edquidos e da informa\u00e7\u00e3o em tempo real, talvez seja mesmo um grande mist\u00e9rio transformar a produ\u00e7\u00e3o do dia a dia em algo perene.<\/p>\n<p>Uma prova disso: em 2013, reverenciou-se o centen\u00e1rio de Rubem Braga. Entre as homenagens, al\u00e9m de uma exposi\u00e7\u00e3o interativa chamada \u201cO Fazendeiro do Ar\u201d que percorreu o Brasil, foi lan\u00e7ado um novo livro com textos in\u00e9ditos: \u2018Retratos Parisienses\u2019, que re\u00fane os encontros do brasileiro com alguma das grandes personalidades do mundo cultural parisiense, entre 1949 e 1951.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do que, foram relan\u00e7ados alguns t\u00edtulos.<\/p>\n<p>A saber:<\/p>\n<p>&#8211; \u2018200 Cr\u00f4nicas Escolhidas\u2019 (edi\u00e7\u00e3o comemorativa)<\/p>\n<p>-\u2018O Lavrador de Ipanema\u2019 <\/p>\n<p>-\u2018O Menino e o Tuim\u2019<\/p>\n<p>&#8211; \u2018Na Cobertura de Rubem Braga\u2019, biografia de Jos\u00e9 Castelo sobre o jornalista.<\/p>\n<p>VI.<\/p>\n<p>O Velho Braga mereceu (e merece) todos essas honras \u2013 e muito mais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tenho como desafio de hoje na Oficina de Leitura falar de Rubem Braga.<\/p>\n<p>Olhem a responsabilidade!<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>J\u00e1 escrevi, certa vez, repito agora:<\/p>\n<p>O Velho Braga \u00e9 refer\u00eancia m\u00e1xima como cronista,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13478","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13478","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13478"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13478\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14574,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13478\/revisions\/14574"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13478"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13478"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13478"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}