{"id":13485,"date":"2016-09-28T00:00:00","date_gmt":"2016-09-28T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:40:22","modified_gmt":"2017-09-15T18:40:22","slug":"oficina-de-leitura-vinicius-de-moraes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/oficina-de-leitura-vinicius-de-moraes\/","title":{"rendered":"Oficina de Leitura: Vinicius de Moraes"},"content":{"rendered":"<p>Nas\u00e7o amanh\u00e3.<\/p>\n<p>Ando onde h\u00e1 espa\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8211; Meu tempo \u00e9 quando.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Para entender Vinicius de Moraes \u00e9 preciso, diria, estar apaixonado.<\/p>\n<p>Que me perdoem os cinzas e os c\u00e9ticos,  mas entender a obra deste carioca (1913\/1980) \u00e9 fundamental entregar-se \u00e0 um grande amor, e viv\u00ea-lo intensamente.<\/p>\n<p>\u201cA vida \u00e9 arte do encontro embora haja tantos desencontros pela vida.\u201d<br \/>\nDiplomata, poeta, compositor&#8230; O que mais? <\/p>\n<p>Ah&#8230; o  Poetinha que tamb\u00e9m foi cronista.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, sobre este g\u00eanero jornal\u00edstico\/literato, ele asseverou:<\/p>\n<p>\u201cEscrever prosa \u00e9 uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; n\u00e3o a prosa de um ficcionista. Na qual este \u00e9 levado meio a tapas pelas personagens e situa\u00e7\u00f5es que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano a coisa fia mais fino\u201d.<\/p>\n<p>Sarav\u00e1, Poetinha\/cronista! Sarav\u00e1&#8230;<\/p>\n<p>Em um texto sobre o centen\u00e1rio de Vinicius em outubro de 2013, tomei a liberdade de escrever (que ousadia!) e replico agora: <\/p>\n<p>\u201cA vida n\u00e3o seria a mesma sem o teu cantar de versos eternos, definitivas can\u00e7\u00f5es.Tantas voc\u00ea fez que suas palavras ainda hoje s\u00e3o luz e guia para quem se arremessa no incr\u00edvel desafio \u2018de ser eterno enquanto dure\u2019.\u201d<\/p>\n<p>Vinicius foi t\u00e3o grande como poeta e compositor que at\u00e9 esqueci a sua faceta de cronista. Sincero escrevinhador a exercitar-se no olhar mais alongado sobre os meandros do cotidiano. <\/p>\n<p>Quem n\u00e3o gostaria de, neste exato momento, surpreender a si mesmo a cantarolar para si mesmo?<\/p>\n<p>\u201cSe voc\u00ea quer ser minha namorada<br \/>\nAh! que linda namorada<br \/>\nVoc\u00ea poderia ser&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Escrevi mais sobre o homem:<\/p>\n<p>Cantar, poetar, viver o amor. Doce magia, legado maior da vida:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 melhor ser alegre que ser triste.\u201d<\/p>\n<p>Chega de saudade, ent\u00e3o. <\/p>\n<p>Para o encontro de hoje separei dois textos de Vinicius. Cr\u00f4nicas publicados em meados dos anos 50: Os Amigos e Batizado na Penha. Para come\u00e7ar a nossa conversa, vamos ler uma das mais lindas cr\u00f4nicas da nossa em L\u00edngua Portuguesa: Recado de Primavera, escrita por Rubem Braga para saudar a chegada da primeira primavera ao Rio de Janeiro ap\u00f3s a morte de Vinicius de Moraes.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>quem gostou, faz barulho!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas\u00e7o amanh\u00e3.<\/p>\n<p>Ando onde h\u00e1 espa\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8211; Meu tempo \u00e9 quando.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Para entender Vinicius de Moraes \u00e9 preciso, diria, estar apaixonado.<\/p>\n<p>Que me perdoem os cinzas e os c\u00e9ticos,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13485","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13485","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13485"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13485\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14567,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13485\/revisions\/14567"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13485"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13485"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13485"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}