{"id":13497,"date":"2016-10-18T00:00:00","date_gmt":"2016-10-18T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:40:21","modified_gmt":"2017-09-15T18:40:21","slug":"para-lembrar-diana-pequeno","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/para-lembrar-diana-pequeno\/","title":{"rendered":"Para lembrar Diana Pequeno&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Ainda no embalo da nossa conversa de ontem, lembrei-me de que a melhor \u2013 ou, pelo menos, a mais bem sucedida \u2013 vers\u00e3o nativa de \u201cBlowin in the Wind\u201d foi de Diana Pequeno.<\/p>\n<p>\u201cDiana, quem?\u201d H\u00e1 de perguntar o mais jovem dos meus cinco ou seis leitores.<\/p>\n<p>Explico a eles e eventuais desmemoriados de plant\u00e3o.<\/p>\n<p>Diana Pequeno \u00e9 uma cantora baiana que fez um relativo sucesso e teve como principal hit do primeiro disco (Diana Pequeno, RCA Victor, 1978) a vers\u00e3o do mais famoso cl\u00e1ssico de Dylan.<\/p>\n<p>No Youtube, a galerinha pode e deve conferir.<\/p>\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 bel\u00edssima \u2013 e ainda e sempre atual.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Entrevistei Diana Pequeno assim que chegou a S\u00e3o Paulo quando se preparava para entrar em est\u00fadio pela primeira vez. Foi ali nos corredores da RCA, nas imedia\u00e7\u00f5es da rua Dona Veridiana, no centro de S\u00e3o Paulo. A menina (20 anos, se tanto) era puro entusiasmo.<\/p>\n<p>E j\u00e1 sabia muito bem o que queria.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Ao longo dos anos seguintes, sempre por for\u00e7a dos novos lan\u00e7amentos, voltamos a nos encontrar para conversas que se estendiam muito al\u00e9m das m\u00fasicas do \u00e1lbum.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da voz bonita e suave, Diana se mostrou uma atenta observadora da vida e uma pesquisadora interessad\u00edssima em nossa cultura popular.<\/p>\n<p>J\u00e1 nos primeiros discos, musicou poemas de Quintana e Cec\u00edlia Meireles, entre outros nomes da literatura. <\/p>\n<p>Flertou com a latinidade (como era moda, naqueles idos) e nos apresentou nomes de peso da m\u00fasica regional como Xangai, Vital Fran\u00e7a, D\u00e9rcio Marques e o not\u00e1vel Elomar. <\/p>\n<p>Diria que, de forma bastante pessoal, ocupou um espa\u00e7o importante no efervescente caldeir\u00e3o musical que caracterizou as d\u00e9cadas de 70 e 80.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>N\u00e3o entendo bem os motivos que a fizeram paulatinamente sair de cena nos anos seguintes. At\u00e9 desaparecer por completo da m\u00eddia e do showbiz no come\u00e7o deste s\u00e9culo.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem alegue um total descompasso com as propostas mercadol\u00f3gicas que lhe apresentava a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica. Outros falam em uma prov\u00e1vel decis\u00e3o de ordem estritamente particular. <\/p>\n<p>N\u00e3o sei explicar. Nem sei onde anda.<\/p>\n<p>Sei que nossa cena musical anda de uma pobreza de dar d\u00f3, e a nossa Dylan de longos cabelos encaracolados faz uma falta danada, com seus projetos e ousadias. Al\u00e9m, \u00f3bvio, da voz suave e bonita.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda no embalo da nossa conversa de ontem, lembrei-me de que a melhor \u2013 ou, pelo menos, a mais bem sucedida \u2013 vers\u00e3o nativa de \u201cBlowin in the Wind\u201d foi de Diana Pequeno.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13497","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13497","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13497"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13497\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14555,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13497\/revisions\/14555"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13497"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13497"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13497"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}