{"id":13563,"date":"2017-01-30T00:00:00","date_gmt":"2017-01-30T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:38:17","modified_gmt":"2017-09-15T18:38:17","slug":"carlao-e-a-banda-redonda","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/carlao-e-a-banda-redonda\/","title":{"rendered":"Carl\u00e3o e a Banda Redonda"},"content":{"rendered":"<p>Deu no G1:<\/p>\n<p>\u201cFigura marcante no Carnaval de rua paulistano, Carlos Costa, mais conhecido como Carl\u00e3o, morreu neste s\u00e1bado (28), aos 83 anos, em S\u00e3o Paulo, depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Ele ganhou fama ap\u00f3s ter criado o bloco carnavalesco Banda Redonda, que desfila nas ruas do Centro da capital paulista desde 1974.\u201d<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>O Carnaval de Rua por aqui j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 essas coisas.<\/p>\n<p>Mas, h\u00e1 uma turma de her\u00f3is da resist\u00eancia que, ao longo desses anos todos \u2013 antes que a Globo se interessasse em ajustar sua grade aos desfiles das escolas de S\u00e3o Paulo \u2013 que lutou bravamente para que a Festa n\u00e3o desaparecesse de vez das ruas e das quebradas paulistanas.<\/p>\n<p>O general Carl\u00e3o, o comandante em chefe da Banda Redonda, \u00e9 uma dessas personagens \u00e9picas.<\/p>\n<p>Seu desaparecimento provoca um grande vazio \u00e0s v\u00e9speras da Folia e, justamente, no ano em que centenas de blocos, formados por jovens em quase sua totalidade, amea\u00e7am tomar as ruas da cidade. Para mostrar que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de grana e cinza que se veste a Metr\u00f3pole.<\/p>\n<p>Tomara que assim seja&#8230;<\/p>\n<p>Seria a melhor maneira de se reverenciar a mem\u00f3ria do pioneiro Carl\u00e3o.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Desde a funda\u00e7\u00e3o, a Banda Redonda \u00e9 um reduto de resist\u00eancia. Nasce em pleno per\u00edodo ditatorial de uma iniciativa de jornalistas, intelectuais e artistas \u2013 bo\u00eamios por excel\u00eancia &#8211; que se reuniam nas imedia\u00e7\u00f5es da Pra\u00e7a Roosevelt para \u2018bebemorar\u2019 mais um dia de luta.<\/p>\n<p>Por ali, havia bares, restaurantes, boates, o Sindicato dos Jornalistas (ent\u00e3o, bem mais ativo), o Teatro Oficina e outros points. O ponto de encontro para o \u2018esquenta\u2019 era o Bar Redondo, em frente ao Copan, na esquina da Consola\u00e7\u00e3o com a Rego Freitas e in\u00edcio da avenida Ipiranga.<\/p>\n<p>Ali, surge o bloco que, por brincadeira, e de forma at\u00e9 improvisada, sai \u00e0s ruas pela primeira vez. Para alegrar a rapaziada e \u2018cutucar\u2019 os donos do Poder.<\/p>\n<p>As primeiras marchinhas-enredos tinham como alvo, \u00f3bvio, os militares e a ditadura vigente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do que, ao lado do Bar Pirandello (na Augusta) e de restaurantes como Gigheto, Piolin e Montechiaro (no Bixiga), deste ponto de encontro, o Redondo, partiram grandes caravanas que engrossaram as manifesta\u00e7\u00f5es pelas  Diretas-J\u00e1 em 1984.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o da Banda Redonda foi um polo propulsor para dissemina\u00e7\u00e3o da campanha que uniu a cidade e, posteriormente, todo o Pa\u00eds.<\/p>\n<p>O dramaturgo Pl\u00ednio Marcos, entre outros, era um dos mais ativos incentivadores da Banda \u2013 e Carl\u00e3o j\u00e1 andava por ali, com seu sorriso e meneios, para que n\u00e3o esmorecessem o samba e o sonho de um Brasil mais feliz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Deu no G1:<\/p>\n<p>\u201cFigura marcante no Carnaval de rua paulistano, Carlos Costa, mais conhecido como Carl\u00e3o, morreu neste s\u00e1bado (28), aos 83 anos, em S\u00e3o Paulo, depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13563","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13563","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13563"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13563\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14488,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13563\/revisions\/14488"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13563"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13563"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13563"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}