{"id":13592,"date":"2017-03-04T00:00:00","date_gmt":"2017-03-04T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:37:38","modified_gmt":"2017-09-15T18:37:38","slug":"a-musa-de-que-maravilha","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-musa-de-que-maravilha\/","title":{"rendered":"A musa de Que Maravilha"},"content":{"rendered":"<p>\u201cAlgumas mulheres nos surpreendem, muitas nos encantam e poucas \u2013 entre tantas \u2013 nos comovem\u201d.<\/p>\n<p>Aproveito a frase do cronista S\u00e9rgio Porto (reli recentemente o primeiro livro do nosso eterno Stanislaw Ponte Preta, \u201cO Homem ao Lado\u201d, e fiquei surpreso, encantado, comovido) para lhes contar outra breve hist\u00f3ria de como surgiu uma de nossas mais belas can\u00e7\u00f5es: \u201cQue Maravilha\u201d.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Sei, sei que n\u00e3o est\u00e1 chovendo. Tamb\u00e9m n\u00e3o vi nenhuma mo\u00e7a vestida de branco. Nem sequer ouvi um verso que fosse da deliciosa composi\u00e7\u00e3o de Jorge Ben Jor e Toquinho, em rara e inspirada parceria.<\/p>\n<p>Talvez seja em fun\u00e7\u00e3o dos dois recentes posts que escrevi e que, direta ou indiretamente, lhes falei da tal Feira Permanente da M\u00fasica Popular Brasileira. \u201cQue Maravilha\u201d \u00e9 vencedora de uma das eliminat\u00f3rias e, \u00e0 \u00e9poca, esperava-se um grande duelo na final\u00edssima com a outra favorita, \u201cFoi Um Rio Que Passou Em Minha Vida\u201d, de Paulinho da Viola.<\/p>\n<p>Como a Feira terminou abruptamente ap\u00f3s quatro eliminat\u00f3rias, n\u00e3o houve o confronto final e, particularmente, acho que ficou de bom tamanho.<\/p>\n<p>Eu, particularmente, n\u00e3o saberia lhes dizer qual a mais bonita. Qual a mais representativa daquele per\u00edodo turbulento de recrudescimento da ditadura, dos agitados festivais, sim; mas, tamb\u00e9m de grandes e comovedoras paix\u00f5es.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Um exemplo desses tempos e contratempos, \u00e9 a forma como surgiram os primeiros versos de \u201cQue Maravilha\u201d.<\/p>\n<p>Num depoimento ao programa Ensaio (TV Cultura, dirigido por Fernando Faro) ainda nos anos 70, Ben Jor surpreendeu a todos ao dizer que sequer conheceu a musa inspiradora da can\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cVi a mo\u00e7a de branco, no meio da chuva. T\u00e3o meiga, t\u00e3o linda. A chuva, o mundo no meio da chuva. A can\u00e7\u00e3o nasceu assim naturalmente em minutos. Depois, pedi ao amigo Toquinho, \u00e0 \u00e9poca conhecido como Camale\u00e3o, para termin\u00e1-la. Assim que o Baixo (apelido de Fernando Faro, diretor da Feira) pediu uma m\u00fasica para o festival, n\u00e3o pensamos duas vezes&#8230;\u201d<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Vou ser sincero com voc\u00eas.<\/p>\n<p>Cheguei a ouvir essa hist\u00f3ria do pr\u00f3prio Ben Jor, tamb\u00e9m nos idos dos anos 70\/80 por ocasi\u00e3o de um show que realizou em S\u00e3o Paulo (desconfio que foi no antigo Teatro Gazeta).<\/p>\n<p>Na hora, n\u00e3o acreditei na conversa que sugeriria um amor, digamos, plat\u00f4nico. A fama dos dois compositores n\u00e3o era bem essa (estou sendo indiscreto?). No entanto, passados tantos e tantos anos, revejo meu ponto de vista. Deve ter sido assim mesmo \u2013 e, descaradamente, concluo que o \u00fanico mal intencionado ali era eu mesmo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAlgumas mulheres nos surpreendem, muitas nos encantam e poucas \u2013 entre tantas \u2013 nos comovem\u201d.<\/p>\n<p>Aproveito a frase do cronista S\u00e9rgio Porto (reli recentemente o primeiro livro do nosso eterno Stanislaw Ponte Preta,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13592","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13592","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13592"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13592\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14459,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13592\/revisions\/14459"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13592"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}