{"id":13594,"date":"2017-03-06T00:00:00","date_gmt":"2017-03-06T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:37:38","modified_gmt":"2017-09-15T18:37:38","slug":"a-cronica-e-a-cancao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-cronica-e-a-cancao\/","title":{"rendered":"A cr\u00f4nica e a can\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA vida sempre se repete&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Fiquei intrigado com a conversa que, ontem, aqui postei.<\/p>\n<p>A frase, com a qual o respeit\u00e1vel leitor encerrou o nosso cordial papo, \u00e9 bastante reveladora.<\/p>\n<p>E pensar que a coisa toda come\u00e7a a partir de um texto, descompromissado, que escrevi h\u00e1 mais de 10 anos?<\/p>\n<p>(Mais detalhes no post de ontem)<\/p>\n<p>Parte de uma, digamos, nostalgia pessoal minha (de ouvir uma velha can\u00e7\u00e3o que se perdeu no tempo) e, de repente, tantos anos depois, algu\u00e9m l\u00ea as maltra\u00e7adas e um sentimento mais forte se ilumina dentro do car\u00edssimo \u2013 e incauto \u2013 leitor e se d\u00e1 a identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Modestamente, eu diria que \u00e9 por a\u00ed que se faz a luz para o autor.<\/p>\n<p>Diria mais \u2013 e n\u00e3o me entendam mal, por favor: <\/p>\n<p>Quando a gente batuca uma letrinha atr\u00e1s da outra, enfileirando palavras e frases, a proposta idealizada \u00e9 mesmo esta. Falar muito diretamente aos leitores. Interagir com eles, provoc\u00e1-los, transform\u00e1-los de alguma forma. Deix\u00e1-los mais pr\u00f3ximos de n\u00f3s e dos nossos esparramos&#8230;<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>\u00c9 a proposta, mas sinceramente sabemos que o vapt-vupt da vida n\u00e3o deixa que o encontro e a troca aconte\u00e7am assim t\u00e3o facilmente.<\/p>\n<p>Andamos \u2013 eu, voc\u00ea, o leitor, todos n\u00f3s &#8211; duro na queda, blindados contra qualquer emo\u00e7\u00e3o que nos fa\u00e7a perder o foco da sobreviv\u00eancia em meio aos compromissos \u2013 por vezes, \u00e1speros &#8211; nossos de cada dia.<\/p>\n<p>Com a agenda cheia e tantas reuni\u00f5es importantes a enfrentar, como parar tudo e ficar remoendo os versos de uma can\u00e7\u00e3o do passado, as frases mal alinhavadas por um desconhecido blogueiro ou mesmo emo\u00e7\u00f5es que nos foram \u2013 e s\u00e3o \u2013 t\u00e3o caras?<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Quando trabalhava na Reda\u00e7\u00e3o \u2013 ora como rep\u00f3rter, ora como editor \u2013, o fundamento primordial era ser objetivo, claro e nos aproximarmos o mais perto poss\u00edvel da verdade factual. Nossa mat\u00e9ria-prima de trabalho era a realidade imediata de cada um de nossos leitores. De como sua vida mudaria a partir desta ou daquela decis\u00e3o do governo, desta ou daquela mudan\u00e7a de m\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito, deste ou daquele evento programado para o fim-de-semana.<\/p>\n<p>Ou seja, informa\u00e7\u00e3o, presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, esclarecimentos \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica&#8230;<\/p>\n<p>VI.<\/p>\n<p>A cr\u00f4nica \u2013 e o Blog que \u00e9 a plataforma que a sustenta \u2013 escapa a essa objetividade. Tangencia o que se l\u00ea no notici\u00e1rio, e sugere um olhar mais alongado sobre este ou aquele fato. N\u00e3o aprofunda nada, n\u00e3o tenta cientific\u00e1-lo; por vezes, \u00e9 apenas o mote para que o autor humildemente possa contar uma hist\u00f3ria&#8230;<\/p>\n<p>Uma hist\u00f3ria que pode ser pessoal, pode ser a de um amigo, pode ser apenas fruto da sua observa\u00e7\u00e3o e viv\u00eancia di\u00e1rias.<\/p>\n<p>Uma hist\u00f3ria que, no fundo \u2013 e sem que se pretenda -, passe a ser a hist\u00f3ria de todos n\u00f3s&#8230;<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, conseguimos.<\/p>\n<p>Afinal, a vida se repete, como disse o leitor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA vida sempre se repete&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Fiquei intrigado com a conversa que, ontem, aqui postei.<\/p>\n<p>A frase, com a qual o respeit\u00e1vel leitor encerrou o nosso cordial papo,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13594","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13594","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13594"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13594\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14457,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13594\/revisions\/14457"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13594"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13594"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13594"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}