{"id":13609,"date":"2017-03-22T00:00:00","date_gmt":"2017-03-22T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:37:14","modified_gmt":"2017-09-15T18:37:14","slug":"reler-lygia-e-encantar-se","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/reler-lygia-e-encantar-se\/","title":{"rendered":"Reler Lygia \u00e9 encantar-se&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Encontro no sebo perto de casa uma edi\u00e7\u00e3o de 1980 do livro \u201cA Disciplina do Amor\u201d, de Lygia Fagundes Telles. Um achado! Tem capa dura, verde escura, com filetes dourados; iguais \u00e1s dos livros que, na adolesc\u00eancia e juventude, retirava nas bibliotecas p\u00fablicas da Aclima\u00e7\u00e3o e do Ipiranga, para alimentar os devaneios pr\u00f3prios \u00e0s idades.<\/p>\n<p>N\u00e3o resisto \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de dividir (dividir, n\u00e3o, Rodolfo; o termo agora \u00e9 COMPARTILHAR) com voc\u00eas brev\u00edssimas especiarias que, de l\u00e1, retirei.<\/p>\n<p>Deliciem-se!<\/p>\n<p>Reler Lygia \u00e9 encantar-se. Sempre&#8230;<\/p>\n<p>I.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea est\u00e1 sempre indo de um lado para o outro, voc\u00ea n\u00e3o para, mas afinal, do que voc\u00ea est\u00e1 fugindo? \u2013 perguntou H.H. Riu. \u2013 Seja o que for essa coisa da qual voc\u00ea est\u00e1 fugindo, acho que ela nunca vai te alcan\u00e7ar. \u201d<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Releio alguns trechos \u2018Do amor\u2019, do padre Ant\u00f4nio Vieira, e vou enrolando nos panejamentos barrocos, fico esf\u00e9rica, subo em espiral. Anoto: \u201cO amor deixar\u00e1 de variar se for firme, mas n\u00e3o deixar\u00e1 de tresvariar se \u00e9 amor\u201d.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>(As confiss\u00f5es de Santo Agostinho)<\/p>\n<p>\u201cTarde eu te amei, beleza t\u00e3o antiga e t\u00e3o nova. Eis que habitavas dentro de mim e eu l\u00e1 fora a procurar-te! \u201d<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>\u201cNascer no Brasil at\u00e9 que \u00e9 bom, meu querido. O triste \u00e9 n\u00e3o ter voz. Nem ter vez. \u201d<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>\u201cAchiles-Cl\u00e9ophas Flaubert, pai de Gustave Flaubert, reunia os filhos todas as noites para contar-lhes hist\u00f3rias, podiam desabar os maiores imprevistos, mas a hora m\u00e1gica era preservada. A dura inf\u00e2ncia de Machado de Assis era doce quando Madrinha contava hist\u00f3rias. As crian\u00e7as n\u00e3o ouvem mais hist\u00f3rias? Eram crian\u00e7as que se sentavam em redor do pai, da m\u00e3e, da v\u00f3 e ficavam ouvindo hist\u00f3rias de gnomos da floresta e fadas, gigantes e princesas que falavam e sa\u00edam da boca rosas e p\u00e9rolas. Das princesas ruins, sa\u00edam cobras e sapos. Hist\u00f3rias do arco-da-velha \u2013 nunca mais? O imagin\u00e1rio se desenrolando como uma fita cintilante. As crian\u00e7as n\u00e3o sabem mais inventar: ficam paradas diante da televis\u00e3o, vestem roupa padr\u00e3o do Super-Homem e apontam para os adultos suas metralhadoras de pl\u00e1sticos. \u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encontro no sebo perto de casa uma edi\u00e7\u00e3o de 1980 do livro \u201cA Disciplina do Amor\u201d, de Lygia Fagundes Telles. Um achado! Tem capa dura, verde escura, com filetes dourados; iguais \u00e1s dos livros que,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13609","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13609","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13609"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13609\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14442,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13609\/revisions\/14442"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13609"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13609"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13609"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}