{"id":13659,"date":"2017-05-27T00:00:00","date_gmt":"2017-05-27T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:36:18","modified_gmt":"2017-09-15T18:36:18","slug":"licoes-de-odir-cunha","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/licoes-de-odir-cunha\/","title":{"rendered":"Li\u00e7\u00f5es de Odir Cunha"},"content":{"rendered":"<p>Odir Cunha, not\u00e1vel jornalista, veio \u00e0 Universidade Metodista de S\u00e3o Paulo, noite dessas de maio, para o lan\u00e7amento de um novo livro \u201cLi\u00e7\u00f5es de Jornalismo\u201d, pela Summus Editorial, que celebra seus 40 anos de s\u00f3lida carreira.<\/p>\n<p>O rep\u00f3rter e escritor falou por hora e tanto aos alunos de Jornalismo, respondeu pacientemente a d\u00fazia de perguntas e, depois de toda essa jornada, ainda se deixou ficar por ali, entre as cadeiras da plateia do sal\u00e3o nobre do Campus Rudge Ramos, dez e tanto da noite, a matar a curiosidade de uma penca de estudantes sobre os caminhos e os descaminhos da profiss\u00e3o e, principalmente, sobre uma de suas grandes paix\u00f5es, o Santos Futebol Clube.<\/p>\n<p>Odir continua o mesmo \u2013 e irredut\u00edvel \u2013 sonhador. Pensa em lan\u00e7ar-se candidato \u00e0 presid\u00eancia do Peixe.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Odir era editor do Caderno de Domingo do Jornal da Tarde \u2013 entre outras tantas fun\u00e7\u00f5es que por ali exerceu \u2013 quando estive por l\u00e1, com meu jeito de rep\u00f3rter mambembe, em fins dos anos 90. Colaborava modestamente com algumas reportagens ditas \u2018especiais\u2019, pois fugia do hard news da Reda\u00e7\u00e3o. A mais bacanuda delas foi percorrer a Trilha do Ouro na Serra da Bocaina (entre o Rio e S\u00e3o Paulo) a fim de refazer o caminho que os portugueses abriram na mata para levar o ouro, em mulas,  at\u00e9 as barca\u00e7as ora lusitanas oura inglesas. J\u00e1 naqueles idos havia uns espertos \u00e1vidos a dar um cambalacho  no dign\u00edssimo Rei.<\/p>\n<p>Eita, Brasil brasileiro&#8230;<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Depois desse tempo, perdi o Odir de vista. Sabia que escrevia livros e ministrava cursos sobre textos e reportagens, mas n\u00e3o mais o encontrei.<\/p>\n<p>S\u00f3 fui rev\u00ea-lo em 2008 quando lan\u00e7ou o livro \u201cO Barqueiro de Paraty\u201d (fui ao lan\u00e7amento e recebi uma dedicat\u00f3ria toda maneira) e agora nesta palestra que os rigores da Academia chamam de Aula Magna.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Tive a honra de dividir a bancada com ele, fui uma esp\u00e9cie de mediador \u2013 na verdade, um privilegiado espectador. Do encontro, ficou a sensa\u00e7\u00e3o de que a garotada que sonha ser jornalista teve muito que aprender. <\/p>\n<p>Odir tem um inesgot\u00e1vel ba\u00fa de hist\u00f3rias e li\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Tomara que tenham assimilado tr\u00eas delas que acho fundamentais para o fazer jornal\u00edstico (e que sobram em Odir):<\/p>\n<p>1 \u2013 a ess\u00eancia do Jornalismo \u00e9 a reportagem;<\/p>\n<p>2 \u2013 a humildade \u00e9 a principal caracter\u00edstica de um grande rep\u00f3rter. Estar disposto a ouvir e a aprender.<\/p>\n<p>3 \u2013 Perseguir o texto perfeito para cada momento. Esta \u00e9 a busca, o caminho, a miss\u00e3o.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Valeu Odir, \u2018mesmo em mares diferentes, estamos na mesma viagem, irm\u00e3o\u2019, como voc\u00ea bem escreveu na dedicat\u00f3ria do livro do barqueiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Odir Cunha, not\u00e1vel jornalista, veio \u00e0 Universidade Metodista de S\u00e3o Paulo, noite dessas de maio, para o lan\u00e7amento de um novo livro \u201cLi\u00e7\u00f5es de Jornalismo\u201d, pela Summus Editorial, que celebra seus 40 anos de s\u00f3lida carreira.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13659","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13659","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13659"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13659\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14393,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13659\/revisions\/14393"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13659"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13659"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13659"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}