{"id":13672,"date":"2017-06-07T00:00:00","date_gmt":"2017-06-07T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:35:50","modified_gmt":"2017-09-15T18:35:50","slug":"vou-te-contar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/vou-te-contar\/","title":{"rendered":"Vou te contar&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Algu\u00e9m me perguntou, em tom zombeteiro, se acredito na cassa\u00e7\u00e3o da chapa Dilma\/Temer.<\/p>\n<p>Era o assunto do dia, da semana, do m\u00eas, o amigo provocou. Talvez tenhamos uma decis\u00e3o hist\u00f3rica e eu a elogiar o futebol varzeano no post de ontem.<\/p>\n<p>Assim n\u00e3o d\u00e1, concluiu no mesmo tom de deboche.<\/p>\n<p>Cada um que me aparece que vou te contar&#8230;<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Para ser sincero at\u00e9 que gosto desses questionamentos. <\/p>\n<p>Estou habituado a eles desde os tempos remotos das velhas reda\u00e7\u00f5es por onde andei e escrevi, entre tantas hist\u00f3rias contadas, a minha pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Toda vez que criticava um disco do Roberto Carlos \u2013 via de regra, eram mais do mesmo, nos anos 70 -, meus car\u00edssimos cinco ou seis leitores j\u00e1 podem imaginar a enxurrada de reclama\u00e7\u00f5es que chegava aos ouvidos da minha chefia. Por telefone, carta e uma ou outra f\u00e3 mais exaltada vinha tirar satisfa\u00e7\u00e3o \u2013 e exigir direito de resposta.<\/p>\n<p>Por dois ou tr\u00eas anos repetiu-se a ladainha. At\u00e9 que o grande Almeidinha me convenceu a n\u00e3o usar os mesmos par\u00e2metros que usava para avaliar os discos de Chico, Caetano, Gil e companhia para comentar os discos do Rei.<\/p>\n<p>S\u00e3o coisas diferentes, para p\u00fablicos distintos.<\/p>\n<p>Falou e disse, o amigo e editor.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>A coisa engrossou mesmo quando passei a assinar a coluna semanal Toque de Bola que abordava o notici\u00e1rio de futebol da semana.<\/p>\n<p>Escrevesse o que escrevesse era pau na certa. Sempre havia quem discordasse e, por vezes, apresentavam bons argumentos para defender a tese que defendiam.<\/p>\n<p>Claro que a paix\u00e3o pelo clube do cora\u00e7\u00e3o falava mais alto.<\/p>\n<p>Mas, deu para sentir que, de futebol, o brasileiro entende. At\u00e9 mais do que aquele que escreve e\/ou fala e se diz especialista na Imprensa.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>O que lembro de mais emocionante nesses contatos com leitores foi o telefonema que recebi de um senhor logo pela manh\u00e3, assim que o jornal circulou na sexta-feira.<\/p>\n<p>Tinha 90 anos, morava sozinho. Nem sempre gostava do assunto que eu escolhia como tema da coluna:<\/p>\n<p>\u201c\u00c0s vezes, foi fala muito de pol\u00edtica, meu filho. E a vida bem mais do que essa tristeza\u201d. <\/p>\n<p>No entanto, acrescentou:<\/p>\n<p>\u201cAcho voc\u00ea batuta! Porque todas as sextas-feiras o jornal chega \u00e0 porta e l\u00e1 est\u00e1 voc\u00ea conversando comigo, mesmo naquelas letrinhas mi\u00fadas. \u201c<\/p>\n<p>E concluiu, com tristeza:<\/p>\n<p>\u201cBem ao contr\u00e1rio dos meus filhos&#8230; Que s\u00f3 aparecem quando precisam que eu assine algum papel. \u201d<\/p>\n<p>(&#8230;) <\/p>\n<p>Quanto \u00e0 quest\u00e3o que deu origem \u00e0 cr\u00f4nica de ontem, vou ser sincero. N\u00e3o entendo nada de leis, mas conhe\u00e7o um pouquinho do Brasil.<\/p>\n<p>Penso que v\u00e3o dar um jeito de segurar o Ileg\u00edtimo na presid\u00eancia \u2013 e ponto e basta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algu\u00e9m me perguntou, em tom zombeteiro, se acredito na cassa\u00e7\u00e3o da chapa Dilma\/Temer.<\/p>\n<p>Era o assunto do dia, da semana, do m\u00eas, o amigo provocou. 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