{"id":17607,"date":"2017-08-16T19:43:59","date_gmt":"2017-08-16T19:43:59","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=17607"},"modified":"2017-09-18T19:45:40","modified_gmt":"2017-09-18T19:45:40","slug":"40-anos-da-morte-de-elvis","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/40-anos-da-morte-de-elvis\/","title":{"rendered":"40 anos da morte de Elvis"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-17608 alignleft\" src=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elvis-195x300.jpg\" alt=\"\" width=\"195\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elvis-195x300.jpg 195w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elvis-171x263.jpg 171w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elvis.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 195px) 100vw, 195px\" \/>Eu tinha 26 anos quando Elvis Presley morreu, aos 42.<\/p>\n<p>A data: 16 de agosto de 1977.<\/p>\n<p>A not\u00edcia causou um grande corre-corre na Reda\u00e7\u00e3o onde humildemente dava meus primeiros passos como um esfor\u00e7ado rep\u00f3rter do Caderno de Cultura.<\/p>\n<p>Escrevia sobre m\u00fasica popular brasileira em diversos pasquins que, \u00e0 \u00e9poca, existiam \u2013 muitos, de forma, quase artesanal. A mercado fonogr\u00e1fico era muito forte no Brasil, o terceiro em todo o mundo. Semana sim, outra tamb\u00e9m, surgiam jornais e revistas, digamos, \u2018especializados\u2019 na tem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Intui, ent\u00e3o, que, por ser de outra ala, n\u00e3o seria convocado para fazer o obitu\u00e1rio do Rei do Rock. Havia gente mais competente para tocar o assunto, embora eu tamb\u00e9m o admirasse como um dos precursores de toda as transforma\u00e7\u00f5es que os jovens, do mundo todo, viveram desde os anos 50.<\/p>\n<p>Foi o que aconteceu. Ningu\u00e9m me chamou, e eu tamb\u00e9m n\u00e3o me ofereci.<\/p>\n<p>N\u00e3o fiquei nem alegre, nem triste.<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o fiquei indiferente.<\/p>\n<p>Queria ter dado meu recado&#8230;<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>\u00c9 bem verdade que o sucesso dos Beatles, a partir de 63\/64, mudou o foco e o gosto da garotada e, nessa altura da d\u00e9cada 70, Elvis era visto com alguma desconfian\u00e7a. Muitos agora o consideravam \u2013 ele, suas can\u00e7\u00f5es e suas roupas \u2013 um tanto brega (se me perdoam a palavra que acho pra l\u00e1 de discriminat\u00f3ria) e absurdamente fora do tom para a ent\u00e3o chamada gera\u00e7\u00e3o hiponga, aquela do dedo em V e do slogan \u201cpaz e amor\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o lembro se, \u00e0 \u00e9poca, tive essa percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Talvez n\u00e3o.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Ainda entendia o Elvis como aquele \u00eddolo dos meus tempos de crian\u00e7a. Uma figura carism\u00e1tica, o cantor que engatava um sucesso ap\u00f3s o outro, o cara que quebrava todo o decoro daqueles tempos tristes, de p\u00f3s-guerra, com um requebrado de causar faniquitos (era assim mesmo que se dizia ent\u00e3o) nas mo\u00e7oilas que se descabelavam ao v\u00ea-lo. Elas ficavam incontrol\u00e1veis&#8230;<\/p>\n<p>No Brasil, era poss\u00edvel identificar os suced\u00e2neos de Elvis. Dem\u00e9trius, Wilson Miranda, S\u00e9rgio Murilo, Toni Campelo, Ronnie Cord, entre outros. Tinham l\u00e1 seu brilhareco. Mas, sem chance, n\u00e3o lhe faziam frente.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>De certa forma, nos meus doze e treze anos, eu gostaria de ser como ele, mais precisamente o personagem que representou no filme \u201cViva Las Vegas\u201d e que encantou e conquistou a mocinha da trama, a lind\u00edssima Ann Margret.<\/p>\n<p>Me perdoem o tom confessional do texto de hoje.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 que desde crian\u00e7a tenho essa tend\u00eancia de ficar imaginando coisas&#8230;<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Das can\u00e7\u00f5es de Elvis, a que mais gosto \u00e9 a leitura que deu para \u201cBridge Troubled Water\u201d, de Simon &amp; Garfunkel. Mas reconhe\u00e7o que os primeiros roquezinhos &#8211; \u201cTutti Frutti\u201d, \u201cPrisioneiro do Rock\u201d, entre outros \u2013 tamb\u00e9m fizeram minha cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Tenho uma \u00fanica frustra\u00e7\u00e3o proporcionada por Elvis: por mais brilhantina que usasse no cabelo, nunca consegui ter um topete remotamente igual ao do Rei do Rock. Assim que sa\u00eda \u00e0 rua, \u00e0 primeira brisa, o \u2018bich\u00e3o\u2019 j\u00e1 despencava sobre a testa&#8230; \u00d4 tristeza&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-17608 alignleft\" src=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elvis-195x300.jpg\" alt=\"\" width=\"195\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elvis-195x300.jpg 195w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elvis-171x263.jpg 171w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/elvis.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 195px) 100vw, 195px\" \/>Eu tinha 26 anos quando Elvis Presley morreu, aos 42.<\/p>\n<p>A data: 16 de agosto de 1977.<\/p>\n<p>A not\u00edcia causou um grande corre-corre na Reda\u00e7\u00e3o onde humildemente dava meus primeiros passos como um esfor\u00e7ado rep\u00f3rter do Caderno de Cultura.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[37],"class_list":["post-17607","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog","tag-elvis-presley"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17607","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17607"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17607\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17609,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17607\/revisions\/17609"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}