{"id":17861,"date":"2017-10-06T23:10:13","date_gmt":"2017-10-06T23:10:13","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=17861"},"modified":"2018-05-29T21:53:15","modified_gmt":"2018-05-29T21:53:15","slug":"senhora-aparecida-300-anos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/senhora-aparecida-300-anos\/","title":{"rendered":"Senhora Aparecida &#8211; 300 anos"},"content":{"rendered":"<p>Elas me perguntam sobre o que escreverei neste 12 de outubro quando se reverencia os 300 anos de aparecimento de Nossa Senhora Aparecida nas \u00e1guas do rio Para\u00edba.<\/p>\n<p>N\u00e3o contei as amigas\/leitoras, Clarice e Adriana, que embarco amanh\u00e3 para uns dias de estio, bem longe daqui \u2013 e que s\u00f3 voltarei ao nosso cotidiano blogar l\u00e1 pelo dia 16.<\/p>\n<p>&#8211; Uma hist\u00f3ria bem bonita \u2013 me pede a Clarice, como se fosse eu um profundo conhecedor desta bela hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Fico sem jeito de lhes frustrar as expectativas.<\/p>\n<p>E improviso ali o resumo do que considero a primeira grande demonstra\u00e7\u00e3o de solidariedade a n\u00f3s oferecida pela Padroeira do Brasil e dos brasileiros<\/p>\n<p>Permitam-me me antecipar \u00e0 data e \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es para transcrev\u00ea-lo a seguir.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>O plantio de caf\u00e9 se implantou no Brasil a partir de grandes fazendas no Interior de S\u00e3o Paulo. Mais especificamente nos arredores da divisa do Estado como Minas e o Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Um lugar de paisagens ainda hoje lind\u00edssimas, emoldurado pelas serras da Mantiqueira, do Mar e da Bocaina.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Ali, existiam grandes fazendas \u2013 e o cultivo da terra\u00a0 e a cultura dos tropeiros s\u00e3o ainda hoje parte do patrim\u00f4nio imaterial n\u00e3o s\u00f3 daquela regi\u00e3o, hoje conhecida como Vale do Para\u00edba; mas de todo o Pa\u00eds.<\/p>\n<p>(N\u00e3o preciso dizer, mas digo, que o nome vem do rio Para\u00edba que, sinuosamente, corta todo o vasto territ\u00f3rio.)<\/p>\n<p>Essas propriedades eram tocadas pela m\u00e3o de obra escrava. Com toda a trag\u00e9dia que isto representou para nossa Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Pois ent\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Os negros tentavam escapar, aos bandos, desta inomin\u00e1vel explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando detectavam uma oportunidade tentavam a fuga.<\/p>\n<p>Subiam montanha acima para escapar dos capatazes e ca\u00e7adores de escravos t\u00e3o comuns \u00e0 \u00e9poca, pois eram indenizados por \u2018fuj\u00f5es\u2019 que recapturassem.<\/p>\n<p>VI.<\/p>\n<p>Depois de presos e apresentados ao fazendeiro, os negros eram reencaminhados \u00e0 senzala; n\u00e3o sem antes passar pelo tronco e a chibata.<\/p>\n<p>Identificado o l\u00edder do grupo, este era impiedosamente decaptado \u2013 e os restos mortais jogados no Rio Para\u00edba.<\/p>\n<p>VII.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, foi nas \u00e1guas deste rio que, no ano de 1717, humildes pescadores recolheram, em sua rede, a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Primeiro, encontraram a base da santa imagem.<\/p>\n<p>Ficaram desconfiados.<\/p>\n<p>Jogaram de novo a rede \u2013 e, nela, recolheram a cabe\u00e7a da Padroeira.<\/p>\n<p>Que assim, desde sua primeira apari\u00e7\u00e3o, j\u00e1 demonstrou do lado de quem sempre esteve \u2013 e estar\u00e1&#8230; Dos oprimidos, dos humildes, dos que lutam por um mundo melhor, a come\u00e7ar pelo nosso Brasil.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AsP11zKEc4s\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elas me perguntam sobre o que escreverei neste 12 de outubro quando se reverencia os 300 anos de aparecimento de Nossa Senhora Aparecida nas \u00e1guas do rio Para\u00edba.<\/p>\n<p>N\u00e3o contei as amigas\/leitoras,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18841,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-17861","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17861","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17861"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17861\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18843,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17861\/revisions\/18843"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18841"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17861"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17861"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17861"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}