{"id":17867,"date":"2017-10-17T17:11:39","date_gmt":"2017-10-17T17:11:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=17867"},"modified":"2017-10-17T17:11:39","modified_gmt":"2017-10-17T17:11:39","slug":"o-novo-novo-jornalismo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/o-novo-novo-jornalismo\/","title":{"rendered":"O novo &#8216;novo jornalismo&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>Registro \u2013 e agrade\u00e7o \u2013 o recebimento da Revista de Jornalismo da ESPM \u2013 Edi\u00e7\u00e3o brasileira da Columbia Journalism Review. Foi uma defer\u00eancia do amigo, jornalista e professor Jorge Roberto Tarquini, com quem tenho a honra de trabalhar aqui, na Universidade Metodista, e que tamb\u00e9m pertence aos quadros da Faculdade C\u00e1sper L\u00edbero e da pr\u00f3pria ESPM.<\/p>\n<p>Na publica\u00e7\u00e3o, Tarquini assina ao lado do jornalista Ricardo Gandour uma bela entrevista com Steve Coll, diretor da Columbia Journalism School. Coll fala sobre os desafios da reportagem em tempos de algoritmos e antagonismo pol\u00edtico, entre outros temas do momento.<\/p>\n<p>Tomo a liberdade de transcrever abaixo a resposta \u00e0 primeira pergunta feita pelos jornalistas brasileiros: \u201co que mudou na forma de fazer jornalismo? \u201d<\/p>\n<p>\u201cForam duas mudan\u00e7as significativas: na maneira como a not\u00edcia \u00e9 distribu\u00edda e na estrutura da informa\u00e7\u00e3o. Ambas impuseram um grande desafio ao jornalismo. A primeira tem a ver com o poder que as redes sociais assumiram na distribui\u00e7\u00e3o da m\u00eddia em v\u00e1rios pa\u00edses. Isso fez com que jornais, revistas, r\u00e1dios e emissoras de TV perdessem muito do controle na distribui\u00e7\u00e3o do seu conte\u00fado. Os jornais costumavam controlar seu relacionamento com os leitores a ponto de eles sa\u00edrem para comprar os jornais nas bancas! Agora eles dependem de plataformas como Facebook, Snap ou You Tube para falar com o seu p\u00fablico. Al\u00e9m do impacto econ\u00f4mico, isso mudou a maneira como as companhias desenham o conte\u00fado da not\u00edcia\u201d.<\/p>\n<p>\u201c (O impacto da mudan\u00e7a na estrutura da informa\u00e7\u00e3o) \u00c9 mais positivo e, possivelmente, de efeito mais duradouro, pois tem a ver com a estrutura que a informa\u00e7\u00e3o passou a ter com o advento do Big Data e o uso de softwares baseados em algoritmos capazes de processar imensos volumes de dados. Isso impactou diretamente o jornalismo investigativo, em projetos como Panama Papers \u2013 mudando a forma de como o jornalismo \u00e9 feito, com aumento da colabora\u00e7\u00e3o entre as organiza\u00e7\u00f5es de m\u00eddia. Houve investiga\u00e7\u00f5es que foram feitas por at\u00e9 60 ve\u00edculos em conjunto, todos guardando os mesmos segredos e publicando ao mesmo tempo. Isso era algo impens\u00e1vel dez anos atr\u00e1s. Outro aspecto s\u00e3o os jornalistas colaborando com cientistas da computa\u00e7\u00e3o e de dados para o bem p\u00fablico (&#8230;) Uma das novidades mais fascinantes na profiss\u00e3o nos dias de hoje\u201d.<\/p>\n<p>*A Revista de Jornalismo ESPM \u00e9 uma publica\u00e7\u00e3o semestral da ESPM, com conte\u00fado exclusivo da Columbia Journalism Review. Confira: <a href=\"mailto:revista@espm.br\">revista@espm.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Registro \u2013 e agrade\u00e7o \u2013 o recebimento da Revista de Jornalismo da ESPM \u2013 Edi\u00e7\u00e3o brasileira da Columbia Journalism Review. 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