{"id":18066,"date":"2017-12-01T14:40:49","date_gmt":"2017-12-01T14:40:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=18066"},"modified":"2017-12-01T20:36:55","modified_gmt":"2017-12-01T20:36:55","slug":"parece-dezembro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/parece-dezembro\/","title":{"rendered":"Parece dezembro&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><em>Parece dezembro de um ano dourado<\/em> \u2013 Chico Buarque.<\/p>\n<p>As can\u00e7\u00f5es sempre me inspiram.<\/p>\n<p>Dezembro, o tal m\u00eas das festas, me traz apreens\u00e3o.<\/p>\n<p>Um sentimento, creio, natural por mais um ano que se finda; aquela coisa de nos autoanalisarmos pelo ciclo que se vai, ao menos em termos de calend\u00e1rio.<\/p>\n<p>Tem a chegada do Ver\u00e3o, o Natal, o tal Ano Novo e a sensa\u00e7\u00e3o (algo assustadora) de que tudo pode mudar.<\/p>\n<p>Se \u00e9 pra melhor, ningu\u00e9m sabe&#8230;.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Bateu uma inesperada curiosidade de como saudei a chegada deste m\u00eas, no Blog, ao longo desses onze anos.<\/p>\n<p>Como o passar do tempo, mexeu comigo e esse mund\u00e3o de meu Deus?<\/p>\n<p>A subjetiva resposta nesta breve retrospectiva.<\/p>\n<p>Em <strong>2006<\/strong>, no post de primeiro de dezembro, lembrei Quintana:<\/p>\n<p><em>Escrever n\u00e3o muda o mundo.<\/em><br \/>\n<em> As pessoas mudam o mundo.<\/em><br \/>\n<em> Escrever s\u00f3 muda as pessoas.<\/em><\/p>\n<p>Andava animadinho que s\u00f3&#8230;<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Em <strong>2007,<\/strong> respondi a uma internauta sobre escrever dia sim e outro tamb\u00e9m:<\/p>\n<p>\u201cMinha cara, nunca estaremos inteiramente seguros sobre nossos textos e nossos sonhos. Mas, vamos sempre escrev\u00ea-los e sonh\u00e1-los.&#8221;<\/p>\n<p>E conclui:<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 a parte que nos cabe neste latif\u00fandio chamado Terra. \u201d<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Em <strong>2008,<\/strong> lembrei o rep\u00f3rter que fui ao resgatar uma entrevista que fiz, nos antigamente, com o not\u00e1vel Pl\u00ednio Marcos.<\/p>\n<p>Uma das respostas, franca e direta:<\/p>\n<p>\u201cEu como artista jamais ficaria no poder. Ficaria sempre contra o poder. Sou um cr\u00edtico da sociedade. \u201d<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Em <strong>200<\/strong>9, lembrei com carinho do Velho Aldo, meu pai, dez anos ap\u00f3s sua morte:<\/p>\n<p>Ele dizia que na Cal\u00e1bria havia o seguinte dito popular:<\/p>\n<p>\u201cO que eu n\u00e3o entendo, eu estranho&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Vale o escrito!<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Saltemos para <strong>2012.<\/strong><\/p>\n<p>Saudei dezembro com poesia de Mauro Salles.<\/p>\n<p>O poema \u2018Felicidade\u2019:<\/p>\n<p><em>Somos fi\u00e9is<\/em><br \/>\n<em> Aos amores imposs\u00edveis<\/em><br \/>\n<em> \u00c0s vozes de ontem<\/em><br \/>\n<em> \u00c0s promessas de eternidade<\/em><br \/>\n<em> \u00c0 m\u00e3o do companheiro<\/em><br \/>\n<em> E ao olhar da amiga.<\/em><\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Em <strong>2013<\/strong>, a boa nova foi o lan\u00e7amento do meu livro \u201cVolteios \u2013 Cr\u00f4nicas, lembran\u00e7as e devaneios\u201d.<\/p>\n<p>Convidei a todos para a noite de aut\u00f3grafos na Vila Madalena.<\/p>\n<p>Os amigos l\u00e1 compareceram.<\/p>\n<p>E eu me senti quase plenamente feliz.<\/p>\n<p>O Pa\u00eds estava em cacos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Em <strong>2015<\/strong>, publiquei a \u00edntegra da carta escrita por Kobe Bryan, super atleta do Lakers, em que anuncia sua aposentadoria do basquete americano, aos 37 anos:<\/p>\n<p><em>Meu querido Basquete&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>Desde o momento em que comecei a enrolar as meias do meu pai, arremessando de forma imagin\u00e1ria arremessos da vit\u00f3ria no Great Western Forum, sabia que uma coisa era real:<\/em><\/p>\n<p><em>Eu me apaixonei por voc\u00ea.\u00a0<\/em><\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Em <strong>2016<\/strong>, a entrevista do ent\u00e3o ministro Joaquim Barbosa para a colunista M\u00f4nica B\u00e9rgamo da Folha de S.Paulo preconizava o caos que hoje vivemos:<\/p>\n<p>&#8220;Aquelas lideran\u00e7as da sociedade, que apoiaram com vigor, muitas vezes com \u00f3dio, um ato grave como \u00e9 o impeachment, n\u00e3o tinham clareza da desestabiliza\u00e7\u00e3o estrutural que ele provoca.&#8221;<\/p>\n<p>O galinheiro chamado Brasil parou nas m\u00e3os de felpudas raposas.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>C\u00e1 estamos&#8230;<\/p>\n<p>Este <strong>2017, <\/strong>decididamente n\u00e3o me parece \u201cum ano dourado\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 dezembro, nem parece&#8230;<\/p>\n<p>E n\u00e3o tenho qualquer destaque a fazer.<\/p>\n<p>Mesmo, como diria aquele amigo bebum e gozador,\u00a0 \u201chaja o que hajar\u201d, s\u00f3 nos resta manter a ESPERAN\u00c7A e ir \u00e0 luta.<\/p>\n<h6><em><strong>(*foto: l.cunha)<\/strong><\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Parece dezembro de um ano dourado<\/em> \u2013 Chico Buarque.<\/p>\n<p>As can\u00e7\u00f5es sempre me inspiram.<\/p>\n<p>Dezembro, o tal m\u00eas das festas, me traz apreens\u00e3o.<\/p>\n<p>Um sentimento,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18067,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-18066","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18066","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18066"}],"version-history":[{"count":7,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18066\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18074,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18066\/revisions\/18074"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18067"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18066"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18066"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18066"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}