{"id":18101,"date":"2017-12-07T22:22:45","date_gmt":"2017-12-07T22:22:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=18101"},"modified":"2017-12-07T22:25:44","modified_gmt":"2017-12-07T22:25:44","slug":"aquele-final-dos-anos-60","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/aquele-final-dos-anos-60\/","title":{"rendered":"Aquele final dos anos 60&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Morreu Johnny Halliday, aos 74 anos.<\/p>\n<p>O mais jovem dos meus cinco ou seis leitores haver\u00e1 de fazer cara de paisagem ao ler a linha acima e, com o jeit\u00e3o desencanado que o caracteriza, estou certo perguntar\u00e1:<\/p>\n<p>&#8211; Quem \u00e9 o tiozinho?<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Sou obrigado a lhe dar uma breve biografia.<\/p>\n<p>Ele foi o Rei do Rock franc\u00eas l\u00e1 nos idos de 60. Uma esp\u00e9cie de Elvis, de origem belga, mas com a vida e a carreira amplamente arraigada na cultura francesa. T\u00e3o Elvis que, mesmo sendo posterior ao fen\u00f4meno dos Beatles e suas franjinhas frajolas, o bonit\u00e3o n\u00e3o abria m\u00e3o do topete, da guitarra e dos macac\u00f5es just\u00edssimos.<\/p>\n<p>No Brasil, Halliday fez um breve sucesso nas r\u00e1dios com a vers\u00e3o francesa de \u201cBlack is Black\u201d (hit de Los Bravos) que, nos arredores de Paris e adjac\u00eancias, ganhou o sublime t\u00edtulo de \u201cNoir C\u2019Est Noir\u201d.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Aquele final dos anos 60 foi um tempo muito divertido para n\u00f3s, os que beiravam os 20 de idade.<\/p>\n<p>Divertido e conturbado.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como negar a influ\u00eancia da m\u00fasica em nossas exist\u00eancias. Ela que nos dava r\u00e9gua e compasso para tra\u00e7ar os passos do nevoento caminho que se apresentava entre os rigores da ditadura e o cl\u00edmax do existencialismo.<\/p>\n<p>A m\u00fasica chegava plena \u2013 e diversificada \u2013 pelas ondas do r\u00e1dio.<\/p>\n<p>N\u00e3o t\u00ednhamos a consolida\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno da segmenta\u00e7\u00e3o como hoje existe \u2013 a r\u00e1dio rock, a r\u00e1dio que toca not\u00edcia, o melhor da MPB, a transpagodiana e afins, os breganejos. Ouv\u00edamos de tudo \u2013 e incrivelmente tudo tocava nas emissoras. Caetano, Chico, Gil, Beatles, Rollings Stones, sucessos da m\u00fasica italiana, a francesa (houve at\u00e9 um grego psicod\u00e9lico chamado Demis Roussos) e muito rock de todas as origens \u2013 Tree Dogs Night, Sttepenwolf, Credence e Beatles, sempre eles.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Bem, eu amava os Beatles e a Carly Simon (que namorava o James Taylor, \u00f4 raiva), mas me identificava com o Tropicalismo de Gil, Caetano e Tomz\u00e9.<\/p>\n<p>Benjor era hors concours. Sempre foi o meu preferido, desde garoto.<\/p>\n<p>N\u00e3o tenho, portanto, uma grande lembran\u00e7a do repert\u00f3rio de Johnny Halliday, mas sinto uma falta danada de emissoras plurais que existiam e nos deixavam antenados com a m\u00fasica que se ouvia em todo o mundo.<\/p>\n<p>Era uma del\u00edcia ser surpreendido, no meio da noite, com a can\u00e7\u00e3o que lhe dizia diretamente ao cora\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>A minha?<\/p>\n<p>Em vers\u00e3o bem mais atual, com The Corrs, era esta aqui, \u00f3&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/O__lV8ggENQ\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><em>(*foto: divulga\u00e7\u00e3o)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Morreu Johnny Halliday, aos 74 anos.<\/p>\n<p>O mais jovem dos meus cinco ou seis leitores haver\u00e1 de fazer cara de paisagem ao ler a linha acima e, com o jeit\u00e3o desencanado que o caracteriza,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18102,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-18101","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18101","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18101"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18101\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18106,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18101\/revisions\/18106"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18102"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}