{"id":18533,"date":"2018-03-27T14:59:38","date_gmt":"2018-03-27T14:59:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=18533"},"modified":"2020-01-07T05:32:28","modified_gmt":"2020-01-07T05:32:28","slug":"18533-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/18533-2\/","title":{"rendered":"Hoje tem espet\u00e1culo?"},"content":{"rendered":"<p>Tem um circo perto de casa.<\/p>\n<p>Vi, numa dessas tardes, quando errei o caminho e precisei passar perto do Gin\u00e1sio Poliesportivo. Logo atr\u00e1s, numa \u00e1rea descampada, tomei at\u00e9 um susto quando vi aquela lona colorida, os caminh\u00f5es e os cartazes que anunciavam:<\/p>\n<p>\u201cO circo chegou&#8230;\u201d<\/p>\n<p><strong>II.<\/strong><\/p>\n<p>Foi um susto bom.<\/p>\n<p>No ato, aquela imagem me remeteu aos tempos de menino.<\/p>\n<p>Os palha\u00e7os da \u00e9poca \u2013 Piolim, Torresmo e Fuzarca, Pimentinha e Arrelia. Trapezistas, malabaristas, a bandinha, o domador de le\u00f5es. O mestre de cerim\u00f4nia:<\/p>\n<p>\u201cRespeit\u00e1aaaavel p\u00fablico\u201d.<\/p>\n<p>O m\u00e1gico &#8211; e as mulheres do m\u00e1gico, com seus biqu\u00ednis cavados.<\/p>\n<p>Eram lindas. Ao menos, para o meu olhar de garoto sonhador, eram verdadeiras deusas.<\/p>\n<p><strong>III.<\/strong><\/p>\n<p>O que faz uma lona colorida na imagina\u00e7\u00e3o dr gente da minha idade?<\/p>\n<p>Quando meu filho era garoto, n\u00f3s o lev\u00e1vamos, sempre que poss\u00edvel, aos circos que apareciam nas imedia\u00e7\u00f5es. Ou mesmo, aos que eram mais afamados.<\/p>\n<p>Meu olhar era outro.<\/p>\n<p>Minha alegria era v\u00ea-lo deslumbrar-se com as atra\u00e7\u00f5es da hora.<\/p>\n<p>\u201cE o palha\u00e7o o que \u00e9?\u201d \u2013 perguntava o mestre de cerim\u00f4nia.<\/p>\n<p>E o garoto, no meio da plateia, a gritar em coro:<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 ladr\u00e3o de mulher!<\/p>\n<p><strong>IV.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 essa \u00e9poca, os circos tradicionais j\u00e1 apresentavam lament\u00e1vel decl\u00ednio.<\/p>\n<p>A modinha passou a ser os megas espet\u00e1culos, com pegada de circo, mas com respaldo de ampla estrutura empresarial, tipo Circo do Soleil.<\/p>\n<p>N\u00e3o era a mesma coisa. Ganhava em suntuosidade, em cenografia, perdia no que tange \u00e0 autenticidade.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m, certa vez, numa festa de fam\u00edlia, fez a compara\u00e7\u00e3o que achei razo\u00e1vel:<\/p>\n<p>&#8211; S\u00e3o como as escolas de samba de hoje para as de antigamente. O samba e o pov\u00e3o ficam em segundo plano&#8230;<\/p>\n<p><strong>V,<\/strong><\/p>\n<p>Aproveito o 27 de mar\u00e7o, o Dia do Circo, para fazer essa rever\u00eancia aos artistas circenses e a tudo o que nos proporcionam ao longo da vida.<\/p>\n<p>\u201cEncantamento\u201d, talvez seja a palavra-chave deste universo que, queiramos ou n\u00e3o, ainda nos envolve.<\/p>\n<p>O pai, ali\u00e1s, tinha uma defini\u00e7\u00e3o bem legal para nossa exist\u00eancia:<\/p>\n<p>&#8211; A vida \u00e9 um circo! \u2013 dizia ele quando tudo parecia fugir ao controle.<\/p>\n<p><strong>VI.<\/strong><\/p>\n<p>Por isso, a grande quest\u00e3o que tange a Humanidade seja aquela que se faz em pleno picadeiro assim que as luzes se fazem mais intensas:<\/p>\n<p>Hoje tem espet\u00e1culo?<\/p>\n<p>Tem, sim, senhor!<\/p>\n<h6><em><strong>*(foto: j\u00f4 rabelo)<\/strong><\/em><\/h6>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/en-Esw5QsjU\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe>]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tem um circo perto de casa.<\/p>\n<p>Vi, numa dessas tardes, quando errei o caminho e precisei passar perto do Gin\u00e1sio Poliesportivo. Logo atr\u00e1s, numa \u00e1rea descampada, tomei at\u00e9 um susto quando vi aquela lona colorida,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18534,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-18533","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18533","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18533"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18533\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21883,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18533\/revisions\/21883"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18534"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18533"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18533"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18533"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}