{"id":18640,"date":"2018-04-04T17:56:24","date_gmt":"2018-04-04T17:56:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=18640"},"modified":"2018-04-04T21:40:23","modified_gmt":"2018-04-04T21:40:23","slug":"sobre-sonhar-o-sonho-impossivel","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/sobre-sonhar-o-sonho-impossivel\/","title":{"rendered":"Sobre sonhar o sonho imposs\u00edvel&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>\u201cEu tenho um sonho\u201d.<\/p>\n<p>Come\u00e7o o texto de hoje por onde, ontem, terminei<\/p>\n<p>A frase hist\u00f3rica de Martin Luther King assassinado em 4 de abril de 1968 por defender o direito dos negros americanos. Por defender a paz e a igualdade entre os homens.<\/p>\n<p>Ela continua atual\u00edssima.<\/p>\n<p>Foi uma frase que marcou profundamente a minha gera\u00e7\u00e3o, os que vivenciaram, ainda jovens, o atribulado p\u00f3s-guerra.<\/p>\n<p>Viver e sonhar era ato indivis\u00edvel para os garotos que amavam os Beatles e os Rolling Stones \u2013 e mesmo para aqueles que, como eu, preferissem Benjor e os seus pares da pujante MPB.<\/p>\n<p><strong>II.<\/strong><\/p>\n<p>Dou-lhes alguns exemplos. Musicais, \u00f3bvio.<\/p>\n<p>John Lennon, quando quis anunciar o fim dos Beatles, declarou:<\/p>\n<p>\u201cO sonho acabou\u201d.<\/p>\n<p>No embalo do g\u00eanio, o nosso bom-baiano Gilberto Gil, de volta do ex\u00edlio, deu complemento \u00e0 frase:<\/p>\n<p>\u201cO sonho acabou. Quem n\u00e3o dormiu no <em>slepping bag<\/em> nem sequer sonhou\u201d.<\/p>\n<p><strong>III.<\/strong><\/p>\n<p>Foi por esta \u00e9poca que Chico Buarque traduziu a can\u00e7\u00e3o-t\u00edtulo do musical \u201cO Homem de La Mancha\u201d que, nos palcos do Brasil, teve Paulo Autran como protagonista.<\/p>\n<p>O primeiro verso da can\u00e7\u00e3o espelhava o esp\u00edrito dos prim\u00f3rdios dos anos 70:<\/p>\n<p>\u201cSonhar mais um sonho imposs\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p><strong>IV.<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m por esses idos que Raulzito musicou, em \u201cPrel\u00fadio\u201d, o aforismo:<\/p>\n<p>\u201cSonho que se sonha s\u00f3 \u00e9 s\u00f3 um sonho que se sonha s\u00f3. Mas, sonho que se sonha junto \u00e9 realidade\u201d.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, viralizou, como se diz hoje em dia.<\/p>\n<p>Era o mote da juventude \u2018paz e amor\u2019, dos viventes e sobreviventes de Woodstock.<\/p>\n<p><strong>V.<\/strong><\/p>\n<p>Ao sul do Equador, o cearense Belchior fez uma provoca\u00e7\u00e3o bastante v\u00e1lida em \u201cComo Nossos Pais\u201d:<\/p>\n<p>\u201cViver \u00e9 melhor que sonhar\u201d.<\/p>\n<p><strong>VI.<\/strong><\/p>\n<p>Exatos 50 anos depois da tr\u00e1gica morte de Luther King me s\u00e3o doridas as lembran\u00e7as.<\/p>\n<p>Sempre acreditei no sonho sonhado do \u2018Brasil de todos os brasileiros\u2019.<\/p>\n<p>Sempre acreditei na utopia da palavra para redimir e transformar o mundo.<\/p>\n<p>(\u00c9 por isso que escrevo. Ainda)<\/p>\n<p>Mas, sinto que estamos ainda mais divididos como sociedade, intolerantes enquanto cidad\u00e3os, mesquinhos no que diz respeito aos prop\u00f3sitos de fraternidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o mais nos entendemos.<\/p>\n<p><strong>VII.<\/strong><\/p>\n<p>Converso sobre a cr\u00f4nica com a amiga que, mesmo hoje, pede para que eu afaste o desalento e a descren\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8211; Fica assim n\u00e3o, bobo. Lembra aqueles versos do Clube da Esquina: \u2018os sonhos n\u00e3o envelhecem&#8230;\u2019<\/p>\n<h6><strong><em>*(foto: j\u00f4 rabelo)<\/em><\/strong><\/h6>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xIY9DRMGaek\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEu tenho um sonho\u201d.<\/p>\n<p>Come\u00e7o o texto de hoje por onde, ontem, terminei<\/p>\n<p>A frase hist\u00f3rica de Martin Luther King assassinado em 4 de abril de 1968 por defender o direito dos negros americanos.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18641,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-18640","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18640","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18640"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18640\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18645,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18640\/revisions\/18645"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18641"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18640"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18640"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18640"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}