{"id":18742,"date":"2018-05-07T14:14:11","date_gmt":"2018-05-07T14:14:11","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=18742"},"modified":"2018-05-07T19:55:08","modified_gmt":"2018-05-07T19:55:08","slug":"a-breganha","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-breganha\/","title":{"rendered":"A &#8216;breganha&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>Um causinho \u00e0 toa, mas que mostra a (in)certa tend\u00eancia para o lado que segue \u201co trem da minha vida\u201d.<\/p>\n<p>Perdoem-me o tom confessional. Desde a origem, penso que este humilde Blog tem, sim, a proposta de ser um di\u00e1rio de bordo.<\/p>\n<p>La nave va&#8230;<\/p>\n<p>E vou registrando aqui avan\u00e7os e recuos, alegrias e afli\u00e7\u00f5es, vontades, quer\u00eancias e mem\u00f3rias. Que, certo ou errado, desconfio ser esta a sina de um escrevinhador \u201ca pedir paz nos desaventos\u201d.<\/p>\n<p><strong>II.<\/strong><\/p>\n<p>Vamos \u00e0 hist\u00f3ria&#8230;<\/p>\n<p>H\u00e1 um bocado de anos, meu filho foi \u00e0 festa de casamento de um amigo dele e l\u00e1 distribu\u00edram uns badulaques no final da festa. Na hora do carnaval. A hora do salve-se quem puder, todo mundo meio que mamado e soltando a franga.<\/p>\n<p>Os berloques variavam: chinelos (para mulherada sair do salto), \u00f3culos coloridos, perucas ex\u00f3ticas, apitos, cornetas e outros tantos adere\u00e7os.\u00a0 O filho pegou um chap\u00e9u que imita o estilo dos chap\u00e9us panam\u00e1s, bem chinfrinzinho, bem legalzinho. Aba curta.<\/p>\n<p><strong>III.<\/strong><\/p>\n<p>Tomei a bumba (esta express\u00e3o \u00e9 do tempo do Cambuci, aviso logo) pra mim assim que o vi. N\u00e3o \u00e9 que o tal se encaixou bem na minha cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Toda vez que viajo para um lugar de sol levo o danado comigo e fico com ele o dia todo.<\/p>\n<p>Entro na piscina, no mar, fa\u00e7o meus bordejos e n\u00e3o t\u00f4 nem a\u00ed&#8230;<\/p>\n<p>O danado protege a pronunciada calv\u00edcie que alonga minha testa e arredores.<\/p>\n<p><strong>IV.<\/strong><\/p>\n<p>No feriado passado, fui bater ponto em S\u00e3o Jos\u00e9 do Barreiro, uma das cidades hist\u00f3ricas do Vale do Para\u00edba, ao p\u00e9 da Serra da Bocaina.<\/p>\n<p>\u00d3bvio, levei o dito comigo.<\/p>\n<p>Estava ali na manh\u00e3 de sol quente fazendo uma hora na pra\u00e7a <em>(foto)<\/em> quando um senhorzinho que n\u00e3o conhe\u00e7o perguntou se eu queria &#8220;breganhar&#8221; meu chap\u00e9u com dele.<\/p>\n<p><strong>V.<\/strong><\/p>\n<p>\u00d4ia&#8230;<\/p>\n<p>Vi que era uma brincadeira, uma forma de se aproximar para prosear um tantinho.<\/p>\n<p>O homem tinha um desses chape\u00f5es de caub\u00f3i de fazer inveja ao Roy Rogers.<\/p>\n<p>Topei a parada e respondi, tamb\u00e9m em tom de piada, que sim.<\/p>\n<p>Antes salientei que o dele era mais novo e bem mais bonito.<\/p>\n<p>Como resposta tive um &#8220;a\u00eaeee caboclo&#8221; complementando\u00a0 com um \u201cbom dia\u201d sincero e gostoso de ouvir.<\/p>\n<p>N\u00e3o trocamos os pertences, mas ficou o gesto de simpatia e aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>VI.<\/strong><\/p>\n<p>Acordei manhoso nesta segunda, apreensivo com os compromissos da semana \u2013 e sem nenhuma alma boa e leve pra me dar \u2018bom dia\u2019 e dizer:<\/p>\n<p>&#8211; A\u00eaee caboclo! Vamos em frente que atr\u00e1s vem gente&#8230;<\/p>\n[<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aup_ZeTHtcI\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><em><strong>Nota do blogueiro<\/strong>: o correto em portugu\u00eas \u00e9 barganhar, que significa troca, permuta. Usei a express\u00e3o que ouvi do senhor, pois achei mais adequada e cab\u00edvel.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um causinho \u00e0 toa, mas que mostra a (in)certa tend\u00eancia para o lado que segue \u201co trem da minha vida\u201d.<\/p>\n<p>Perdoem-me o tom confessional. 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