{"id":18958,"date":"2018-06-23T14:53:52","date_gmt":"2018-06-23T14:53:52","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=18958"},"modified":"2018-06-23T14:58:38","modified_gmt":"2018-06-23T14:58:38","slug":"haja-falacao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/haja-falacao\/","title":{"rendered":"Neymar e a fala\u00e7\u00e3o&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Era garoto ainda quando o pai resolveu me presentear com a chave de casa.<\/p>\n<p>Esta, digamos, entrega tinha l\u00e1 sua simbologia nas fam\u00edlias italianas do bairro oper\u00e1rio do Cambuci.<\/p>\n<p>Quanta honraria.<\/p>\n<p>Significava que eu o dign\u00edssimo presenteado era um garoto respons\u00e1vel e cousa e lousa e mariposa. J\u00e1 podia me entender como adulto (olhem a responsa!) e, assim, cair no mundo (nem tanto, mestre) e chegar a hora que bem desejasse em casa -desde que avisasse a fam\u00edlia com devida anteced\u00eancia.<\/p>\n<p>Ressalvo que minhas irm\u00e3s, com mais idade que eu, n\u00e3o tinham este privil\u00e9gio.<\/p>\n<p>N\u00e3o me condenem, ok? Nem ao pai&#8230;.<\/p>\n<p>Era praxe na \u00e9poca. Entre os anos 50 e 60.<\/p>\n<p>\u201cFilha minha n\u00e3o fica solta no mundo n\u00e3o.\u201d \u2013 dizia o Velho Aldo, com ares e olhares de senhor austero que era.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Aconteceu que a zelosa minha m\u00e3e, Dona Yolanda, n\u00e3o se convenceu muito que aquele rapazinho de 15 para 16 anos j\u00e1 era t\u00e3o adulto assim.<\/p>\n<p>Botou vigil\u00e2ncia redobrada no garot\u00e3o aqui.<\/p>\n<p>Toda vez que eu sa\u00eda de casa ela vinha com um detalhado serm\u00e3o para n\u00e3o que fizesse isso, aquilo e aquel\u2019outro e tomasse muito cuidado com o resto todo. Que o mundo anda \u00e0 espreita dos vacil\u00f5es e distra\u00eddos.<\/p>\n<p>O final da conversa era sempre o mesmo.<\/p>\n<p>\u201cCuidado, do jeito que voc\u00ea \u00e9, ainda vai perder essa chave. Vai dormir na rua.\u201d<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Tanto falou que, certa feita, dito e feito, perdi a chave.<\/p>\n<p>N\u00e3o dormi na rua.<\/p>\n<p>Ela atenciosa e dedicada levantou para abrir a porta antes que eu acordasse \u201ctoda a vizinhan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 seguinte ouvi o que merecia e o que n\u00e3o merecia.<\/p>\n<p>Foi um quasquasqu\u00e1s danado.<\/p>\n<p>Nem por isso, a Dona Yolanda, deixou de me amar e cuidar de mim vida afora.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Lembro esta hist\u00f3ria e a dedico ao craque Neymar, pois ele anda molestado por tantas cr\u00edticas justas e\/ou injustas que vem recebendo da tal cr\u00f4nica especializada.<\/p>\n<p>(Que de especializada, diga-se, n\u00e3o tem l\u00e1 muita gente, n\u00e3o)<\/p>\n<p>Em plena Copa do Mundo, com tantos e longos programas de debates (?) esportivos, sobram bestagens nos coment\u00e1rios de quem nunca jogou bola e de outros tantos que jogaram e, registre-se, tamb\u00e9m aprontaram das suas.<\/p>\n<p>Haja fala\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Menino Neymar, menino do seu tempo, com talento raro e deslumbres naturais \u00e0 sua idade, entenda essa turma como uma m\u00e3ezona zelosa e por vezes rabugenta, nunca deixou de lhe amar como not\u00e1vel jogador que \u00e9&#8230;<\/p>\n<p>Esquece o Galv\u00e3o, o Cas\u00e3o e outros \u201c\u00e3os\u201d da latinha e joga tua bola, do jeito que lhe \u00e9 natural.<\/p>\n<p>O resto \u00e9 farelo que o vento leva&#8230;<\/p>\n<p>Ou\u00e7a Mano Brown e Ben Jor e&#8230;<\/p>\n<p>&#8230; faz o Brasil campe\u00e3o, menino.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/M4pHkiDL63M\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<h6><em><strong>*(foto: lucas figueiredo\/cbf)<\/strong><\/em><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era garoto ainda quando o pai resolveu me presentear com a chave de casa.<\/p>\n<p>Esta, digamos, entrega tinha l\u00e1 sua simbologia nas fam\u00edlias italianas do bairro oper\u00e1rio do Cambuci.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18959,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-18958","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18958","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18958"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18958\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18963,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18958\/revisions\/18963"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18959"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18958"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18958"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18958"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}