{"id":19284,"date":"2018-08-22T21:23:16","date_gmt":"2018-08-22T21:23:16","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=19284"},"modified":"2018-08-22T21:30:18","modified_gmt":"2018-08-22T21:30:18","slug":"quintana-sempre-quintana","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/quintana-sempre-quintana\/","title":{"rendered":"Quintana sempre Quintana!"},"content":{"rendered":"<p>Disse certa vez o Poeta ao rep\u00f3rter:<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma \u00e9poca de ler e outra de reler, n\u00e3o \u00e9? Pois estou numa \u00e9poca de desler. A gente quando come\u00e7a a vida quer decifr\u00e1-la atrav\u00e9s dos livros. Quando era adolescente, me lembro, devorei todo o Dostoieviski, tomei indigest\u00e3o de tudo o que era fil\u00f3sofo e depois descobri, quase em 10 mil anos de pensamento humano, gente t\u00e3o boa como S\u00f3crates que, para n\u00e3o citar outros mais, n\u00e3o resolveu os problemas do ser, n\u00e3o seria eu que iria resolver? Leio para me distrair, e s\u00f3.\u201d<\/p>\n<p><strong><em>+ Correio do Povo<\/em><\/strong>, novembro de 1968<\/p>\n<p>Porto Alegre, Brasil.<\/p>\n<p><strong>(&#8230;)<\/strong><\/p>\n<p>Atirei no que vi e acertei no que n\u00e3o vi.<\/p>\n<p>Sa\u00ed atr\u00e1s da nova antologia sobre M\u00e1rio Quintana (1906\/1994), com o t\u00edtulo de \u201cO Segundo Olhar\u201d, organizada pelo escritor paulista Jo\u00e3o Anzanello Carrascoza lan\u00e7ada no in\u00edcio do m\u00eas e n\u00e3o encontrei.<\/p>\n<p>Os simp\u00e1ticos lojistas foram bem honestos comigo:<\/p>\n<p>&#8211; Ainda n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel na loja f\u00edsica. Quem sabe na internet?<\/p>\n<p>Prometi conferir.<\/p>\n<p>Antes, por\u00e9m, passei num sebo perto de casa \u2013 e vejam que belo achado!<\/p>\n<p><strong>(&#8230;)<\/strong><\/p>\n<p>Tenho agora, em m\u00e3os, um exemplar de <em>M\u00e1rio Quintana,Vida e Obra,<\/em> uma antologia sobre o anivers\u00e1rio de 70 anos do Poeta, organizada por N\u00e9lson Fachinelli e publicada em 1976.<\/p>\n<p>Eu o encontrei por acaso.<\/p>\n<p>O rapazote do sebo generalizou meu pedido:<\/p>\n<p>&#8211; Quintana, Quintana, Quintana&#8230; Serve este aqui?<\/p>\n<p>Pronto aconteceu o encontro \u2013 e o encantamento.<\/p>\n<p>Tudo o que diz respeito a Quintana me encanta.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3 a mim, penso.<\/p>\n<p>Vejam o que um tal de \u00c9rico Ver\u00edssimo escreveu na \u2018orelha\u2019 do livro raro&#8230;<\/p>\n<p><strong>(&#8230;)<\/strong><\/p>\n<p><em>Conhe\u00e7o M\u00e1rio Quintana h\u00e1 uns bons 40 anos. \u00c9 o sujeito mais diferente que tenho encontrado na vida. Antes de tudo \u00e9 um poeta e ser poeta n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 fazer versos, prosa com rima (carv\u00e3o-cora\u00e7\u00e3o&#8230; carinho-passarinho&#8230; etc&#8230;). Ser poeta \u00e9 saber ver o mundo como o veem os anjos, as fadas, e ao mesmo tempo possuir o dom de comunicar a quem o l\u00ea o que ele (poeta) v\u00ea e sente; em resumo, \u00e9 ter olhos para revelar a face secreta das coisas e das pessoas.<\/em><\/p>\n<p><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-19286 alignleft\" src=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/quintana.jpg\" alt=\"\" width=\"287\" height=\"176\" srcset=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/quintana.jpg 287w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/quintana-263x161.jpg 263w\" sizes=\"auto, (max-width: 287px) 100vw, 287px\" \/>Quintana \u00e9 um homem que caminha sozinho, como aquele gato do conto ingl\u00eas.<\/em><\/p>\n<p><em>Bom, vou revelar a voc\u00eas um segredo.<\/em><\/p>\n<p><em>Descobri outro dia que o Quintana \u00e9 um anjo disfar\u00e7ado de homem.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c0s vezes, quando ele se descuida ao vestir o casaco, suas asas ficam de fora.<\/em><\/p>\n<p><em>(Ah! Como anjo, seu nome n\u00e3o \u00e9 M\u00e1rio e, sim, Malaquias).<\/em><\/p>\n<p><em>E se algu\u00e9m um dia perguntar quem \u00e9 M\u00e1rio Quintana, podem responder sem medo de errar que ele \u00e9 um dos melhores poetas do nosso Brasil. \u00c9 isto o que pensa quem gosta dele como um irm\u00e3o, um tal de&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9rico Ver\u00edssimo<\/em><\/p>\n<p><strong>(&#8230;)<\/strong><\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o li os livros, nem o novo, nem o antigo, mas prometo faz\u00ea-lo em breve e certamente outros posts\/cr\u00f4nicas nascer\u00e3o a partir da leitura deste escritor \u00fanico, imprescind\u00edvel e sempre atual.<\/p>\n<p>Porque os tempos andam assim-assim, entre o incerto, o duvidoso e o improv\u00e1vel, nunca \u00e9 demais recorrer \u00e0 poesia&#8230; Um viva a M\u00e1rio Quintana, poeta humanista brasileiro!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eR7gUtW21LU\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<h6><em><strong>Foto 1: arquivo pessoal<\/strong><\/em><\/h6>\n<h6><em><strong>Foto 2: reprodu\u00e7\u00e3o Caderno H<\/strong><\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Disse certa vez o Poeta ao rep\u00f3rter:<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma \u00e9poca de ler e outra de reler, n\u00e3o \u00e9? 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