{"id":19317,"date":"2018-08-28T15:06:48","date_gmt":"2018-08-28T15:06:48","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=19317"},"modified":"2018-08-28T15:13:36","modified_gmt":"2018-08-28T15:13:36","slug":"a-eternidade-o-craque-e-os-filmes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-eternidade-o-craque-e-os-filmes\/","title":{"rendered":"Oficina da saudade"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19318 aligncenter\" src=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/mulher-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"387\" height=\"581\" srcset=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/mulher-200x300.jpg 200w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/mulher-334x500.jpg 334w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/mulher-338x506.jpg 338w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/mulher-175x263.jpg 175w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/mulher.jpg 369w\" sizes=\"auto, (max-width: 387px) 100vw, 387px\" \/><\/p>\n<p>Quem n\u00e3o tem o que fazer, arranja um jeito de se ocupar, \u201cde se co\u00e7ar\u201d, diria Dona Yolanda, minha m\u00e3e.<\/p>\n<p>\u201cMente vazia, oficina da saudade\u201d.<\/p>\n<p>Ela adaptava o prov\u00e9rbio, na maior.<\/p>\n<p>Eita!<\/p>\n<p><strong>(&#8230;)<\/strong><\/p>\n<p>Cismei em dar uma geral na papelada que guardei ao longo dos anos de trabalho, com o sincero princ\u00edpio de que, algum dia, me seria \u00fatil. Ou na sala de aula ou na elabora\u00e7\u00e3o de algum texto ou pelo simples deleite da leitura.<\/p>\n<p>Desconfio que fiz raras consultas ao esp\u00f3lio.<\/p>\n<p>Enfim&#8230;<\/p>\n<p>\u00c9 uma tranqueira o que tenho de recortes de jornais, de revistas, folhetos de viagens, apostilas acad\u00eamicas, transcri\u00e7\u00f5es de semin\u00e1rios, recuerdos impressos de todos os naipes e conte\u00fados.<\/p>\n<p>Estou baixando tudo \u2013 e encaminhando para a reciclagem.<\/p>\n<p>Na boa.<\/p>\n<p>Ser\u00e3o bem mais \u00fateis.<\/p>\n<p><strong>(&#8230;)<\/strong><\/p>\n<p>Vez ou outra salvo alguma dessas rel\u00edquias que ainda me parecem fazer algum sentido.<\/p>\n<p>Foi nesta incerta pescaria que me saltou aos olhos um brev\u00edssimo recorte de jornal, com trecho de uma coluna do craque Tost\u00e3o, na Folha de S.Paulo, sem data precisa.<\/p>\n<p>Por ser min\u00fasculo, resolvi ler \u2013 e me encantei.<\/p>\n<p><strong>(&#8230;) <\/strong><\/p>\n<p>Tost\u00e3o \u00e9 uma dessas raras genialidades que se d\u00e1 bem em tudo o que faz \u2013 no futebol, na medicina, na cr\u00f4nica esportiva e, pelo que ou\u00e7o dizer, no cultivo \u00e0 amizade entre os que lhe s\u00e3o caros.<\/p>\n<p>Aqui, o craque da bola e do texto fala sobre <em>Eternidade<\/em>.<\/p>\n<p>Achei \u00f3timo.<\/p>\n<p><strong>(&#8230;) \u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Vou transcrever, na maior caradura:<\/p>\n<p><em>Freud, o s\u00e1bio do s\u00e9culo no estudo da mente humana, escreveu que passeava, ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial, com um amigo poeta e que este, amargurado, lhe falava da tristeza de ver tudo destru\u00eddo.<\/em><\/p>\n<p><em>O poeta sofria com a morte de pessoas queridas, com o desaparecimento de belos monumentos e lamentava que as coisas belas e o amor n\u00e3o fossem eternos.<\/em><\/p>\n<p><em>O descobridor do inconsciente respondeu que a eternidade era uma ilus\u00e3o criada por nossa mente, para nos confortar diante da perda da fragilidade humana. Disse que tudo que amamos e perdemos continua eterno, mas em nosso pensamento.<\/em><\/p>\n<p><em>Completou, dizendo que a beleza da vida estava na transitoriedade e na renova\u00e7\u00e3o. Precisamos desfrutar o momento, am\u00e1-lo intensamente, mesmo sabendo que n\u00e3o ser\u00e1 eterno.<\/em><\/p>\n<p><em>Talvez a aus\u00eancia e a separa\u00e7\u00e3o sejam a condi\u00e7\u00e3o para que o amor se torne eterno.<\/em><\/p>\n<p><strong>(&#8230;)<\/strong><\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, muito humildemente, este blogueiro sem no\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ousou enveredar por tema correlato em alguns alinhavos postados em tempos idos.<\/p>\n<p>Lembro \u2013 e gosto \u2013 especialmente de uma s\u00e9rie de cr\u00f4nicas que escrevi em uma semana de julho de 2007.<\/p>\n<p>Chama-se <em>N\u00e3o sei se sei&#8230;<\/em><\/p>\n<p>Eu as reuni em um s\u00f3 texto.<\/p>\n<p>Se me derem a honra&#8230; <a href=\"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/nao-sei-se-sei-integra\/\"><strong>CLIQUEM AQUI<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Tomara que gostem!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KtmWsJ0bzA8\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<h6><em><strong>Foto: J\u00f4 Rabelo<\/strong><\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-19318 aligncenter\" src=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/mulher-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"387\" height=\"581\" srcset=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/mulher-200x300.jpg 200w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/mulher-334x500.jpg 334w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/mulher-338x506.jpg 338w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/mulher-175x263.jpg 175w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/mulher.jpg 369w\" sizes=\"auto, (max-width: 387px) 100vw, 387px\" \/><\/p>\n<p>Quem n\u00e3o tem o que fazer, arranja um jeito de se ocupar, \u201cde se co\u00e7ar\u201d, diria Dona Yolanda, minha m\u00e3e.<\/p>\n<p>\u201cMente vazia, oficina da saudade\u201d.<\/p>\n<p>Ela adaptava o prov\u00e9rbio,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-19317","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19317"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19317\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19323,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19317\/revisions\/19323"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}