{"id":19373,"date":"2018-09-05T14:43:59","date_gmt":"2018-09-05T14:43:59","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=19373"},"modified":"2018-09-05T18:58:18","modified_gmt":"2018-09-05T18:58:18","slug":"a-vida-nao-para","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-vida-nao-para\/","title":{"rendered":"A vida n\u00e3o para&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>De onde vir\u00e1 o texto para o post de hoje?<\/p>\n<p>Fa\u00e7o a pergunta para que eu pr\u00f3prio responda.<\/p>\n<p>Ando indeciso sobre os rumos que dou \u00e0s nossas conversas di\u00e1rias, confesso.<\/p>\n<p>Gosto deste encontro. Preocupa-me, por\u00e9m, o tom de desalento que assumiu o meu cotidiano teclar.<\/p>\n<p><strong>II.<\/strong><\/p>\n<p>Faz uma manh\u00e3 fria, nevoenta. Garoa, chuva fina.<\/p>\n<p>Ruas e pra\u00e7as ainda quase desertas.<\/p>\n<p>Queria dar a leveza que o Blog n\u00e3o apresenta h\u00e1 algumas semanas.<\/p>\n<p>Ressalto que ando em paz comigo e com os passos que dei caminho\/vida afora.<\/p>\n<p>Portanto, sem arrependimentos e outros ais, n\u00e3o encontro um motivo meu, espec\u00edfico, uma inquieta\u00e7\u00e3o de ordem pessoal ou qualquer coisa no g\u00eanero, para o amargor.<\/p>\n<p>H\u00e1, sim, a inquieta\u00e7\u00e3o que \u00e9 (ou devia ser) de todos (e parece ser de ningu\u00e9m) com a desordem coletiva, ca\u00f3tica, que grassa solta neste pa\u00eds que um dia foi de Meu Deus.<\/p>\n<p><strong>III.<\/strong><\/p>\n<p>Sim, posso citar a calamidade da vez, o inc\u00eandio e a destrui\u00e7\u00e3o do Museu Nacional.<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o s\u00f3.<\/p>\n<p>Deixamos queimar vest\u00edgios do nosso passado, da nossa Hist\u00f3ria como povo e, agora, o que vejo, como perspectiva de futuro, \u00e9 a guinada sem volta \u00e0 direita \u2013 o manda quem pode, obedece quem tem ju\u00edzo \u2013 a tascar fogo em nosso futuro.<\/p>\n<p>O que faremos para mudar o rumo da situa\u00e7\u00e3o, nitidamente, \u00e0 beira do mais profundo dos abismos?<\/p>\n<p>54, 64, 89, 2016&#8230; Para ficar no que chamam de contemporaneidade.<\/p>\n<p>Parece que nunca nos libertaremos dos opressores.<\/p>\n<p>N\u00e3o nos d\u00e3o o direito de aprender a li\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>IV.<\/strong><\/p>\n<p>Abro o computador \u2013 e resolvo adiantar o texto.<\/p>\n<p>Qual o tema mesmo?<\/p>\n<p>Insistir na su\u00edte da trag\u00e9dia que abalou o Brasil e o mundo?<\/p>\n<p>Falar das elei\u00e7\u00f5es presidenciais, de lances toscos e enganosos?<\/p>\n<p>Comentar a insidiosa cobertura jornal\u00edstica da Globo e dos chamados grandes conglomerados de comunica\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>(Outra trag\u00e9dia \u00e0 brasileira!)<\/p>\n<p><strong>V.<\/strong><\/p>\n<p>Ficar no rame-rame do pesado notici\u00e1rio do dia?<\/p>\n<p><strong>Por que Wall Street<\/strong><\/p>\n<p><strong>torce por Bolsonaro<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>TSE pro\u00edbe an\u00fancio<\/strong><\/p>\n<p><strong>do PT pela quinta vez<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Gilmar Mendes concede<\/strong><\/p>\n<p><strong>habeas corpus para<\/strong><\/p>\n<p><strong>ex-secret\u00e1rio de Alckmin<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Datafolha cancela pesquisa<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0com Lula e Ibope n\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>divulga levantamento<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>VI.<\/strong><\/p>\n<p>Desisto.<\/p>\n<p>A continuar neste tom de abatimento (que sequer uma trilhazinha musical ao final do texto d\u00e1 vontade de postar), acabo por perder de vez meus raros e caros cinco ou seis leitores; a quem muito prezo e cuido.<\/p>\n<p><strong>VII.<\/strong><\/p>\n<p>Qual o tema, ent\u00e3o?<\/p>\n<p>Insisto com a pergunta enquanto teclo \u00e0 deriva como a pedir um help aos meus incautos amigos que s\u00f3 agora me leem.<\/p>\n<p><strong>VIII.<\/strong><\/p>\n<p>Cessou a garoa.<\/p>\n<p>Foi-se o nevoeiro.<\/p>\n<p>Da janela do pr\u00e9dio onde moro \u2013 todo o cronista que minimamente se preza precisa de uma janela a lhe dar o mote quando escasseia a imagina\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Pois ent\u00e3o&#8230; Da janela do pr\u00e9dio onde moro, d\u00e9cimo nono andar, d\u00e1 para ver as ruas e pra\u00e7as ainda com tr\u00e2nsito esparso, confort\u00e1vel. Logo, logo, ficam apinhadas de carros e gentes nos dois sentidos.<\/p>\n<p>Vida que segue&#8230;<\/p>\n<p><strong>IX.<\/strong><\/p>\n<p>Lembro os versos do pernambucano Lenine \u2013 n\u00e3o sei se j\u00e1 usei como trilha aqui no Blog:<\/p>\n<p><em>Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma<\/em><em><br \/>\nAt\u00e9 quando o corpo pede um pouco mais de alma<br \/>\nA vida n\u00e3o para<\/em><\/p>\n<p>E aquele samba de Paulinho da Viola:<\/p>\n<p><em>N\u00e3o sou eu quem me navega<\/em><\/p>\n<p><em>Quem me navega \u00e9 o mar<\/em><\/p>\n<p><strong>X.<\/strong><\/p>\n<p>Reitero a pergunta, sem me dar conta que o post\/cr\u00f4nica aqui est\u00e1.<\/p>\n<p>N\u00f3s, escrevinhadores do hoje, s\u00f3 temos o dom de adivinhar (e relatar) o que j\u00e1 aconteceu.<\/p>\n<p>Os poetas, sim, os artistas sabem das coisas.<\/p>\n<p>D\u00e3o o toque&#8230;<\/p>\n<p>A luz vem da Filosofia.<\/p>\n<p><em>\u00c9 preciso haver equil\u00edbrio entre o medo e a esperan\u00e7a\u00a0 &#8211;\u00a0<\/em>(Spinoza).<\/p>\n<p>E a f\u00e9 aben\u00e7oa quem n\u00e3o esmorece e acredita no pr\u00f3prio sonhar&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4RWMzcRgYsc\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<h6><em><strong>Foto: Paulo Pinto<\/strong><\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De onde vir\u00e1 o texto para o post de hoje?<\/p>\n<p>Fa\u00e7o a pergunta para que eu pr\u00f3prio responda.<\/p>\n<p>Ando indeciso sobre os rumos que dou \u00e0s nossas conversas di\u00e1rias,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19374,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-19373","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19373","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19373"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19373\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19378,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19373\/revisions\/19378"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19374"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19373"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19373"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19373"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}