{"id":19643,"date":"2018-11-11T11:40:43","date_gmt":"2018-11-11T11:40:43","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=19643"},"modified":"2018-11-11T11:51:28","modified_gmt":"2018-11-11T11:51:28","slug":"sobre-a-liberdade-de-empresa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/sobre-a-liberdade-de-empresa\/","title":{"rendered":"Sobre a liberdade de empresa&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Uma historinha antiga que bem explica o que temos hoje a\u00ed&#8230;<\/p>\n<p>Muito prov\u00e1vel que j\u00e1 me referi a ela neste Blog.<\/p>\n<p>Mas insisto em retom\u00e1-la porque \u00e9, imagino, bem adequada aos nossos tr\u00f4pegos dias.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p><strong><em>Cap\u00edtulo 1 &#8211;<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Novembro de 1985, sete meses depois da redemocratiza\u00e7\u00e3o do Brasil, ainda que pelo malfadado Col\u00e9gio Eleitoral, o ex-presidente J\u00e2nio Quadros vence o ent\u00e3o senador Fernando Henrique Cardoso e se elege prefeito de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Inacredit\u00e1vel aos olhos e sensatez de muitos.<\/p>\n<p><strong><em>Cap\u00edtulo 2 &#8211; <\/em><\/strong><\/p>\n<p>Um resultado inesperado naquele contexto.<\/p>\n<p>Fim da ditadura.<\/p>\n<p>As for\u00e7as progressistas em alta.<\/p>\n<p>E, na mais importante cidade do Pa\u00eds, seguramente a mais cosmopolita da Am\u00e9rica Latina, vota-se e se d\u00e1 a retumbante vit\u00f3ria ao representante de um passado que se imaginava ent\u00e3o morto e sepultado.<\/p>\n<p>N\u00e3o houve celebra\u00e7\u00f5es e gritos de &#8220;mito&#8221;, &#8220;mito&#8221;, &#8220;mito&#8221;; mas ficou o espanto:<\/p>\n<p>Do que somos capazes?<\/p>\n<p><strong><em>Cap\u00edtulo 3 \u2013<\/em><\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o preciso dizer, mas digo.<\/p>\n<p>O estrago foi imensur\u00e1vel.<\/p>\n<p>Obviamente repercutiu no malajambrado Governo Sarney \u2013 a ala mais \u00e0 direita do MDB (ent\u00e3o partido das Oposi\u00e7\u00f5es) se espalhou por Bras\u00edlia e pelos minist\u00e9rios.<\/p>\n<p>O racha na agremia\u00e7\u00e3o foi inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong><em>Cap\u00edtulo 4 \u2013<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Desolados com a situa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o esper\u00e1vamos de modo algum, o Nascimento (que era presidente do Diret\u00f3rio do Ipiranga e o Made, amiga\u00e7o nosso e militante desde a primeira hora, fizeram um arrazoado sobre a campanha municipal a destacar sobretudo os erros cometidos, as trai\u00e7\u00f5es (que houve, e foram muitas) e uma densa an\u00e1lise do cen\u00e1rio pol\u00edtico, econ\u00f4mico e social que viv\u00edamos ent\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o satisfeitos com o levantamento das importantes informa\u00e7\u00f5es (era o que imagin\u00e1vamos), os amigos me entregaram aquele calhama\u00e7o de laudas para que eu desse a reda\u00e7\u00e3o final ao documento.<\/p>\n<p>Caprichei na tarefa.<\/p>\n<p>Seria entregue pelo vereador Almir Guimar\u00e3es, nosso representante, \u00e0 mais alta c\u00fapula do partido e aguardar\u00edamos prontas provid\u00eancias.<\/p>\n<p><strong><em>Cap\u00edtulo 5 \u2013<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Se bem me recordo, ali, naqueles pretensiosos alinhavos j\u00e1 se projetava uma ampla frente democr\u00e1tica, progressista, coesa, que nos defendesse de qualquer amea\u00e7a de retrocesso.<\/p>\n<p>Acreditam?<\/p>\n<p><strong><em>Cap\u00edtulo 6 \u2013<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Dia desses, estava fazendo uma arruma\u00e7\u00e3o (entendam limpeza) na papelada que guardei vida afora como algo precioso e indispens\u00e1vel (sic) \u2013 recortes de jornais, rascunhos de reportagens que escrevi ou pretendia escrever, esmaecidos roteiros, pensatas, agendas vencidas, originais de provas, planilhas \u2013 e, de repente, dei de cara com uma c\u00f3pia daquele documento, carcomido pelo tempo e, porque n\u00e3o?, de gratas lembran\u00e7as.<\/p>\n<p>T\u00ednhamos um sonho, afinal.<\/p>\n<p><em><strong>Cap\u00edtulo 7 &#8211;<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Parei o que fazia \u2013 e me dispus a ler o que hav\u00edamos produzido de not\u00e1vel import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Confesso: n\u00e3o passei da terceira linha.<\/p>\n<p>O mais grave \u00e9 que me assaltou a sensa\u00e7\u00e3o de que, mesmo naqueles long\u00ednquos dias, ningu\u00e9m se disp\u00f4s a ler o bendito relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>E mais:<\/p>\n<p>Se \u00e9 que o vereador chegou mesmo a entreg\u00e1-lo na tal reuni\u00e3o dos pr\u00f3ceres do partido?<\/p>\n<p>Que, diga-se,\u00a0 implodiu semanas depois. Surgindo ent\u00e3o o PMDB (de Qu\u00e9rcia, Robert\u00e3o, Temer e assemelhados) e o PSDB (de Montoro, Covas, FHC &amp; Cia).<\/p>\n<p><em><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais \u2013<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Em vista disso, que j\u00e1 escrevi demais para um doming\u00e3o, decidi n\u00e3o meter mais a minha colher de pau em panel\u00e3o fumegante.<\/p>\n<p>Malandro que \u00e9 malandro n\u00e3o bobeia.<\/p>\n<p>Sobre o papel da Imprensa no processo eleitoral, que alguns me cobram um meigo &#8216;arrazoado&#8217;, cada qual que fa\u00e7a a pr\u00f3pria avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas reda\u00e7\u00f5es, h\u00e1 j\u00e1 algum muito tempo, vale mais a voz do dono do que o dono da voz.<\/p>\n<p>Ou seja, manda quem pode, obedece quem tem ju\u00edzo.<\/p>\n<p>Todo mundo sabe como a banda toca neste ou naquele ve\u00edculo de informa\u00e7\u00e3o e opini\u00e3o. Seja no r\u00e1dio, na TV, no mundo digital ou mesmo nas velhas reda\u00e7\u00f5es do jornalismo impresso.<\/p>\n<p>Vigora a famosa &#8220;liberdade de empresa&#8221;, e n\u00e3o de Imprensa.<\/p>\n<p>Se o nosso simp\u00e1tico jornalista quiser continuar na orquestra, fazer parte da corpora\u00e7\u00e3o, por favor, que n\u00e3o saia do tom.<\/p>\n<p>N\u00e3o se iluda.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o quiser se dobrar ao projeto editorial do patr\u00e3o, v\u00e1 para a chamada Imprensa independente.<\/p>\n<p>Simples assim&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/S-rB0pHI9fU\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma historinha antiga que bem explica o que temos hoje a\u00ed&#8230;<\/p>\n<p>Muito prov\u00e1vel que j\u00e1 me referi a ela neste Blog.<\/p>\n<p>Mas insisto em retom\u00e1-la porque \u00e9,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19645,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-19643","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19643","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19643"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19643\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19649,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19643\/revisions\/19649"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19645"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19643"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19643"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19643"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}