{"id":19840,"date":"2018-12-17T21:10:09","date_gmt":"2018-12-17T21:10:09","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=19840"},"modified":"2018-12-17T21:10:09","modified_gmt":"2018-12-17T21:10:09","slug":"no-balanco-das-horinhas-distraidas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/no-balanco-das-horinhas-distraidas\/","title":{"rendered":"No balan\u00e7o das horinhas distra\u00eddas&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><em>Fim de ano tamb\u00e9m \u00e9 assim&#8230; Nas celebra\u00e7\u00f5es, em meio ao amigo-secreto, entre um drinque e outro, durante o happy hour, nos corredores de um shopping qualquer, no zapzap, no insta, no face ou mesmo naqueles encontros que de t\u00e3o improv\u00e1veis s\u00f3 faltam acontecer \u2013 e, por um caso do acaso, eles acontecem&#8230; <\/em><\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Ei, mo\u00e7o, cheguei. Quase n\u00e3o venho. Ando t\u00e3o atarefada que, por vezes, acredito n\u00e3o ter tempo sequer para viver.<\/p>\n<p>&#8211; Percebi. H\u00e1 tempos n\u00e3o aparece por aqui e, quando chega, j\u00e1 fala em ir embora. Normal para os dias de hoje. \u00c9 raro algu\u00e9m que consiga estar inteiro no lugar que est\u00e1.<\/p>\n<p>&#8211; Pois \u00e9&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Acho que a senhorinha entrou numa\u00a0 roda viva. Acho, n\u00e9? Como recentemente sa\u00ed de um desses agonizantes giragiras, e sei o quanto nos desgastam, me preocupa v\u00ea-la nessa toada. \u00a0A gente perde a no\u00e7\u00e3o da gente mesmo.<\/p>\n<p>&#8211; Sim. Minhas atribui\u00e7\u00f5es s\u00f3 aumentam. Sou muito ativa, mas&#8230; Voc\u00ea entende?<\/p>\n<p>&#8211; Entendo. A diferen\u00e7a \u00e9 que sempre fui \u201csem-no\u00e7\u00e3o\u201d. Mas, agora, na vadiagem.<\/p>\n<p>&#8211; Bobo. Eu n\u00e3o consigo te acompanhar.<\/p>\n<p>&#8211; Vem ser sem-no\u00e7\u00e3o comigo? Experimenta, \u00e9 bom?<br \/>\n&#8211; N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil assim, n\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Pior que eu sei bem o que \u00e9 isso. Num barulho desses, quase n\u00e3o vi a vida passar.<br \/>\n&#8211; N\u00e3o fale assim.<\/p>\n<p>&#8211; Vou lhe contar o que aprendi. Quer ouvir?<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e3h\u00e3.<\/p>\n<p>&#8211; Temos ciclos na vida. Mais ou menos intensos. Come\u00e7am e acabam \u2013 e sequer nos damos conta deles. Hoje, por vezes, me sinto o ermit\u00e3o da montanha. Sabe aquele car\u00e3o de barbas brancas, que se afastou de tudo e de todos, para observar o mundo de forma mais pl\u00e1cida e sem os conflitos e a pressa do dia a dia? \u00c9 assim que hoje me sinto, mesmo n\u00e3o morando na montanha.<\/p>\n<p>&#8211; Eita. Que compara\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>&#8211; Voc\u00ea, neste exato instante, est\u00e1 num momento de fazer e acontecer. Est\u00e1 consolidando as conquistas que desenvolveu ao longo da jornada. E voc\u00ea fez um trajeto muito bonito at\u00e9 aqui. Eu, mesmo \u00e0 dist\u00e2ncia, acompanhei como pude e admiro a sua jornada. De mulher independente, e forte e liberta. Tem muita estrada a percorrer&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Assim at\u00e9 me emociono.<\/p>\n<p>&#8211; Deixa eu lhe dizer. \u00c9 natural que alguns dos nossos sonhos fiquem pelo caminho. Mas, se voc\u00ea olhar atentamente ao redor, ver\u00e1 que outros sonhos surgem com as chegadas dos filhos.<\/p>\n<p>&#8211; Ah, os filhos! Por que t\u00ea-los. Mas, se n\u00e3o t\u00ea-los, como sab\u00ea-los?<\/p>\n<p>&#8211; O Poetinha era um s\u00e1bio, al\u00e9m de poeta. Por falar nisso, nem sempre o amor rom\u00e2ntico, t\u00e3o decantado por Vinicius, resiste a essa avalanche. \u00a0Por vezes, nos esquecemos dele. Sem imaginar que com isso nos esquecemos de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 a \u00fanica coisa que n\u00e3o podemos fazer, n\u00e3o \u00e9 assim? Acho que j\u00e1 me disse isso.<\/p>\n<p>&#8211; Existem v\u00e1rias formas de amor \u2013 escolha a que quiser. Escolha todas, se puder. Pois, no amor, como na vida, n\u00e3o existe nota de rodap\u00e9.<\/p>\n<p>&#8211; Vida \u00e9 uma s\u00f3.<\/p>\n<p>&#8211; Sim, sim. N\u00e3o d\u00e1 pra ensaiar num dia e viver n\u2019outro. O amor, quando se manifesta, trate de viv\u00ea-lo intensa e plenamente. N\u00e3o d\u00e1 pra tascar um asterisco e ir ver a explica\u00e7\u00e3o do que \u00e9 e como \u00e9 no p\u00e9 da p\u00e1gina ou l\u00e1 no fim deste imenso livro chamado exist\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8211; Quando a gente se d\u00e1 conta, j\u00e1 era&#8230;<br \/>\n&#8211; Perfeito, amiga. Vi numa dessas madrugadas insones um document\u00e1rio sobre Jimmy Hendrix. Morreu de overdose. Ao lado do corpo, um amigo recolheu uma folha com uns rabiscos que come\u00e7avam assim: &#8220;A vida passa r\u00e1pido demais, num piscar de olhos&#8221;. O cara era um g\u00eanio, mas n\u00e3o segurou a onda. Se cuida! Que estarei sempre por aqui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tC88Oyz8Khs\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Fim de ano tamb\u00e9m \u00e9 assim&#8230; Nas celebra\u00e7\u00f5es, em meio ao amigo-secreto, entre um drinque e outro, durante o happy hour, nos corredores de um shopping qualquer, no zapzap, no insta,<\/em><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19841,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-19840","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19840","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19840"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19840\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19842,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19840\/revisions\/19842"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19841"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}