{"id":20123,"date":"2019-03-10T03:06:15","date_gmt":"2019-03-10T03:06:15","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=20123"},"modified":"2019-03-10T03:15:40","modified_gmt":"2019-03-10T03:15:40","slug":"as-cancoes-e-o-reporter","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/as-cancoes-e-o-reporter\/","title":{"rendered":"Duas can\u00e7\u00f5es e o rep\u00f3rter"},"content":{"rendered":"<p>Uma hist\u00f3ria que ouvi tempos atr\u00e1s, e faz todo o sentido. Lembrei-me dela por um motivo que mais \u00e0 frente lhes conto.<\/p>\n<p>Por enquanto, vamos aos fatos ou \u00e0 lenda, a gosto do leitor.<\/p>\n<p>S\u00f3 registrando que t\u00eam a ver com o post de ontem. Aquele das can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Dizem que Milton Nascimento ao ouvir, pela primeira vez, a can\u00e7\u00e3o <em>Ebony And Ivory<\/em>, do beatle Paul McCartney, nos idos de 82, ficou encantado e algo jururu a perguntar a si pr\u00f3prio:<\/p>\n<p>&#8211; Como n\u00e3o fui eu que fiz?<\/p>\n<p>A letra fala da harmoniosa conviv\u00eancia entre as teclas brancas (ivory\/marfim) e as pretas (ebony) na sonoridade de um piano.<\/p>\n<p>Diz o refr\u00e3o:<\/p>\n<p><em>\u201c\u00c9bano e marfim vivem juntos <\/em><\/p>\n<p><em>em perfeita harmonia<\/em><\/p>\n<p><em>lado a lado no meu piano, <\/em><\/p>\n<p><em>\u00f3 Senhor, por qu\u00ea n\u00e3o n\u00f3s?<\/em><\/p>\n<p><em>Todos sabemos <\/em><\/p>\n<p><em>que as pessoas s\u00e3o as mesmas <\/em><\/p>\n<p><em>onde quer que formos\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 mesmo uma linda alegoria que prop\u00f5e a integra\u00e7\u00e3o racial entre brancos e negros em um mundo igualit\u00e1rio e harmonioso.<\/p>\n<p>Para dar um sentido ainda mais vivo \u00e0 esta viva proposta, Paul convidou Steve Wonder para participar da grava\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Do lim\u00e3o fez-se a limonada em plagas de Bel\u00f4.<\/p>\n<p>A partir dessa can\u00e7\u00e3o \u2013 e tendo como parceiro o tamb\u00e9m mineiro Tunai -, o nosso Bituca fez a linda <em>Certas Can\u00e7\u00f5es<\/em> que poeticamente discorre sobre esse sentimento de identifica\u00e7\u00e3o, digamos, num tom de assombro e cumplicidade:<\/p>\n<p><em>\u201cCertas can\u00e7\u00f5es que ou\u00e7o<\/em><\/p>\n<p><em>Cabem t\u00e3o dentro de mim<\/em><\/p>\n<p><em>Que perguntar carece:<\/em><\/p>\n<p><em>Como n\u00e3o fui eu que fiz?\u201d<\/em><\/p>\n<p>A m\u00fasica foi gravada no disco<em> Anima<\/em>, tamb\u00e9m de 1982.<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Hist\u00f3ria real ou lenda, tanto faz.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que me lembrei dela ao receber, num grupo de zap, o v\u00eddeo com a contundente an\u00e1lise que o jornalista Bob Fernandes faz da atual conjuntura do Brasil bolsonariano.<\/p>\n<p>Guardada e ampliada as devidas (e infinitas) propor\u00e7\u00f5es, cheguei mesmo a repetir, c\u00e1 com meus combalidos bot\u00f5es, a pergunta do Bituca:<\/p>\n<p>&#8211; Como n\u00e3o fui eu que fiz?<\/p>\n<p>Mas, logo acionei o meu \u2018semanc\u00f4metro\u2019 para a \u00f3bvia resposta:<\/p>\n<p>Estou h\u00e1 anos luz deste que \u00e9 um dos grandes rep\u00f3rteres do nosso tempo.<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>A reportagem est\u00e1 no Canal do You Tube que Bob Fernandes inaugurou recentemente. Vale \u00e0 pena visit\u00e1-lo. No entanto, fa\u00e7o quest\u00e3o de divulg\u00e1-la aqui, com os devidos cr\u00e9ditos, \u00f3bvio. Trata-se de uma quest\u00e3o de supremacia do interesse p\u00fablico, como dizem os doutores advogados.<\/p>\n<p>Assistam\/reflitam:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8YttRDgL5_4\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma hist\u00f3ria que ouvi tempos atr\u00e1s, e faz todo o sentido. 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