{"id":20129,"date":"2019-03-11T05:02:08","date_gmt":"2019-03-11T05:02:08","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=20129"},"modified":"2019-03-11T13:53:34","modified_gmt":"2019-03-11T13:53:34","slug":"o-poeta-no-zap","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/o-poeta-no-zap\/","title":{"rendered":"O Poeta no zap"},"content":{"rendered":"<p>O Poeta deu not\u00edcias.<\/p>\n<p>Por zap.<\/p>\n<p>Que, ao que consta, \u00e9 assim que hoje os brothers se falam.<\/p>\n<p>O amigo est\u00e1 um tanto desalentado com as coisas que est\u00e3o no mundo e que n\u00f3s, os mais vividos, n\u00e3o conseguimos entender.<\/p>\n<p>\u00c9 muita modernidade pra nossa cabe\u00e7a, irm\u00e3o.<\/p>\n<p>Cabe\u00e7a explode!<\/p>\n<p>N\u00e3o entendi bem a causa, mas presumo que seja o sem-jeito do Brasil, o descontrole do mundo, o momento c\u00f3smico.<\/p>\n<p>Sei l\u00e1&#8230;<\/p>\n<p>Pode ser &#8216;tudo junto e misturado&#8217;, como ouvi algu\u00e9m dizer.<\/p>\n<p>Pode ser o desatino dos que, um dia, ousaram sonhar com um mundo mais fraterno e justo.<\/p>\n<p>Quem leu a coluna do\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/eliogaspari\/2019\/03\/a-turma-da-lava-jato-criou-uma-fundacao.shtml\"><strong>\u00c9lio Gaspari<\/strong><\/a>, hoje, na Folha, vai entender melhor o que digo.<\/p>\n<p>As m\u00e1scaras come\u00e7am a cair!<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Como tudo o que sei \u00e9 que nada sei, ainda n\u00e3o lhe respondi.<\/p>\n<p>Este post \u00e9 uma v\u00e3 tentativa.<\/p>\n<p>Pe\u00e7o ajuda aos universit\u00e1rios \u2013 ou melhor, aos leitores.<\/p>\n<p>Vou compartilhar a mensagem.<\/p>\n<p>Depois, na parte final da cr\u00f4nica, a gente reflete sobre&#8230;<\/p>\n<p>(Se o texto encompridar demais, continuaremos o papo amanh\u00e3.)<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>A mensagem:<\/p>\n<p><em>Ol\u00e1, mano velho!<\/em><\/p>\n<p><em>Segura meu desabafo \u2013 e, se poss\u00edvel, me d\u00e1 um alento.<\/em><\/p>\n<p><em>Seguinte, cara:<\/em><\/p>\n<p><em>Cada vez mais eu acredito menos.<\/em><\/p>\n<p><em>Nem lamentar, sei mais.<\/em><\/p>\n<p><em>Entendo agora aquele verso do Raul Seixas?<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cSe voc\u00ea quiser entrar num buraco de rato\/de rato voc\u00ea tem que transar.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>(Transar, aqui, \u00e9 no sentido de transformar-se, bem entendido, n\u00e3o?)<\/em><\/p>\n<p><em>Ent\u00e3o&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>A rataiada est\u00e1 solta.\u00a0 Tem gente batendo palma, marcando ritmo, pra maluco dan\u00e7ar.<\/em><\/p>\n<p><em>Nunca imaginei.<\/em><\/p>\n<p><em>E n\u00e3o s\u00e3o mais os malucos-belezas, do tempo do Raulzito. <\/em><\/p>\n<p><em>S\u00e3o doid\u00f5es destemperados, do mal, \u00e0 solta, mandando e desmandando.<\/em><\/p>\n<p><em>Roeram &#8211; e roem &#8211; nossas conquistas, cara. Na maior.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 o que mais me entristece.<\/em><\/p>\n<p><em>Houve um tempo, lembra?, que o sonho era iminente.<\/em><\/p>\n<p><em>Havia a magia, o encanto (ou a ilus\u00e3o) de que chegar\u00edamos l\u00e1.<\/em><\/p>\n<p><em>At\u00e9 chegamos, mas n\u00e3o soubemos permanecer firmes, fortes, coesos. <\/em><\/p>\n<p><em>Fizemos pior:<\/em><\/p>\n<p><em>N\u00e3o soubemos passar o bast\u00e3o \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p><em>Me parecem perdidinhas, sem rumo e sem emprego.<\/em><\/p>\n<p><em>Mais grave ainda: subestimamos os inimigos que permaneceram na mi\u00fada. Por vezes, at\u00e9 pensamos que este ou aquele era um dos nossos. Que vacilo!<\/em><\/p>\n<p><em>Alimentaram-se dos nossos folguedos, dos nossos deslizes \u2013 e contra-atacaram.<\/em><\/p>\n<p><em>Destru\u00edram o que imagin\u00e1vamos construir. Aquele que seria o nosso melhor legado.<\/em><\/p>\n<p><em>Perdemos, mano velho, perdemos.<\/em><\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Poeta amigo e amigos leitores,<\/p>\n<p>Assino e dou f\u00e9 \u00e0s palavras da mensagem\/desabafo.<\/p>\n<p>Mas, sem desesperar. Jamais.<\/p>\n<p>Irm\u00e3o, quem viveu o que vivemos- e ainda n\u00e3o afrouxou os parafusos da cachola -, tem o mesmo sentimento de desamparo. Vive o mesmo emaranhado de conflitos, digamos, existenciais que hoje nos aflige. Faz os mesmos questionamentos e se pergunta, diante de tanta e tamanha bo\u00e7alidade:<\/p>\n<p>Valeu \u00e0 pena?<\/p>\n<p>N\u00e3o tenho d\u00favida que sim. <em>Errare humanun est<\/em>.<\/p>\n<p>Tem tempo que \u00e9 de fogo, Poeta.<\/p>\n<p>Tem tempo que \u00e9 de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Entre a semeadura e a colheita, h\u00e1 o tempo sagrado da espera.<\/p>\n<p>Espera que d\u00e1 origem \u00e0 palavra<\/p>\n<p>e_s_p_e_r_a_n_\u00e7_a<\/p>\n<p>que \u00e9 a \u00faltima que morre, mas requer aten\u00e7\u00e3o e for\u00e7a e f\u00e9. Atitude!<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o somos mais meninos \u2013 h\u00e1 de voc\u00ea me lembrar.<\/p>\n<p>Por isso mesmo temos de entender o tempo que temos e o tempo que o tempo tem. E continuar, \u00e0 nossa maneira, na lida e na luta. Que o sonho e os ideais, estes, eles n\u00e3o nos roubam. Nunca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8ylIy2yKI3I\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><strong>*Um adendo: <\/strong><\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, amigo, apare\u00e7a por aqui amanh\u00e3 que quero esticar esse papo contigo e com os leitores. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de zapzap que se vive, ora, pois&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Poeta deu not\u00edcias.<\/p>\n<p>Por zap.<\/p>\n<p>Que, ao que consta, \u00e9 assim que hoje os brothers se falam.<\/p>\n<p>O amigo est\u00e1 um tanto desalentado com as coisas que est\u00e3o no mundo e que n\u00f3s,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20131,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-20129","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20129","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20129"}],"version-history":[{"count":6,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20129\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20137,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20129\/revisions\/20137"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20131"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20129"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20129"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20129"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}