{"id":20345,"date":"2019-04-13T04:07:45","date_gmt":"2019-04-13T04:07:45","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=20345"},"modified":"2019-04-13T12:42:39","modified_gmt":"2019-04-13T12:42:39","slug":"la-vie-en-rose-e-o-mais-belo-dos-sonhos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/la-vie-en-rose-e-o-mais-belo-dos-sonhos\/","title":{"rendered":"La Vie en Rose e o mais belo sonho"},"content":{"rendered":"<p>Porque hoje \u00e9 s\u00e1bado, ent\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>&#8230; outra da s\u00e9rie:<\/p>\n<p><em>Se o mundo n\u00e3o deu certo n\u00e3o foi por falta de trilha sonora&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em><strong>La Vie en Rose<\/strong><\/em><\/p>\n<p>At\u00e9 porque tenho uma historieta com essa m\u00fasica.<\/p>\n<p>Querem saber?<\/p>\n<p>Ou\u00e7am e leiam!<\/p>\n<p><strong><em><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EfNWAboguJQ\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><br \/>\n<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Sa\u00edmos da velha reda\u00e7\u00e3o aos trancos. Quinta pra sexta, noite alta.<\/p>\n<p>Miss\u00e3o cumprida e comprida.<\/p>\n<p>As p\u00e1ginas do jornal na impressora, prontas pra rodar.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 seguinte, a Gazetinha chegaria, como de costume, nas casas dos leitores.<\/p>\n<p>A tiragem, de ent\u00e3o, batia os 60 mil exemplares, distribui\u00e7\u00e3o gratuita, entrega domiciliar.<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>A reportada se acomodou em tr\u00eas ou quatro carros.<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o rodamos muito, n\u00e3o.<\/p>\n<p>Logo ali pelas bandas da avenida Nazar\u00e9 paramos no restaurante Galeto Dourado.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m deu bola para a especialidade da casa.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m bancou a primeira rodada de cerveja.<\/p>\n<p>Fiquei na Coca Light que, como diziam os barulhentos, \u00a0era o meu \u201cprincipal defeito\u201d.<\/p>\n<p>Falou-se de pol\u00edtica, futebol, dos bastidores e detalhes das reportagens que fizemos e outros assuntos menores. Os romances clandestinos do Escova, por exemplo.<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>A noite estava s\u00f3 come\u00e7ando.<\/p>\n<p>Rimos de alguma bobagem que algu\u00e9m deixou escapar.<\/p>\n<p>E rimos que rimos que era a nossa hora de espairecer e brindar a gra\u00e7a de estarmos juntos e termos um trabalho digno.<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o sei se arrisquei um Campari, acho que n\u00e3o!<\/p>\n<p>O rel\u00f3gio corria&#8230;<\/p>\n<p>Vieram outras rodadas mais. E eu a me equilibrar na Coca Light que n\u00e3o sou do ramo da bebericagem.<\/p>\n<p>&#8211; Pura incompet\u00eancia! \u2013 o Nasci brincou.<\/p>\n<p>&#8211; D\u00e1 pra confiar num jornalista assim? \u2013 outra provoca\u00e7\u00e3o que ficou sem resposta.<\/p>\n<p>At\u00e9 por que os gar\u00e7ons j\u00e1 sinalizavam que a casa ia fechar.<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Naquele mesmo instante,\u00a0 o rep\u00f3rter-fotogr\u00e1fico, o An\u00edsio, lembrou: estava com \u201cuma baita de uma fome\u201d.<\/p>\n<p>Na coisa de preparar as fotos da edi\u00e7\u00e3o, sequer havia almo\u00e7ado.<\/p>\n<p>Pobre An\u00edsio!<\/p>\n<p>Os insens\u00edveis funcion\u00e1rios da Casa fizeram ouvidos moucos.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o h\u00e1 mais ningu\u00e9m na cozinha. Estamos fechando.<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Resignados, n\u00e3o insistimos.<\/p>\n<p>Pagamos a dolorosa e, solid\u00e1rios \u00e0 necessidade do amigos e \u00e0 sede de todos, sa\u00edmos atr\u00e1s de abrigo.<\/p>\n<p>Fomos parar no Lellis, da Bella Cintra.<\/p>\n<p>N\u00e3o me recordo se o grosso da caravana foi pra l\u00e1 ou desistiu no caminho.<\/p>\n<p>Lembro \u2013 e nunca vou esquecer \u2013 que, l\u00e1 pelas tantas da madrugada, o restaurante semi-vazio, s\u00f3 n\u00f3s e outra meia d\u00fazia de clientes, chega por l\u00e1 o Ca\u00e7ulinha, o m\u00fasico, aquele dos idos da TV Record, do Faust\u00e3o. Uma simpatia! Cumprimentou a todos. Pediu seu trago e aboletou-se numa mesa perto da nossa.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m lhe trouxeram um acordeon e ele n\u00e3o se fez de rogado:<\/p>\n<p>&#8211; Uma canjinha s\u00f3 porque estou com muita fome, ok?<\/p>\n<p>E tocou<em> La Vie Em Rose<\/em>&#8230;<\/p>\n<p>M_a_r_a_v_i_l_h_o_s_a_m_e_n_t_e!<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Ainda hoje, tantos e tantos anos depois,\u00a0 quando ou\u00e7o a can\u00e7\u00e3o bate o mesmo encantamento, como se eu caminhasse pela noite iluminada de Paris ao lado de amigos e pessoas amadas. Chego a me perguntar se a cena foi real. Custo a crer se a vivi mesmo ou se a vi em algum filme de \u00e9poca ou ainda se sonhei o mais belo dos sonhos?<\/p>\n<h6><em><strong>Foto: arquivo pessoal<\/strong><\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porque hoje \u00e9 s\u00e1bado, ent\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>&#8230; outra da s\u00e9rie:<\/p>\n<p><em>Se o mundo n\u00e3o deu certo n\u00e3o foi por falta de trilha sonora&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em><strong>La Vie en Rose<\/strong><\/em><\/p>\n<p>At\u00e9 porque tenho uma historieta com essa m\u00fasica.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20346,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[134,131,133,130,135,132],"class_list":["post-20345","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-a-noitada","tag-caculinha","tag-gazetinha","tag-la-vie-en-rose","tag-memoria","tag-velha-redacao"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20345","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20345"}],"version-history":[{"count":6,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20345\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20352,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20345\/revisions\/20352"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20346"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20345"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20345"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20345"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}