{"id":20461,"date":"2019-05-01T06:59:20","date_gmt":"2019-05-01T06:59:20","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=20461"},"modified":"2019-05-01T07:09:39","modified_gmt":"2019-05-01T07:09:39","slug":"beth-carvalho","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/beth-carvalho\/","title":{"rendered":"Beth Carvalho"},"content":{"rendered":"<p>Foi uma tr\u00edade de mulheres que fez o samba alcan\u00e7ar picos de popularidade nos anos 70.<\/p>\n<p>Clara Nunes, na Odeon.<\/p>\n<p>Alcione, na Phiilips\/Polygran.<\/p>\n<p>Beth Carvalho, na RCA Victor.<\/p>\n<p>Antes delas, nesse renascimento do g\u00eanero, vieram os afros-sambas de Vinicius e Baden, a \u201cCasa de Bamba\u201d de Martinho da Vila, e Paulinho da Viola com a extraordin\u00e1ria \u201cFoi Um Rio Que Passou em Minha Vida\u201d.<\/p>\n<p>Diria que esses abriram o caminho para que as tr\u00eas pudessem passar fortes, soberanas, inquestion\u00e1veis.<\/p>\n<p>Clara, guerreira \u2013 e seu samba raiz, a saudar as origens baianas, vigorosa e engajada;<\/p>\n<p>Alcione, a diva da noite paulistana \u2013 com a flu\u00eancia do samba notadamente rom\u00e2ntico, embalado pelo jeito \u00fanico, algo arrastado e inspirad\u00edssimo de cantar;<\/p>\n<p>E Beth Carvalho, a madrinha. Rio de Janeiro na veia. Explos\u00e3o de alegria. O samba que arrasta, o samba que empolga, o samba que samba.<\/p>\n<p>Se Clara e Alcione chegaram com uma pl\u00eaiade de autores mais convencionais, que vinham da chamada MPB ent\u00e3o em alta, Beth veio plena de novidades.<\/p>\n<p>Dos sub\u00farbios e morros cariocas, abriu alas para Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Sombrinha, Almir Guineto, o grupo Fundo de Quintal, entre outros.<\/p>\n<p>Na outra ponta da hist\u00f3ria, foi Beth quem resgatou marcos de nossa cultura popular at\u00e9 ent\u00e3o esquecidos \u2013 pra n\u00e3o dizer abandonados &#8211; como Cartola, N\u00e9lson Cavaquinho, Clementina, Dona Ivone Lara, entre outros.<\/p>\n<p><strong>&#8230; \u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Lembro o velho casar\u00e3o da gravadora RCA, ali, no bairro de Santa Cec\u00edlia, e Beth a falar desses novos tempos do samba para um grupo de rep\u00f3rteres desconfiados \u2013 eu, entre eles.<\/p>\n<p>Era o lan\u00e7amento do novo disco \u201cDe P\u00e9 No Ch\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Ela estava empolgada. Falava dos novos autores e da velha guarda do samba rediviva. Falava de um novo Brasil, inclusive no \u00e2mbito pol\u00edtico. Corajosamente, prognosticava tempos de redemocratiza\u00e7\u00e3o. O fim da censura e a anistia (que se deu no ano seguinte, em 79) seriam os primeiros e decisivos passos.<\/p>\n<p>N\u00f3s, rep\u00f3rteres, nos entreolh\u00e1vamos receosos de acreditar em tamanhas e auspiciosas certezas.<\/p>\n<p>&#8211; Essa garota est\u00e1 iluminada, algu\u00e9m falou.<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Voltei a entrevistar Beth outras tantas vezes. Nos anos 80, especialmente. J\u00e1 como uma cantora consagrada. Aben\u00e7oada e aben\u00e7oando tantos e tamanhos.<\/p>\n<p>Mas, aquele primeiro encontro me \u00e9 inesquec\u00edvel.<\/p>\n<p>Foi pleno de luz e sonhos.<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Se este primeiro de maio j\u00e1 se preconizava como um dia triste pelos 25 anos da morte de Ayrton Senna e tamb\u00e9m pela implos\u00e3o dos direitos trabalhistas em nosso pa\u00eds, a morte de Beth Carvalho s\u00f3 acentua nosso estado de luto&#8230; E de luta, como a Madrinha tanto nos ensinou.<\/p>\n<p>Beth completaria 73 anos no domingo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/elJhK7mNCEs\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<h6><em><strong>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi uma tr\u00edade de mulheres que fez o samba alcan\u00e7ar picos de popularidade nos anos 70.<\/p>\n<p>Clara Nunes, na Odeon.<\/p>\n<p>Alcione, na Phiilips\/Polygran.<\/p>\n<p>Beth Carvalho,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20462,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[197,196,198,199,95],"class_list":["post-20461","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-a-madrinha","tag-beth-carvalho","tag-luto","tag-rca-victor","tag-samba"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20461","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20461"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20461\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20465,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20461\/revisions\/20465"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20462"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20461"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20461"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20461"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}