{"id":21001,"date":"2019-08-03T04:40:44","date_gmt":"2019-08-03T04:40:44","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=21001"},"modified":"2019-08-03T05:02:26","modified_gmt":"2019-08-03T05:02:26","slug":"rota-do-frango-com-polenta-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/rota-do-frango-com-polenta-2\/","title":{"rendered":"Frango com polenta &#8211; 2"},"content":{"rendered":"<h6><em>Foto: reprodu\u00e7\u00e3o do Facebook<\/em><\/h6>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Como ia dizendo no post de ontem&#8230;<\/p>\n<p>Se n\u00e3o fui um ass\u00edduo frequentador da Rota do Frango Com Polenta, tenho boas lembran\u00e7as do lugar.<\/p>\n<p>Lembran\u00e7as que come\u00e7aram quando eu ainda era crian\u00e7a e atendia pelo apelido de Tchinim.<\/p>\n<p>Conto essa historieta a seguir.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>O pai trabalhava na F\u00e1brica de Tecidos Vetorazzo, instalada no ic\u00f4nico bairro do Cambuci. O Velho Aldo era uma esp\u00e9cie de &#8216;faz tudo&#8217; da reparti\u00e7\u00e3o, o chamado &#8216;pau pra toda obra&#8217;. Fazia servi\u00e7os administrativos, visitava clientes e fornecedores, tirava pedidos e, sempre que necess\u00e1rio, dava uma de motorista.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia Vetorrazo tinha um s\u00edtio enorme na regi\u00e3o que hoje \u00e9 o bairro do Demarchi. Quando o propriet\u00e1rio, o Sr. Alexandre, e os filhos Walter e Rolando pensaram em abrir uma segunda unidade para incrementar a produ\u00e7\u00e3o de helanca, a coqueluche do setor textil no mercado nacional da \u00e9poca, adivinhem o local escolhido?<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Por isso, gosto da companhia dos meus cinco ou seis leitores, acertaram de primeira.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, meados dos anos 60, por ali s\u00f3 havia a Volkswagem, ch\u00e1caras e s\u00edtios e os primeiros e malajambrados restaurantes capitaneados por fam\u00edlias italianas.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o dessa empreitada, o pai ficou incumbido de ir e vir da ent\u00e3o distante S\u00e3o Bernardo duas ou tr\u00eas vezes por semana.<\/p>\n<p>Sempre que era poss\u00edvel, o Ald\u00e3o passava em casa \u201cpara um passeio diferente\u201d a bordo da possante Vemaguet de um dos filhos do patr\u00e3o.<\/p>\n<p>No caminho, vinha a boa nova:<\/p>\n<p>&#8211; Vamos almo\u00e7ar nas Col\u00f4nias (que era como se conhecia o lugar em S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p>Foi s\u00f3 o come\u00e7o.<\/p>\n<p>\u2026<\/p>\n<p>Tenho outras boas lembran\u00e7a da Rota no decorrer dos anos.<\/p>\n<p>L\u00e1 entrevistei o cantor Fagner e o violeiro Almir Satter quando fizeram shows no S\u00e3o Judas (que encerrou suas atividades dois ou tr\u00eas anos atr\u00e1s).<\/p>\n<p>Fui \u00e0 animada festa de casamento do saudoso e inesquec\u00edvel amigo Made Coppini. Lembro que o hit do momento era a m\u00fasica \u2018Menina Veneno\u2019 e os casais se esbaldavam na pista de dan\u00e7a.<\/p>\n<p>Mais tarde, como editor, pautei uma reportagem divertida sobre a maratona dos gar\u00e7ons em uma noite de casa lotada. Atendiam mais de 3 mil pessoas. S\u00f3 um dos gar\u00e7ons \u2013 a reportagem fez a medi\u00e7\u00e3o \u2013 circulou, naquela jornada, aproximadamente nove quil\u00f4metros entre servir as mesas e o trajeto da cozinha.<\/p>\n<p>Encontrei amigos e conhecidos em almo\u00e7os divertidos e jantares intermin\u00e1veis noite adentro, capitaneados pelo grande Maur\u00edcio de Castro (que foi vereador e vice-prefeito na cidade).<\/p>\n<p>Participei do tradicional programa dominical em fam\u00edlia mil e uma vezes.<\/p>\n<p>Enfim\u2026<\/p>\n<p>A rotina de milhares e milhares de pacatos cidad\u00e3os ao longo desta jornada que come\u00e7ou ali pelos anos 40.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Leio nos jornais da regi\u00e3o que, em 25 de agosto agora, o restaurante S\u00e3o Francisco vai encerrar suas atividades ap\u00f3s 57 anos de gloriosa exist\u00eancia.<\/p>\n<p>O amigo Valdir Boffetti me garante que o Florestal, outro emblem\u00e1tico estabelecimento do lugar, promete resistir \u00e0 crise e a esses tempos destrambelhados que ora vivemos.<\/p>\n<p>Tomara!<\/p>\n<p>De qualquer forma, por\u00e9m, fiz quest\u00e3o de resgatar essas lembran\u00e7as.<\/p>\n<p>Talvez possam servir de alerta para o naco de hist\u00f3ria e cultura popular que se esvai pelos v\u00e3os de nossos dedos.<\/p>\n<p>Talvez expressem apenas meu lamento.<\/p>\n<p>E o enorme vazio das coisas que, inevitavelmente, se perderam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CbU_-2eo-NM\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Foto: reprodu\u00e7\u00e3o do Facebook<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Como ia dizendo no post de ontem&#8230;<\/p>\n<p>Se n\u00e3o fui um ass\u00edduo frequentador da Rota do Frango Com Polenta, tenho boas lembran\u00e7as do lugar.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21002,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[507,510,283,526,525,505,527],"class_list":["post-21001","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-demarchi","tag-frango-com-polenta","tag-memorias","tag-restaurante-sao-francisco-sbc","tag-restaurante-sao-judas-tadeu","tag-rota-do-frango-com-polenta","tag-tecidos-vetorazzo"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21001","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21001"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21001\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21006,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21001\/revisions\/21006"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21002"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21001"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21001"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21001"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}