{"id":21077,"date":"2019-08-13T14:39:48","date_gmt":"2019-08-13T14:39:48","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=21077"},"modified":"2019-08-13T17:44:55","modified_gmt":"2019-08-13T17:44:55","slug":"amigos-e-leitores","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/amigos-e-leitores\/","title":{"rendered":"Amigos e leitores"},"content":{"rendered":"<p>Muitas vezes, o cronista vale-se da pr\u00f3pria experi\u00eancia de vida para escrever e comentar sobre um fato do cotidiano. Usa a mem\u00f3ria de tempos idos, personagens que lhe foram (s\u00e3o) caros ou alguma sensa\u00e7\u00e3o que teve a partir desta ou daquela observa\u00e7\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>Quando lan\u00e7a m\u00e3o de tais artif\u00edcios para construir a narrativa, tudo o que o cronista deseja \u00e9 aproximar-se do car\u00edssimo leitor e fazer com que ele, leitor, se sinta parte da hist\u00f3ria; no m\u00ednimo, se deixe envolver pelas palavras e reviva tamb\u00e9m sentimentos e lembran\u00e7as pessoais.<\/p>\n<p>Numa conversa antiga, o amigo Escova tra\u00e7ou a diferen\u00e7a entre cr\u00f4nica e reportagem.<\/p>\n<p>Cr\u00f4nica, disse ele, \u00e9 conversa. Reportagem \u00e9 relato.<\/p>\n<p>Faz sentido.<\/p>\n<p>O rep\u00f3rter informa.<\/p>\n<p>O cronista tenta compartilhar.<\/p>\n<p>Por essas e por outras, fico sinceramente tocado, com a sensa\u00e7\u00e3o boa do objetivo alcan\u00e7ado, quando percebo a intera\u00e7\u00e3o do leitor com as maltra\u00e7adas que deito aqui no Blog.<\/p>\n<p>Nessa toada quero hoje destacar as intera\u00e7\u00f5es recentes de amigos leitores.<\/p>\n<p>Acompanhem!<\/p>\n<p>\u2026<\/p>\n<p>Sobre a cr\u00f4nica de ontem,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/a-revolucao-esquecida\/\"><strong><em> A Revolu\u00e7\u00e3o Esquecida<\/em><\/strong><\/a>, destaco tr\u00eas participa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A primeira, do amigo Am\u00e2ndio Martins que chegou ao texto pelas redes sociais do vereador Almir Guimar\u00e3es, um dos meus preclaros cinco ou seis leitores.<\/p>\n<p>Diz o Am\u00e2ndio que o post de ontem o fez lembrar do av\u00f4, Mestre Vidal, considerado um dos her\u00f3is da Revolu\u00e7\u00e3o de 24. \u201cFoi ele quem colocou explosivos nos trilhos do trem junto \u00e0 rua Guaia\u00fana, na Penha de Fran\u00e7a\u201d. Para, desta forma, \u201cimpedir a passagem do comboio com armamentos e outras provis\u00f5es\u201d que abasteceria as tropas legalistas na cidade.<\/p>\n<p>Am\u00e2ndio acrescenta que uma importante fonte de informa\u00e7\u00f5es sobre a Revolu\u00e7\u00e3o de 1924 \u00e9 o livro hom\u00f4nimo do jornalista Moacyr Assump\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2026<\/p>\n<p>J\u00e1 a leitora Damares comenta que, a partir de agora, ver\u00e1 a igreja de Nossa Senhora da Gl\u00f3ria com \u201coutro sentido\u201d. Como parte da hist\u00f3ria das gentes paulistanas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m passa a fazer sentido um fato que observara desde a inf\u00e2ncia: a despensa da casa dos av\u00f3s \u201clotadas com latas e latas de \u00f3leo, pacotes e pacotes de arroz, feij\u00e3o e fub\u00e1\u2019.<\/p>\n<p>&#8220;Sempre achei que era porque talvez tivessem passada alguma dificuldade no passado e agora queriam ter fartura&#8221;.<\/p>\n<p>\u2026<\/p>\n<p>J\u00e1 o amigo Marceleza me faz uma pergunta que, sinceramente, n\u00e3o sei responder.<\/p>\n<p>\u201cPor que o paulista era t\u00e3o empenhado na preserva\u00e7\u00e3o das conquistas democr\u00e1ticas naqueles idos e, em tempos recentes, tem se mostrado t\u00e3o conservador nas escolhas eleitorais?\u201d<\/p>\n<p>Fico pensando se devo ou n\u00e3o concordar com a observa\u00e7\u00e3o do Marceleza. Vejo alguns pr\u00f3s, e outros tantos contras.<\/p>\n<p>Mas, est\u00e1 feito o registro.<\/p>\n<p>\u2026<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, \u00e9 o pr\u00f3prio Marceleza, torcedor do Fluminense, que me cobra uma derradeira homenagem ao craque Altair que faleceu na sexta passada, aos 81 anos.<\/p>\n<p>Falha imperdo\u00e1vel deste malajambrado escriba.<\/p>\n<p>Campe\u00e3o do mundo em 1962, reserva de Nilton Santos, com a sele\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Altair era um dos meus \u00eddolos.<\/p>\n<p>Minha refer\u00eancia futebol\u00edstica quando garoto.<\/p>\n<p>Queria jogar como ele jogava. Implac\u00e1vel na marca\u00e7\u00e3o, h\u00e1bil na t\u00e9cnica de dar o \u2018carrinho\u2019, tomar a bola do advers\u00e1rio e, limpamente, sair jogando, cabe\u00e7a erguida e passe certeiro.<\/p>\n<p>Toda minha admira\u00e7\u00e3o a ele est\u00e1 no texto <i><b>O Sumi\u00e7o do \u00cddolo<\/b><\/i> que escrevi em junho de 2013.<\/p>\n<p>Se os amigos quiserem conhecer, fiquem \u00e0 vontade.<\/p>\n<p>Leiam <a href=\"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/o-sumico-do-idolo\/\"><b>AQUI<\/b>.<\/a><\/p>\n<p>\u2026<\/p>\n<p>Termino a conversa de hoje com a trilha sonora escolhida pelo amigo Fefeu, ainda com refer\u00eancia ao Dia dos Pais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NEXsH6NZvXI\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitas vezes, o cronista vale-se da pr\u00f3pria experi\u00eancia de vida para escrever e comentar sobre um fato do cotidiano. 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