{"id":21484,"date":"2019-10-17T18:18:52","date_gmt":"2019-10-17T18:18:52","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=21484"},"modified":"2019-10-17T19:26:27","modified_gmt":"2019-10-17T19:26:27","slug":"50-anos-do-album-jorge-ben","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/50-anos-do-album-jorge-ben\/","title":{"rendered":"50 anos do \u00e1lbum &#8216;Jorge Ben&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Eu conhe\u00e7o bem o Jorge.<\/p>\n<p>Desde o Beco, desde os<em> bicos<\/em>, em pleno 1962, era j\u00e1 ele aquele cara s<em>uperquente<\/em>, que trazia na sua m\u00fasica toda a autenticidade de um talento puro, quase \u00fanico em sua era.<\/p>\n<p>E j\u00e1 era o mesmo rubro-negro irremedi\u00e1vel, ponta-direita do infanto-juvenil do Mengo ou na batida negrona de seu viol\u00e3o diferente.<\/p>\n<p>De sa\u00edda com <em>Mas Que Nada<\/em> e <em>Por Causa de Voc\u00ea, Menina<\/em> entortou a <em>cuca<\/em> de muito cronista: como aturar letras t\u00e3o \u00f3bvias, temas t\u00e3o simples?<\/p>\n<p>Para o povo, por\u00e9m, seu estilo <em>primitivista<\/em>, baseado em opulento e vigoroso engenho r\u00edtmico, foi a esperada solu\u00e7\u00e3o para a calma e placidez da ent\u00e3o florescente bossa-nova. Rica em solu\u00e7\u00f5es mel\u00f3dico-harm\u00f4nicas, mas sem maior apelo em sua estrutura r\u00edtmica, a BN emergia para o mundo e estacionava para o nosso grande p\u00fablico.<\/p>\n<p>E brasileiro \u00e9 ritmo em tudo.<\/p>\n<p>Futebol, mulheres, mulheres, futebol, <em>tudo pra frente<\/em>, <em>tudo quente<\/em>, nada devagar.<\/p>\n<p>E a m\u00fasica?<\/p>\n<p>Metade mulher, Metade futebol, tamb\u00e9m pedia aquela marca\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, aquele ritmo embalante que a nossa condi\u00e7\u00e3o \u00e9tnica exigia.<\/p>\n<p>Da\u00ed o seu grande agrado.<\/p>\n<p>A r\u00edtmica marcante de suas composi\u00e7\u00f5es aliada ao incr\u00edvel balan\u00e7o <em>negr\u00f3ide<\/em> de seu viol\u00e3o sui generis tornaram suas singelas letras meras pontua\u00e7\u00f5es em ritmo integradas em um todo essencialmente selvagem e, ao mesmo tempo, l\u00edrico.<\/p>\n<p>\u00c9 sobretudo ritmo.<\/p>\n<p>Se formos verificar o resultado de suas m\u00fasicas no panorama internacional, veremos que &#8211; pouqu\u00edssimas vezes &#8211; um compositor do Brasil foi t\u00e3o bem aceito nos mais variados mercados do planeta.<\/p>\n<p>Seus hits pela humanidade &#8211;<em> Mas Que Nada, Chove Chuva, Saiub\u00e1 (Por Causa de Voc\u00ea, Menina), Que Pena, Pa\u00eds Tropical,<\/em> os principais &#8211; lhe trouxeram uma consagra\u00e7\u00e3o que sua personalidade at\u00e9 hoje n\u00e3o aceita. Ele pensa que nada do que faz \u00e9 t\u00e3o diferente. Mas, n\u00f3s sabemos que Jorge inovou.<\/p>\n<p>Desde a primeira grava\u00e7\u00e3o at\u00e9 este disco foi um longo caminho: sucesso, espanto, retraimento (natural), inova\u00e7\u00e3o, consagra\u00e7\u00e3o, retorno, comunica\u00e7\u00e3o, aceita\u00e7\u00e3o popular, muito ritmo, sucesso novo e, por a\u00ed em diante, o futuro azul.<\/p>\n<p>Quem mais nos poderia fazer ver a verdade definitiva, a derradeira certeza da terra em que vivemos?<\/p>\n<p>Acho sensacional descobrir que, no fim das contas, apesar de tudo, habitamos <em>&#8220;u pa tro pi, aben\u00e7o\u00e1 po D\u00ea e boni po natur\u00ea (m\u00e1 que bel\u00ea)&#8221;<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 ou n\u00e3o \u00e9 um cara bacana?&#8221;<\/p>\n<p>*<strong>Texto do produtor musical Armando Pittigliani, na contracapa do disco <em>Jorge Ben<\/em>, lan\u00e7ado em 1969.<\/strong><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Um dos grandes trabalhos na longa e brilhante carreira de Jorge Du\u00edlio Lima de Menezes, carioca do bairro de Rio Comprido, de idade incerta e n\u00e3o sabida. H\u00e1 quem afirme que \u00e9 da gera\u00e7\u00e3o de 42. Ele pr\u00f3prio diz que \u00e9 de mar\u00e7o de 45. Numa entrevista com Tim Maia em meados dos anos 80, alguns rep\u00f3rteres &#8211; eu, entre eles &#8211; ouviram do irreverente cantor que o amigo Ben era, na verdade, de 1941.<\/p>\n<p>&#8211; Perguntem a idade pra ele que ele fica puto da vida.<\/p>\n<p>Enfim&#8230;<\/p>\n<p>Vale como curiosidade, e provoca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Porque a obra benjorniana n\u00e3o tem idade. \u00c9 sempre atual.<\/p>\n<p>Sen\u00e3o vejam as preciosidades no repert\u00f3rio do disco que completa 50 anos:<\/p>\n<p><strong>Lado A<\/strong><\/p>\n<p><em>Criola<\/em><\/p>\n<p><em>Domingas<\/em><\/p>\n<p><em>Cad\u00ea Tereza<\/em><\/p>\n<p><em>Barbarella<\/em><\/p>\n<p><em>Pa\u00eds Tropical\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>Lado B<\/strong><\/p>\n<p><em>Take it easy my brother Charles<\/em><\/p>\n<p><em>Descobri que sou um anjo<\/em><\/p>\n<p><em>Bebete v\u00e3obora<\/em><\/p>\n<p><em>Quem foi que roubou a porcelana chinesa que a vov\u00f3 ganhou da baronesa?<\/em><\/p>\n<p><em>Que pena (Ela j\u00e1 n\u00e3o gosta mais de mim)<\/em><\/p>\n<p><em>Charles Anjo 45<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Vale a pena ouvir e (re)ouvir. Hoje e sempre&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Bfwpa6huhG4\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Eu conhe\u00e7o bem o Jorge.<\/p>\n<p>Desde o Beco, desde os<em> bicos<\/em>, em pleno 1962, era j\u00e1 ele aquele cara s<em>uperquente<\/em>, que trazia na sua m\u00fasica toda a autenticidade de um talento puro,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21485,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[768,770,148,769,767,541],"class_list":["post-21484","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-album-de-1969","tag-armando-pittigliani","tag-ben-jor","tag-disco","tag-jorge-ben","tag-pais-tropical"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21484","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21484"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21484\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21488,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21484\/revisions\/21488"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21485"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21484"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21484"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21484"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}