{"id":24588,"date":"2020-11-13T06:15:21","date_gmt":"2020-11-13T06:15:21","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=24588"},"modified":"2020-11-12T19:14:13","modified_gmt":"2020-11-12T19:14:13","slug":"a-realidade-e-a-lenda","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-realidade-e-a-lenda\/","title":{"rendered":"A realidade e a lenda"},"content":{"rendered":"<p><em>Foto: J\u00f4 Rabelo<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Minha irm\u00e3 Doroti me faz a provoca\u00e7\u00e3o a partir de texto que escrevi sobre a cantora<a href=\"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/vanusa\/\"> <strong>Vanusa<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>Ela me pergunta assim como n\u00e3o quer nada, mas sabe-se l\u00e1 com qual inten\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>Se o propalado romance entre Ant\u00f4nio Marcos e a cantora \u00e9 um desses amores que nunca terminam assim como descrevi no e-book <em>Not\u00edcias de Um Romance Inacabado\u00a0<\/em>que publiquei, m\u00eas passado, pela Amazon?<\/p>\n<p>Mana, como posso saber?<\/p>\n<p>Para ser sincero, mal e mal consegui narrar as desventuras de Dino e Dagmar nas mais de 120 mil palavras do livro que escrevi.<\/p>\n<p>Olhe, irm\u00e3, conhe\u00e7o relativamente bem os figuras. Acompanhei o desenrolar de algumas idas e vindas. Fui, digamos, confidente do cabr\u00e3o em outras.<\/p>\n<p>S\u00f3 lhes dei outros nomes pra n\u00e3o<em> bandeirar<\/em> a vida de ambos, pois sabe-se l\u00e1 o futuro de cada um deles e o nosso mesmo. \u00c9 ou n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p>Pois ent\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Alguns chamam esses <em>amores que n\u00e3o terminam<\/em> de <em>amores mal-resolvidos<\/em>.<\/p>\n<p>Enfim.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Quanto aos saudosos cantores, sei muito pouco.<\/p>\n<p>Acompanhei assim \u00e0 dist\u00e2ncia e sem l\u00e1 grande interesse \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p>Vanusa era uma cantora intuitiva, visceral.<\/p>\n<p>Toninho (apelido do cantor em S\u00e3o Miguel Paulista, seu bairro de origem) era um desses artistas que cultivam como marca registrada um exacerbado romantismo nas can\u00e7\u00f5es e na vida.<\/p>\n<p>Que formavam um casal interessante, ah, isso formavam, sim!<\/p>\n<p>Chamavam a aten\u00e7\u00e3o do grande p\u00fablico.<\/p>\n<p>Um atra\u00e7\u00e3o \u00e0 parte para as revistas e colunas de TV de ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Se houve um &#8220;para sempre&#8221; entre eles, sinceramente n\u00e3o sei.<\/p>\n<p>Penso que eles se foram e levaram a resposta.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Se esses romances inacabados existem &#8211; e andam pela\u00ed na calada dos cora\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>N\u00e3o sei hoje em dia.<\/p>\n<p>Imagino que sim.<\/p>\n<p>O mundo mudou, \u00e9 bem verdade.<\/p>\n<p>Vivemos tempos dos chamados sentimentos l\u00edquidos, imediatos.<\/p>\n<p>No passado, consta que eram bem mais comuns.<\/p>\n<p>Vou lhe dar um &#8220;por exemplo&#8221; extra\u00eddo do livro <em>Quando fui outro<\/em>, de Fernando Pessoa. Editora Alfaguara\/2006<\/p>\n<p>Confira!<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><em>O poeta conheceu Oph\u00e9lia Queiroz em fevereiro de 1920. Em 1\u00b0 de mar\u00e7o iniciaram uma troca de correspond\u00eancia e o namoro. Em outubro, o poeta atravessa uma grave crise ps\u00edquica, pensando mesmo em internar-se, at\u00e9 que em 29 de novembro rompe com Oph\u00e9lia. Nove anos depois, ela escreve a Pessoa agradecendo a foto que o poeta lhe enviara, a seu pedido. Em 11 de setembro de 1929, ele responde e retoma a rela\u00e7\u00e3o com Oph\u00e9lia, rompida novamente, e em definitivo, em janeiro de 1930. Em junho de 1935, ela recebe o \u00faltimo telegrama de Pessoa e mais \u00e0 frente um exemplar autografado de Mensagem. Em 1938, casou-se com o teatr\u00f3logo Augusto Soares, morrendo em 1991, aos 91 anos. No total, foram 51 cartas destinadas a Oph\u00e9lia: 36 entre mar\u00e7o e novembro de 1920; 12 entre setembro de 1929 e janeiro de 1930; e tr\u00eas sem data.<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Eis a\u00ed, irm\u00e3,<\/p>\n<p>Os bi\u00f3grafos e estudiosos apontam Oph\u00e9lia como o \u00fanico amor na vida de Pessoa.<\/p>\n<p>Afirmam que a rec\u00edproca era verdadeira.<\/p>\n<p>Entre a realidade e a lenda, nesse caso, imprima-se a lenda.<\/p>\n<p>Fiquemos, pois, com a defini\u00e7\u00e3o do poeta:<\/p>\n<p><em>A vida \u00e9 breve,\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>a alma \u00e9 vasta.<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2Bnv7Q8gpOg\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Foto: J\u00f4 Rabelo<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Minha irm\u00e3 Doroti me faz a provoca\u00e7\u00e3o a partir de texto que escrevi sobre a cantora<a href=\"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/vanusa\/\"> <strong>Vanusa<\/strong><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21132,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[1735,1734,913,1736,1633,1721],"class_list":["post-24588","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-amores-que-nao-terminam","tag-antonio-marcos","tag-fernando-pessoa","tag-ophelia","tag-romance-inacabado","tag-vanusa"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24588","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24588"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24588\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24589,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24588\/revisions\/24589"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21132"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24588"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24588"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24588"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}