{"id":24865,"date":"2020-12-15T14:01:14","date_gmt":"2020-12-15T14:01:14","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=24865"},"modified":"2020-12-16T19:04:26","modified_gmt":"2020-12-16T19:04:26","slug":"a-mensagem-que-virou-arvore-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-mensagem-que-virou-arvore-2\/","title":{"rendered":"A mensagem*"},"content":{"rendered":"<p>Foto: Arquivo Pessoal<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><em>Por essa \u00e9poca era inevit\u00e1vel que me escalassem para escrever sobre a tal mensagem de Natal e Fim de Ano. <\/em><\/p>\n<p><em>Desde os anos 70 e 80, as reda\u00e7\u00f5es vivem um acelerado processo de mecaniza\u00e7\u00e3o em que as chamadas t\u00e9cnicas de narrativas jornal\u00edsticas se sobrep\u00f5em as autorais. Os manuais s\u00e3o mais importantes que o estilo. Tudo em nome da objetividade, da clareza e da concis\u00e3o. Cada vez mais, n\u00f3s \u2013 rep\u00f3rteres, redatores e editores \u2013 procuramos intermediar o fato e quem o l\u00ea de forma ins\u00edpida, inodora e incolor.<\/em><\/p>\n<p><em>O leitor fa\u00e7a o que melhor lhe aprouver com a informa\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Este parece ser o grande desafio das reda\u00e7\u00f5es \u2013 sejam quais forem, de r\u00e1dio, TV, impresso ou online.<\/em><\/p>\n<p><em>Claro que h\u00e1 quem fuja \u00e0 regra &#8211; ma non troppo: os editoriais, as colunas, a cr\u00edtica, o coment\u00e1rio. Mesmo assim, todo esse lescolesco obrigatoriamente vem embasado em provas e contraprovas, contextualiza\u00e7\u00e3o, analogias hist\u00f3ricas e an\u00e1lises de especialistas.<\/em><\/p>\n<p><em>A cr\u00f4nica \u00e9 o \u00fanico lugar onde a emo\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Mesmo assim, os verdadeiros \u2018diaristas\u2019 andam em franca extin\u00e7\u00e3o. Salvo Luiz Fernando Ver\u00edssimo, n\u00e3o h\u00e1 mais aquela prosa \u2018puxa-puxa\u2019 que tanto caracterizou os escritos de Rubem Braga, o maior de todos. De Diaf\u00e9ria, Drewnek, Pl\u00ednio Marcos\u2026<\/em><\/p>\n<p><em>Mas isso eu escrevi aqui outro dia\u2026<\/em><\/p>\n<p><em>Como nunca tive eira, nem beira e perten\u00e7o \u00e0 velha guarda \u2013 mesmo nas reportagens, n\u00e3o raras vezes l\u00e1 estou eu a dar pitacos e fazer observa\u00e7\u00f5es. Talvez por isso era inevit\u00e1vel a convoca\u00e7\u00e3o. Que, de resto, eu tirava do jeito que podia.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c0s vezes, at\u00e9 elogios eu ouvi\u2026<\/em><\/p>\n<p><em>Houve um ano, por\u00e9m, que travei legal. Acho que foi em 77.<\/em><\/p>\n<p><em>N\u00e3o consegui alinhavar uma linha que fosse sobre o natalino tema.<\/em><\/p>\n<p><em>O amigo Cl\u00f3vis Naconecy veio em meu socorro. Tamb\u00e9m n\u00e3o se deu l\u00e1 muito bem no arranjar de letrinhas. <\/em><\/p>\n<p><em>Tudo lhe parecia \u00f3bvio demais.<\/em><\/p>\n<p><em>Desistiu.<\/em><\/p>\n<p><em>Foi a vez de outro volunt\u00e1rio e amigo. O saudoso Ismael Fernandes, colunista de TV e noveleiro de primeira. A princ\u00edpio, era garantia de um bom roteiro. Em 20 minutos tinha o texto pronto, mas que n\u00e3o convenceu nem ao pr\u00f3prio IF. Os sinos \u2018bimbalhavam\u201d demais na \u201cnoite feliz\u201d em que a \u201cestrela guia\u201d nos levaria at\u00e9 o \u201cMenino Deus\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>O pr\u00f3prio Ismael fez picadinho das laudas, ap\u00f3s l\u00ea-las em voz alta.<\/em><\/p>\n<p><em>N\u00e3o restou outra alternativa, ent\u00e3o. Humildemente, fomos at\u00e9 o Departamento de Artes que, sob a batuta do Naconecy, inventou uma mal-ajambrada\u00a0\u00e1rvore de Natal em que os enfeites eram o s\u00edmbolo do pr\u00f3prio jornal.<\/em><\/p>\n<p><em>Assim preenchemos o espa\u00e7o que estava reservado \u00e0 mensagem. <\/em><\/p>\n<p><em>Acrescentamos, sem pudores, um Feliz Natal.<\/em><\/p>\n<p><em>E n\u00e3o se falou mais no assunto\u2026<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><strong>*EM TEMPO<\/strong>:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13765 alignleft\" src=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/meuscarosamigos3-203x300.jpg\" alt=\"\" width=\"203\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/meuscarosamigos3-203x300.jpg 203w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/meuscarosamigos3-178x263.jpg 178w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/meuscarosamigos3.jpg 228w\" sizes=\"auto, (max-width: 203px) 100vw, 203px\" \/>Escrevi esse texto em dezembro de 2007.<\/p>\n<p>Foi publicado em meu segundo livro <em>Meus Caros Amigos &#8211; Cr\u00f4nicas sobre jornalistas, bo\u00eamios e paix\u00f5es<\/em> (2010).<\/p>\n<p>Resolvi replic\u00e1-lo hoje no Blog por \u00f3bvios motivos.<\/p>\n<p>Travada\u00e7o!<\/p>\n<p>Espero que me entendam&#8230;<\/p>\n<p>Desconfio que j\u00e1 escrevi demais.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o tricent\u00e9simo d\u00e9cimo s\u00e9timo post da temporada 2020.<\/p>\n<p>Penso que seja hora de dar aquela pausa habitual de todo fim de ano.<\/p>\n<p>Volto em janeiro.<\/p>\n<p>Cuidem-se!<\/p>\n<p>Reitero aqui, aos amigos e leitores, a mensagem que, naqueles idos, virou \u00e1rvore e hoje se faz esperan\u00e7a:<\/p>\n<p>Feliz Natal! Que o Menino Deus renascido nos ilumine e guarde em 2021.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Arquivo Pessoal<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><em>Por essa \u00e9poca era inevit\u00e1vel que me escalassem para escrever sobre a tal mensagem de Natal e Fim de Ano. <\/em><\/p>\n<p><em>Desde os anos 70 e 80,<\/em><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20250,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[1461,477,788,1804,1803,46],"class_list":["post-24865","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-1461","tag-ferias","tag-fim-de-ano","tag-jornal-da-mooca","tag-mensagem-de-natal","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24865","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24865"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24865\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24871,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24865\/revisions\/24871"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20250"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}