{"id":25084,"date":"2021-05-04T06:00:50","date_gmt":"2021-05-04T06:00:50","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=25084"},"modified":"2021-05-04T13:19:41","modified_gmt":"2021-05-04T13:19:41","slug":"25084-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/25084-2\/","title":{"rendered":"Cenas do pr\u00f3ximo cap\u00edtulo"},"content":{"rendered":"<p><em>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Minha sobrinha, Luciana Stipp, \u00e9 atriz.<\/p>\n<p>Atualmente, participa de uma <em>webs\u00e9rie.<\/em><\/p>\n<p>Chama-se\u00a0<em>Conex\u00e3o\/Quaretenando,<\/em> est\u00e1\u00a0no quarto epis\u00f3dio e pode ser vista no <em>You Tube<\/em>.<\/p>\n<p>Cada uma das partes tem em torno de 20 minutos.<\/p>\n<p>Narram o ir-e-vir de um casal nesses tempos em que n\u00e3o se pode nem ir, menos ainda vir devido ao necess\u00e1rio isolamento social.<\/p>\n<p>Ou seja: uma tem\u00e1tica bem atual, nos conformes com as idiossincrasias dos dias que correm.<\/p>\n<p>Assistam &#8211; e depois voltem aqui, pois me pus a matutar se deveria ou n\u00e3o escrever sobre a trama.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/erSeQeIbydc\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Escrever \u00e9 minha sina.<\/p>\n<p>Na medida do imposs\u00edvel, assim tento me entender e entender as coisas todas que pingam soltas nessa longa e sinuosa estrada a qual chamamos &#8220;vida&#8221;.<\/p>\n<p>Primeira d\u00favida.<\/p>\n<p>Qual t\u00edtulo eu daria ao meu eventual texto?<\/p>\n<p>Por um instante, pretensioso que s\u00f3,\u00a0 lembrei-me do livro de Gabriel Garcia Marques:<\/p>\n<p><em>Amor em tempos de c\u00f3lera<\/em><\/p>\n<p>(Vale uma releitura. Adoro Gabo. Preciso\u00a0anotar, sen\u00e3o esque\u00e7o&#8230;)<\/p>\n<p>Assim, por aqui, ficar\u00edamos com algo pr\u00f3ximo a:<\/p>\n<p><em>Amor em tempos pand\u00eamicos<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Bandeiroso demais, n\u00e3o?<\/p>\n<p>Seria uma modesta rever\u00eancia, mas algu\u00e9m sempre poderia entender como pl\u00e1gio. Normal.<\/p>\n<p>Penso, ent\u00e3o, em outro t\u00edtulo; correlato, eu diria:<\/p>\n<p><em>Amor &amp; pandemia<\/em><\/p>\n<p>\u00d3bvios demais, o atento leitor h\u00e1 de me dizer.<\/p>\n<p>E com raz\u00e3o.<\/p>\n<p>(Perceberam que tenho s\u00e9rias dificuldades com t\u00edtulos, slogans,\u00a0 frases curtas, ladeiras \u00edngremes &#8211; e quase tudo mais na vida.)<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Deixemos o t\u00edtulo para depois.<\/p>\n<p>Sigamos atentos ao decorrer da trama.<\/p>\n<p>Os protagonistas talvez n\u00e3o se deem conta do que procuram um no outro, o outro no um.<\/p>\n<p>Mais amparo do que um grande e inesquec\u00edvel amor.<\/p>\n<p>Daqueles de trincar a alma quando se ouve um blues do Djavan.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito&#8230;<\/p>\n<p>Quem de n\u00f3s sabe o qu\u00ea hoje em dia em meio a tamanha catarse existencial?<\/p>\n<p>Andamos no fio da navalha a flertar com o ef\u00eamero.<\/p>\n<p>V\u00e3os amores, amores v\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o sou de dar pitacos na vida alheia, mas tenho l\u00e1 minhas conjecturas.<\/p>\n<p>Prov\u00e1vel que o casal olhe para a mesma realidade por prismas distintos.<\/p>\n<p>&#8220;Amor pode se confundir com a conveni\u00eancia do momento&#8221; &#8211; alertou-nos o mestre Nasci naqueles idos da velha reda\u00e7\u00e3o de piso assoalhado e grandes janel\u00f5es para a rua Bom Pastor.<\/p>\n<p>\u00c9ramos jovens rep\u00f3rteres. Jovens e inconsequentes.<\/p>\n<p>Ele, veterano de outras quebradas, tentava nos dar um norte:<\/p>\n<p>&#8220;Amor acontece. N\u00e3o se explica.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Eis o desafio, meus caros: o amor que se renova a cada manh\u00e3.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Amor que \u00e9 amor sobrevive. Pode ter mil e uma formas, mas sobrevive.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Envelhe\u00e7am, e talvez me entendam.&#8221;<\/p>\n<p>Nasci era um doutor honoris causa no assunto &#8211; e n\u00f3s, quando muito, meros aprendizes.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Outra lembran\u00e7a. Mais remota ainda.<\/p>\n<p>Era garoto ainda. Tinha 17 anos.<\/p>\n<p>Arranjei uma carteira de estudante falsa s\u00f3 para assistir, embasbacado, ao filme\u00a0<em>O perigoso jogo do amor, <\/em>com Jane Fonda, a diva do momento.<\/p>\n<p>Proibido para menores de 18.<\/p>\n<p>Tenso, muito tenso.<\/p>\n<p>Pai e filho se envolvem com a mesma mulher.<\/p>\n<p>Fiquei pra segunda sess\u00e3o.<\/p>\n<p>Horas depois sa\u00ed do Cine Ouro ensimesmado:<\/p>\n<p>&#8220;Rapaz, a coisa n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples como nas can\u00e7\u00f5es do Roberto, n\u00e3o&#8221; &#8211; disse aos meus parvos bot\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Tantos anos depois &#8211; outro amigo, o Escova, diria: &#8220;tantas vidas depois&#8221; -, eis o mist\u00e9rio que, por mais que experi\u00eancias imaginamos ter, nunca se revela.<\/p>\n<p>Ops&#8230;<\/p>\n<p>Fim do epis\u00f3dio.<\/p>\n<p>Aguardemos, pois, os pr\u00f3ximos cap\u00edtulos.<\/p>\n<p>Me ocorre, ent\u00e3o, um pensamento que disse de improviso, anos atr\u00e1s, quando participei de uma banca na Universidade. O trabalho de conclus\u00e3o de curso que a banca deveria avaliar era um livrorreportagem sobre o mesmo e intrincado tema.<\/p>\n<p>Sapequei sem me dar conta exata do que dizia:<\/p>\n<p>&#8220;O amor como a vida n\u00e3o permitem nota de rodap\u00e9.\u00a0Ou seja, o que hoje acontece n\u00e3o cabe explicar depois.\u00a0Vive-se!&#8221;<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se os formandos entenderam.<\/p>\n<p>(Pensavam na nota, natural. Queriam 10, como todos.)<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, eu mesmo levei um tempo para ter a exata compreens\u00e3o do qu&#8217;eu disse&#8230;<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/f9yc3RE2nhA\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><strong>Um adendo<\/strong>:<\/p>\n<p><em>Se a Luciana n\u00e3o gostar, t\u00f4 pego no grupo de whats da fam\u00edlia!!!<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Minha sobrinha, Luciana Stipp, \u00e9 atriz.<\/p>\n<p>Atualmente, participa de uma <em>webs\u00e9rie.<\/em><\/p>\n<p>Chama-se\u00a0<em>Conex\u00e3o\/Quaretenando,<\/em> est\u00e1\u00a0no quarto epis\u00f3dio e pode ser vista no <em>You Tube<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":25089,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[597,1884,1886,1118,1887,596,1885],"class_list":["post-25084","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-amor","tag-conexao","tag-luciana-stipp","tag-pandemia","tag-quaretenando","tag-romance","tag-webserie"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25084","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25084"}],"version-history":[{"count":7,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25084\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25093,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25084\/revisions\/25093"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25089"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25084"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25084"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25084"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}