{"id":28305,"date":"2022-12-22T04:30:02","date_gmt":"2022-12-22T04:30:02","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=28305"},"modified":"2022-12-22T04:51:28","modified_gmt":"2022-12-22T04:51:28","slug":"a-mensagem-que-virou-arvore-3","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-mensagem-que-virou-arvore-3\/","title":{"rendered":"A mensagem que virou \u00e1rvore*"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Reprodu\u00e7\u00e3o de mensagem recebida no Whatsapp<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Por essa \u00e9poca, era inevit\u00e1vel que me escalassem para escrever sobre a tal mensagem de Natal e Fim de Ano. <\/p>\n\n\n\n<p>Desde os anos 70 e 80, as reda\u00e7\u00f5es vivem um acelerado processo de mecaniza\u00e7\u00e3o, onde as chamadas t\u00e9cnicas de narrativas jornal\u00edsticas se sobrep\u00f5em as autorais. Os manuais s\u00e3o mais importantes que o estilo. Tudo em nome da objetividade, da clareza e da concis\u00e3o. Cada vez mais, n\u00f3s \u2013 rep\u00f3rteres, redatores e editores \u2013 procuramos intermediar o fato e quem o l\u00ea de forma ins\u00edpida, inodora e incolor.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao leitor o que melhor lhe aprouver como informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Este parece ser o grande desafio das reda\u00e7\u00f5es \u2013 sejam quais forem, de r\u00e1dio, TV, impresso ou on-line.<\/p>\n\n\n\n<p>Claro que h\u00e1 quem fuja \u00e0 regra \u2013 mas, non troppo: os editoriais, as colunas, a cr\u00edtica, o coment\u00e1rio. Mesmo assim, todo esse lesco-lesco obrigatoriamente vem embasado em provas e contraprovas, contextualiza\u00e7\u00e3o, analogias hist\u00f3ricas e an\u00e1lises de especialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>A cr\u00f4nica \u00e9 o \u00fanico lugar onde a emo\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Mesmo assim, os verdadeiros \u2018diaristas\u2019 andam em franca extin\u00e7\u00e3o. Salvo Luiz Fernando Ver\u00edssimo, n\u00e3o h\u00e1 mais aquela prosa \u2018puxa-puxa\u2019 que tanto caracterizou os escritos de Rubem Braga, o maior de todos. De Diaf\u00e9ria, Drewnek, Pl\u00ednio Marcos\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Mas isso eu escrevi aqui outro dia\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Como nunca tive eira, nem beira e perten\u00e7o \u00e0 velha guarda \u2013 mesmo nas reportagens, n\u00e3o raras vezes l\u00e1 estou eu a dar pitacos e fazer observa\u00e7\u00f5es \u2013, era inevit\u00e1vel a convoca\u00e7\u00e3o. Que, de resto, eu tirava do jeito que podia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s vezes, at\u00e9 elogios eu ouvi.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve um ano, por\u00e9m, que eu travei. Acho que foi em 77.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o consegui alinhavar uma linha que fosse sobre o natalino tema.<\/p>\n\n\n\n<p>O amigo Cl\u00f3vis Naconecy veio em meu socorro. Tamb\u00e9m n\u00e3o se deu l\u00e1 muito bem no arranjar de letrinhas. Tudo lhe parecia \u00f3bvio demais.<\/p>\n\n\n\n<p>Desistiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi a vez de outro volunt\u00e1rio e amigo. Ismael Fernandes, colunista de TV e noveleiro de primeira. A princ\u00edpio, era garantia de um bom roteiro. Em 20 minutos tinha o texto pronto, mas que n\u00e3o convenceu nem ao pr\u00f3prio IF. Os sinos \u2018bimbalhavam\u201d demais na \u201cnoite feliz\u201d em que a \u201cestrela guia\u201d nos levava at\u00e9 o \u201cMenino Deus\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio Ismael fez picadinho das laudas, ap\u00f3s l\u00ea-las em voz alta.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o restou outra alternativa, ent\u00e3o. Humildemente, fomos at\u00e9 o Departamento de Artes que, sob a batuta do Naconecy, inventou uma \u00e1rvore de Natal em que os enfeites em forma de bolas eram o s\u00edmbolo do pr\u00f3prio jornal.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim preenchemos o espa\u00e7o que estava reservado \u00e0 mensagem. <\/p>\n\n\n\n<p>Acrescentamos, sem pudores, um Feliz Natal e Pr\u00f3spero Ano Novo.<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o se falou mais no assunto\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Livro2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17682\" width=\"175\" height=\"245\" srcset=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Livro2.jpg 501w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Livro2-215x300.jpg 215w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Livro2-358x500.jpg 358w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Livro2-360x503.jpg 360w, http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Livro2-188x263.jpg 188w\" sizes=\"auto, (max-width: 175px) 100vw, 175px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em>*Texto publicado no livro &#8220;Meus Caros Amigos \u2013 Cr\u00f4nicas sobre jornalistas, bo\u00eamios e paix\u00f5es&#8221; que publiquei em 2010. Bateu uma saudade dos amigos e daqueles idos que resolvi resgatar a velha cr\u00f4nica natalina.<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Gilberto Gil, Caetano Veloso - Boas Festas\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ybZ09Imy5z4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Reprodu\u00e7\u00e3o de mensagem recebida no Whatsapp<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Por essa \u00e9poca, era inevit\u00e1vel que me escalassem para escrever sobre a tal mensagem de Natal e Fim de Ano.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[2894,1804,135,1803],"class_list":["post-28305","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog","tag-arvore","tag-jornal-da-mooca","tag-memoria","tag-mensagem-de-natal"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28305","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28305"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28305\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28312,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28305\/revisions\/28312"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28305"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28305"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28305"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}