{"id":38186,"date":"2026-10-24T15:00:00","date_gmt":"2026-10-24T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=38186"},"modified":"2026-10-24T18:51:19","modified_gmt":"2026-10-24T18:51:19","slug":"no-dia-da-democracia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/no-dia-da-democracia\/","title":{"rendered":"No Dia da Democracia&#8230;"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Ivo Herzog, aos 10 anos, olha para a foto do pai, Vladimir Herzog\/Foto: Sindicato dos Jornalistas de SP<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230; <\/p>\n\n\n\n<p>Meus caros, raros e preclaros,<\/p>\n\n\n\n<p>continuem me querendo bem que n\u00e3o custa nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabiam que 25 de outubro \u00e9 denominado o Dia Nacional da Democracia?<\/p>\n\n\n\n<p>Verdade verdadeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu lhes digo o motivo &#8211; e assim fa\u00e7o com o cora\u00e7\u00e3o repleto da mais triste das lembran\u00e7as dos meus tempos de estudante de jornalismo na Universidade de S\u00e3o Paulo. <\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se, sim, de uma rever\u00eancia \u00e0 mem\u00f3ria do jornalista e professor <strong>Vladimir Herzog<\/strong>, morto nessa mesma data, em 1975.<\/p>\n\n\n\n<p>Vlado era nosso professor de telejornalismo naquele fat\u00eddico m\u00eas de outubro quando foi preso, espancado, torturado e brutalmente assassinado pelos sabujos da ditadura militar.<\/p>\n\n\n\n<p>A trag\u00e9dia de Vlado transformou-se num marco hist\u00f3rico para a redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Especialmente agora, meus caros, se faz obrigat\u00f3ria a reflex\u00e3o sobre os caminhos trilhados pelo Brasil nos \u00faltimos 51 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que isso, tamb\u00e9m \u00e9 obrigat\u00f3rio  lembrar Vlado no momento em que se define o que desejamos para o futuro do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>No Dia Nacional da Democracia, est\u00e1 em nossas m\u00e3os, em nosso voto, a constru\u00e7\u00e3o de um Brasil verdadeiramente de todos os brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A escolha est\u00e1 em cada um de n\u00f3s, e em todos!<\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 democracia!<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir, replico a \u00edntegra do editorial do<strong> <a href=\"https:\/\/vladimirherzog.org\/25-de-outubro-no-dia-da-democracia-defende-la-nas-urnas-sera-nossa-unica-opcao\/\">Instituto Vladimir Herzog<\/a><\/strong> sobre o momento que hoje vivemos. Trata-se de um forte depoimento de Ivo Herzog, filho de Vlado, presidente do Instituto e not\u00e1vel humanista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 ele quem nos alerta:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cViver em uma democracia imp\u00f5e uma responsabilidade a cada eleitor. Vote ele ou n\u00e3o, ser\u00e1 c\u00famplice do resultado e da hist\u00f3ria. Deixar de votar \u00e9 optar por um dos candidatos. N\u00e3o escolher \u00e9 tomar partido.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Leiam!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a025 de Outubro:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NO DIA DA DEMOCRACIA,<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DEFEND\u00ca-LA NAS URNAS SER\u00c1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOSSA \u00daNICA OP\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>*<em><strong>Por Ivo Herzog<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Data que marca o assassinato de meu pai, Vladimir Herzog, <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>ser\u00e1 decisiva para o futuro das institui\u00e7\u00f5es no Brasil<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em 1975, meu pai, Vladimir Herzog, foi assassinado nas depend\u00eancias do Doi-Codi, em S\u00e3o Paulo. Eu tinha 9 anos. Na v\u00e9spera, tinha ido com minha m\u00e3e, Clarice, e meu irm\u00e3o, Andr\u00e9, \u00e0 reda\u00e7\u00e3o da TV Cultura. Era um dia comum, e eu esperava passar o fim de semana no interior com a fam\u00edlia. No dia seguinte, minha m\u00e3e nos contou que ele tinha morrido. Entrei em estado de nega\u00e7\u00e3o e pensei: \u201cagora eu sou o homem mais velho dessa fam\u00edlia\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Poucos dias depois, em 31 de outubro, a Catedral da S\u00e9 recebeu um culto ecum\u00eanico em mem\u00f3ria do meu pai. A iniciativa do Sindicato dos Jornalistas de S\u00e3o Paulo teve o apoio imediato de Dom Paulo Evaristo Arns.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do clima de terror e das amea\u00e7as, Dom Paulo, o rabino Henry Sobel, o reverendo Jaime Wright e Aud\u00e1lio Dantas, ent\u00e3o presidente do sindicato, tiveram a coragem de convocar a sociedade a manifestar sua indigna\u00e7\u00e3o. Mais de 8 mil pessoas foram \u00e0 Catedral. A lembran\u00e7a mais forte que guardo daquele ato \u00e9 o acolhimento de Dom Paulo \u00e0 minha m\u00e3e, que chorava muito.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o tempo, entendemos que essa n\u00e3o era uma luta particular, nem apenas da nossa fam\u00edlia. Era uma luta do nosso povo, do nosso pa\u00eds, pela humanidade. Ao longo desse processo, fortaleceu-se no Brasil a luta pelo fim da ditadura, pela volta dos exilados e pela busca dos desaparecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Juntos, conseguimos impedir que a mem\u00f3ria fosse apagada. Os assassinos do meu pai n\u00e3o mataram a nossa mem\u00f3ria e jamais conseguir\u00e3o faz\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 cerca de um ano, havia um sinal positivo para mudan\u00e7as estruturais necess\u00e1rias em nosso pa\u00eds. Militares, pela primeira vez na hist\u00f3ria pol\u00edtica brasileira, foram condenados por atos contra a democracia.<\/p>\n\n\n\n<p>Um passo muito importante para a sociedade. Um passo muito importante para pessoas que, como eu, carregam cicatrizes profundas da viol\u00eancia de Estado de tempos de regimes autorit\u00e1rios. De l\u00e1 pra c\u00e1, muito mudou. Avan\u00e7amos, retrocedemos. E o que nos&nbsp; resta agora? Nossas escolhas deixaram de ser entre projetos.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Lembro da primeira vez que tive de escolher um candidato \u00e0 Presid\u00eancia, em 1989. Eu tinha 23 anos. O dia da elei\u00e7\u00e3o era uma festa, faz\u00edamos boca de urna, rifas para levantar recursos para nossos candidatos e celebr\u00e1vamos a primeira elei\u00e7\u00e3o presidencial direta em 29 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo destes 37 anos, escolher um candidato \u00e0 Presid\u00eancia nem sempre foi f\u00e1cil. Mas a dificuldade estava nas propostas e em decidir que caminho cada um oferecia ao pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, subestimamos personagens que pareciam caricatos. A grande virtude deles foi entender o que o eleitor queria ouvir. Muita gente estava decepcionada com a promessa da democracia, com a fila do INSS, a sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o, a seguran\u00e7a, e acreditou que um governo autorit\u00e1rio traria as respostas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, j\u00e1 n\u00e3o se tratava de optar entre dois caminhos para o Brasil, mas decidir entre continuar construindo nossa jovem sociedade democr\u00e1tica ou escolher algu\u00e9m que traz na biografia o desprezo pela democracia, pela soberania, pelos direitos humanos e pela justi\u00e7a social.<\/p>\n\n\n\n<p>O que se viu no Brasil nos quatro anos seguintes foi um governo fiel \u00e0 sua proposta de puro desprezo pelas minorias, pela vacina, est\u00edmulo ao armamento da sociedade, como se a sa\u00edda fosse uns se voltarem contra os outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, o segundo turno novamente trouxe para a urna apenas uma op\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. A experi\u00eancia rec\u00e9m-vivida deveria ter bastado para uma vit\u00f3ria clara da democracia. Ganhamos, mas foi apertado.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 poucos anos atr\u00e1s, eu acreditava que nossa democracia era robusta. O 8 de janeiro de 2023 me mostrou o quanto chegamos perto de uma ruptura. Mas agora, em 2026, estamos outra vez na mesma situa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro turno, em 4 de outubro, Fl\u00e1vio Bolsonaro terminou \u00e0 frente, com 47% dos votos v\u00e1lidos, contra 45% de Lula. A volta da fam\u00edlia Bolsonaro ao Pal\u00e1cio do Planalto deixou de ser hip\u00f3tese.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo turno ser\u00e1 em 25 de outubro. Nesse dia, completam-se 51 anos do assassinato do meu pai. Para mim, essa data n\u00e3o \u00e9 um detalhe do calend\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Que op\u00e7\u00f5es temos? Nos abster, porque n\u00e3o gostamos de nenhum dos candidatos? Anular o voto?<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoalmente, agora aos 60 anos, talvez o que mais me incomode seja ver o mesmo nome na urna eletr\u00f4nica. Um candidato em sua s\u00e9tima elei\u00e7\u00e3o \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Uma pessoa conhecida, amada por milh\u00f5es e odiada por outros milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9 preciso dizer que esta elei\u00e7\u00e3o, como as duas \u00faltimas, n\u00e3o nos imp\u00f5e eleger algu\u00e9m que amamos ou odiamos. Precisaremos eleger um governo longe de ser perfeito, por\u00e9m garantidamente democr\u00e1tico. Um governo que respeita as institui\u00e7\u00f5es de Estado, em que a corrup\u00e7\u00e3o e outros desvios s\u00e3o investigados.<\/p>\n\n\n\n<p>Longe de ser perfeito, repito. Eu mesmo disse publicamente que o presidente errou ao cancelar os atos pelos 60 anos do golpe de 1964. E agora temos a prova de que esta n\u00e3o \u00e9 uma p\u00e1gina virada. Mas errar dentro da democracia \u00e9 muito diferente de trabalhar contra ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Do outro lado est\u00e1 um pol\u00edtico que, como deputado estadual, foi \u00e0 pris\u00e3o entregar a mais alta honraria da Assembleia do Rio ao miliciano Adriano da N\u00f3brega. Cujo gabinete empregou a m\u00e3e e a ex-mulher desse mesmo miliciano. Que, diante de tarifas americanas que punem trabalhadores brasileiros, sugeriu aos Estados Unidos que as adiassem para depois da elei\u00e7\u00e3o, porque ajudariam o advers\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>E ele j\u00e1 anunciou o que pretende fazer. Disse que, se eleito, vai subir a rampa do Planalto em janeiro ao lado do pai, condenado pela trama golpista, e dos outros condenados pelo 8 de janeiro. Conta com a anistia logo depois da elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Anistia significa perd\u00e3o. E a gente perdoa quem admite que fez algo errado. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel&nbsp; falar em perd\u00e3o para quem nem admite o erro. Em toda a nossa hist\u00f3ria, o que os golpes tiveram em comum foi a participa\u00e7\u00e3o de militares e o perd\u00e3o que veio depois. Esse perd\u00e3o \u00e9 um passaporte para a pr\u00f3xima ruptura e para a persistente impunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil precisa se pacificar, mas a pacifica\u00e7\u00e3o passa pela justi\u00e7a. Quem roubou um p\u00e3o na padaria est\u00e1 preso. Por que, em nome da paz, soltar\u00edamos quem tentou um golpe?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eu gostaria de poder votar em uma nova lideran\u00e7a, que trouxesse ar fresco \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da nossa democracia. Gostaria que uma nova gera\u00e7\u00e3o aparecesse com seus nomes nas urnas. Gostaria de um pa\u00eds diferente. De uma democracia melhor e mais forte.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu gostaria que meu pai n\u00e3o tivesse sido assassinado no DOI-Codi \u2013 o aparelho de repress\u00e3o que teve como primeiro comandante Carlos Alberto Brilhante Ustra, her\u00f3i declarado do pai de Fl\u00e1vio Bolsonaro. A realidade, por\u00e9m, \u00e9 dura e est\u00e1 posta.<\/p>\n\n\n\n<p>Numa conversa, Marcelo Rubens Paiva me disse que nossos pais n\u00e3o foram her\u00f3is; foram v\u00edtimas. As hero\u00ednas foram as companheiras, que tiveram coragem e determina\u00e7\u00e3o para enfrentar toda a adversidade em busca da verdade e da justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Penso em todas as fam\u00edlias de mortos e desaparecidos durante a ditadura militar. E na luta de tantas mulheres que jamais desistiram de buscar a verdade e a justi\u00e7a, entre elas Amelinha Teles, Ana Dias, Eunice Paiva, Clara Charf, Crim\u00e9ia de Almeida, Edm\u00e9ia da Silva Euz\u00e9bio, Damaris Lucena e, sempre, Clarice Herzog.<\/p>\n\n\n\n<p>A mem\u00f3ria dessas mulheres, e de todas as pessoas que nunca fraquejaram no combate ao esquecimento, nos lembra que preservar a verdade hist\u00f3rica \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de impedir que a viol\u00eancia se repita. Essa hist\u00f3ria permanece viva. Quando a mem\u00f3ria se levanta, a justi\u00e7a, a paz e a democracia ficam mais pr\u00f3ximas de n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Meu pai entendia a responsabilidade de cada cidad\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds democr\u00e1tico. Quando veio o AI-5, em 1968, amigos o aconselharam a n\u00e3o voltar ao Brasil. Ele respondeu que aquilo era mais um motivo para voltar ao seu pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>25 de outubro \u00e9 o Dia da Democracia. Data que marca o assassinato de Vladimir Herzog. Neste dia, para mim, a mem\u00f3ria tamb\u00e9m vai \u00e0s urnas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Viver em uma democracia imp\u00f5e uma responsabilidade a cada eleitor. Vote ele ou n\u00e3o, ser\u00e1 c\u00famplice do resultado e da hist\u00f3ria. Deixar de votar \u00e9 optar por um dos candidatos. N\u00e3o escolher \u00e9 tomar partido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E eles n\u00e3o s\u00e3o iguais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Leia tamb\u00e9m:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-importancia-de-lembrar-vlado\/\">A import\u00e2ncia de lembrar Vlado<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Ivo Herzog, aos 10 anos, olha para a foto do pai, Vladimir Herzog\/Foto: Sindicato dos Jornalistas de SP<\/em><\/p>\n<p>&#8230; <\/p>\n<p>Meus caros, raros e preclaros,<\/p>\n<p>continuem me querendo bem que n\u00e3o custa nada.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":38187,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[38,5780,912,5887,1139],"class_list":["post-38186","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-democracia","tag-eleicoes-2026","tag-instituto-vladimir-herzog","tag-ivo-herzog","tag-vladimir-herzog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38186","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38186"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38186\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38194,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38186\/revisions\/38194"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38187"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38186"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38186"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38186"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}