Foto: Jorge Ben Jor/Reprodução / Instagram @jorgebenjoroficial
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O alquimista da música popular brasileira, ele mesmo, Jorge Ben Jor, completa hoje 86 anos.
Desde o ano passado, não há quaisquer controvérsias sobre a questão.
Todas as arengas inventadas pelo próprio Jorge para esconder o ano de nascimento foram ladeira abaixo quando a biógrafa de Jorge, Kamile Viola, lançou, em 2023, o livro ÁFRICA BRASIL – Um dia Jorge Ben voou para toda a gente ver.
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A propósito, e ainda na área das efemérides, outro momento luminoso na carreira de Ben Jor completa 50 anos. O exuberante encontro com outro gênio da raça, Gilberto Gil, que resultou numa rara preciosidade: o álbum duplo Gil & Jorge, a mais sincera ponte sonora entre a África e o Brasil para fazer o Planeta requebrar. É outro dos marcos sonoros da delirante música popular brasileira.
O disco é hoje uma raridade
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Voltemos ao aniversariante do dia.
Jorge Lima de Menezes nasceu no bairro do Rio Comprido.
Carioca da gema, cidadão do mundo, Ben Jor é caso único na história dessa tal de MPB, influência para tantas e tantas gerações que, ainda hoje, bebem e se fartam da sua engenhosidade poética e desvario rítmico a juntar tantas e tantas vertentes musicais.
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Não tenho uma canção preferida de Jorge Ben Jor.
Gosto de todas.
Mas, pessoalmente, entendo que a estonteante “A História de Jorge” (do disco África Brasil, 1976) funciona como uma síntese a impulsionar toda a jornada criativa benjorniana.
Explico.
Num ritmo frenético e contagiante, a letra fala do menino que tinha um amigo que era um anjo e se chamava Jorge – e, por ser um anjo e se chamar Jorge, na imaginação do garoto esse amigo voava, fazendo altas acrobacias no céu.
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Ninguém acreditava nessa história mágica.
Mas, o menino insistia em sua fábula.
Até que um dia, Jorge voou para todo mundo ver.
E o menino feliz, feliz, cantou para todo mundo ouvir:
“Voa, Jorge, voa. Voa Jorge, voa. Jorge voa…”
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Vamos ouví-la:
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