Deputados votam PL da dosimetria, ontem, no plenário da Câmara Federal/Bruno Spada/CF
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Nesta manhã de ventos uivantes (especialmente para quem como eu mora no 19° andar), reaparece o amigo Leovaldo que diz ser meu leitor desde os tempos em que eu assinava apenas RCM e, semanalmente, escrevia a coluna Caro Leitor, na nossa Gazetinha de tantas e tantas recordações.
Valdo leu o post que fiz sobre o reencontro da turma (Naquele memorável sábado…) e resolveu dar as caras para comentar duas coisas: anda saudoso daqueles idos e me cobrar “pois tenho escrito tão pouco sobre política nos últimos tempos no Blog”.
Lembra-me ele que este era o tema habitual das minhas colunas.
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Dou-lhes um breve histórico.
Escrevi a seção Caro Leitor de março de 1979 a junho de 2003, com alguns intervalos quando a saudosa repórter Regina Maria Curuci me substituiu com a excelência que lhe era peculiar.
O Brasil vivia um momento de redemocratização e, a posteriori, de consolidação dos direitos civis e cidadãos.
Penso que os artigos cumpriram, com rigor jornalístico, a missão que lhes cabia.
Resultaram em dois livros e um e-book que publiquei: Às Margens Plácidas do Ipiranga (1997), Das Coisas Simples, Sensatas e Sinceras (2013) e Pela Janela do Mundo (ou o Mundo Pela Janela), de 2019.
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Isto posto, meu caro Valdo, leitor de priscas e tão saborosas eras, tranquilize-se.
Nosso Blog, mesmo que propositalmente equidistante da temática, mantém a mesma essência.
Ou seja,
Democracia sempre!
É o lema que me inspirava então.
É o lema pelo qual sempre me pauto.
Entendo ser este o único caminho que temos. Para um Brasil socialmente mais justo, equânime e solidário.
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Léo, meu caro – e ainda – leitor:
Hoje o mundo é uma só cacofonia de sons, ruídos e distorções.
Tem muita gente falando e falando e falando… De tudo e de todos. Inclusive da tal e qual política eleitoral.
Serei franco….
Ando um tanto enfaranhado com tamanha falação de olho grande nas eleições de 2026 e em interesses absurdamente sombrios.
Só buscam proveito próprio – esquecem o bem comum, o bem maior.
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Tal contexto, temo eu, não é nada bom para os princípios democráticos.
Parece-me que, a cada dia, mais se fragilizam aqui e em outras terras.
Diga-me, amigo Valdo, você viu que ontem aconteceu na Câmara Federal? Lamentáveis e constrangedoras cenas de pugilato explícitas entre os nobres parlamentares e a Polícia Legislativa. Que, registre-se, altercações que já aconteceram em vezes anteriores, sempre e sempre com finalidades espúrias e desprezíveis. E, acredite, Valdo, pois lhe tenho como um cidadão bem informado, permaneceram impunes e por isso tendem a se tornar mais frequentes.
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Um quiprocó que nos envergonha como nação.
Põe em risco a democracia que esses parlamentares – que, registre-se, hoje votaram a deplorável PL da Dosimetria em prol da redução de pena dos golpistas de 8 de janeiro, inclusive a do Estropício – deveriam defender em nome de todas as nossas gentes.
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Mas, há uma questão, amigo, que considero ainda mais ameaçadora, aquela que não quer calar.
A questão é:
“Quem elegeu a turba?”
Então…
Mudemos de assunto.
Que a ventania de hoje leve para longe meu ceticismo!
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TRILHA SONORA
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