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Ademir da Guia, 83 anos

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Foto: Palmeiras/Divulgação

Ademir da Guia
por João Cabral de Melo Neto

Ademir impõe com seu jogo
o ritmo do chumbo (e o peso),
da lesma, da câmara lenta,
do homem dentro do pesadelo.

Ritmo líquido se infiltrando
no adversário, grosso, de dentro,
impondo-lhe o que ele deseja,
mandando nele, apodrecendo-o

Ritmo morno, de andar na areia,
de água doente de alagados,
entorpecendo e então atando
o mais irrequieto adversário.

3 de abril. A data deveria ser feriado interplanetário para os palestrinos.

É aniversário do genial Ademir da Guia, eterno camisa 10 do Verdão, o maior ídolo da nossa gloriosa história prestes a completar 111 anos.

Meninos, eu vi Ademir jogar.

Sorry periferia e falastrões…

Eu o cultuo na mesma e inatingível prateleira de soberbos meio-campistas brasileiros como Didi e Jair da Rosa Pinto.

Não foi titular na seleção de 74 porque o carioquismo exacerbado de Zagallo não o quis no Mundial da Alemanha.

Lamento dizer, mas foi assim.

Não me venham com jurumelas, pois não aceito discutir o tema – e ponto e basta.

Hoje é dia de festa.

Então…

Vida longa ao Divino.

Parabéns!

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