Foto: capa do primeiro disco solo de Lô Borges (1952/2025)
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1972. Um ano e tanto para a chamada música popular brasileira.
E também para a dominadora indústria fonográfica em alta no país.
Nossos principais artistas nos estúdios. Nomes consagrados e revelações promissoras.
Uma delas: o mineiro Lô Borges, amigo e parceiro de Milton Nascimento.
A Odeon o convidou para, às pressas, gravar seu disco de estreia.
O marcante “Lô Borges” – de canções como “Canção Postal”, “O Caçador”, “Homem da Rua”, “Pensa Você” e o quase sucesso “Pra Onde Vai Você”, entre outras.
Não foi lá de arrombar a festa. Mas, chamou a atenção, pelas sofisticadas harmonias das canções, e principalmente para a capa algo transgressora:
A foto de um, par de tênis, algo empoeirado, desgastado pelo tempo, os passos e a estrada.
Nada representaria melhor a sensação de liberdade que os jovens de então tanto preconizavam.
Lô Borges tinha então 20 anos.
O álbum ficou conhecido como “O Disco do Tênis”.
(Quem me pediu para lhes contar essa historieta foi o amigo Sílvio, aqui mesmo, de São Bernado do Campo.)
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Desconfio – e só desconfio porque nada é certo neste mundão de todos nós – que nem sequer o próprio Lô Borges imaginou ser tão amado…
Impressão que me bateu em meio à tristeza que todos sentimos pelo precoce adeus.
Profunda tristeza, lhes digo, que pude registrar com as muitas e tantas manifestações que se deram, de amigos leitores, a partir do post/homenagem que ontem aqui publiquei:
Um grande número de mensagens expressou o sentimento que o genial parceiro, Milton Nascimento, expressou em uma só frase:
“Lô nos deixará um vazio e uma saudade enormes”.
Lá dos arredores de Paris, o querido amigo Escova também se disse de luto:
“Estamos perdendo nossas referências, Rudi. Os sensíveis, os amorosos, os que nos falam e representam estão nos deixando…”
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De Lisboa ou Porto, em Portugal, nunca sei onde anda o casal Cida e Gera, o amigo Geraldo me encaminhou a animação que me trouxe algum consolo, e deu luminosidade à minha imensa tristeza pelo adeus de Lô Borges e tudo o que representa para nós esse tal de Clube da Esquina.
(A bem da verdade, ao longo do dia, recebi dezenas de vídeos iguais, mas o primeiro foi o do Gera.)
Consta que a autoria é da onipresente IA, vá lá…
Mesmo assim, e com a devida vênia da entidade, permitam-me, amigos, a liberdade de compartilhar a magia da mais bela canção de Lô Borges na voz incomparável de Milton.
É uma viagem:
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Bruno Roberto Padovano
4, novembro, 2025Groucho me confessou, certa vez, que jamais faria parte de um Clube que o aceitasse como sócio.
Disse-lhe: “Concordo, amigo Marx. Mas teria uma exceção a considerar: O Clube da Esquina. do Lô e do Milton. Concorda?”