Foto: vista de São Bernado do Campo/Arquivo Pessoal
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(Tasquei no título que é pra dar o devido destaque.)
Ainda não sei qual foto devo usar como ilustração e chamada.
Mas, vamos lá…
(No fim, eu resolvo.)
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Dedico aos saudosos Nasci, Marques, AC, Clamic e Zé Jofre…
Em especial, ao meu inesquecível pai, o Velho Aldo.
Diria que os primeiros, na convivência diária na velha redação de piso assoalhado e grandes janelões para a rua Bom Pastor, e o segundo, com seus misteriosos silêncios que tanto diziam, ensinaram-me o caminho das pedras no desalinho da rota do jornalismo, das letras e da vida.
Tenho que reverenciá-los.
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O grande Tonico Marques foi o primeiro cronista que conheci pessoalmente. Uma inspiração. Escrevia no estilo do Stanislaw Ponte Preta. Marcão era, por si só, um personagem que poderia muito bem sair das páginas do irreverente semanário Pasquim, histórico referência do jornalismo nativo.
Não preciso dizer, mas digo; os supracitados – todos – protagonizaram algumas boas dezenas de histórias, narradas aqui em nosso humilde Blog.
O registro, portanto, me era imprescindível.
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Ainda dos tempos da velha redação e da lida prazerosamente sofrida e vivida, outra personagem importante – tenho que admitir, mesmo a contragosto – é o amigo Escova. Ele mesmo que se autoproclama investido da função de ombudsman do Blog e que se refugiou nos arredores de Paris desde o impeachment da Dilma.
Escova é seguramente a figura mais presente nas historietas que escrevo.
Dia sim, outro também, o cara aparece por aqui, na maior.
É um enxerido, palpiteiro – mas, importante: é meu amigo.
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Outro destaque valioso deste meu cotidiano blogar.
O amigo e sempre_vereador Almir Guimarães, nesses anos todos, se fez tal e qual seu slogan de vitoriosas campanhas:
“Sempre presente” por aqui.
Colabora seja com sugestões para a trilha musical, seja com gentis comentários no zap, seja replicando a crônica em suas redes sociais (o homem é daqueles que tem “um milhão de amigos” ou mesmo como a referência de muitas de nossas histórias.
Temos uma amizade de 50 anos – e, convenhamos, tal façanha é para raros.
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O post está ficando longo – e, segundo meu Filhão, que entende dessas modernidades, isso não é bom. Aproveito para agradecê-lo pela paciente sua supervisão diária das bobagens que escrevo.
“Bóia não tem acento, pai.”
– Mas quem escreveu boia?, filhão.
“Veja lá na segunda linha do oitavo parágrafo. Corrige aí.”
Faço cara de paisagem. Escrevo coisas que sei lá de onde vêm.
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Isto aconteceu ainda ontem.
Mas, como eu dizia, o texto está se estendendo demais e preciso dar uma geral para terminar os agradecimentos necessários.
Vamos para a lista dos ‘finalmentes’:
Vale agradecer ao pessoal da fotografia que tanto nos ajuda: Jô Rabelo, Leila Kiyomura (vez outra, manda também uns textos para colaborar), Leila Rodrigues (um tanto desaparecida, mas com tanto de fotos dela pelo Blog) e o Wilson Luque, entre outros tantos e tamanhos.
Na lista dos personagens mais constantes, vai meu muito obrigado ao casal Dinoel e Dagmar (se é que ainda são um casal?), ao Nestor (que mora em Bruxes na Bélgica), ao Valtinho Cazuza e suas filosofias de botequim (não sei por onde anda e a quantas anda), ao Poeta e ao Marceleza (ambos igualmente perdidos e sem dar notícias nesse mundão de meu Deus), ao Carlos Artúlio e ao Felisberto (personagens do meu primeiro romance, ambos nasceram aqui no toc-toc deste Blog) e ao Fefeu, o amigo de fé, irmão camarada, que ainda ontem mandou o recado:
“Pois é, meu amigo… é o tempo, o dia, o momento. E vamos em frente para o próximo livro”.
Termino agradecendo aos queridíssimos leitores de modo amplo e irrestrito pelo incentivo, pela paciência e pela companhia nos quase 20 anos de Blog e de vida.
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Ah, também preciso agradecer ao sobrinhão Thiago (criador e supervisor técnico do site/blog) e à minha fabulosa janela, diante da qual eu batuco essas maltraçadas. Dizem que a todo bom cronista, é imprescindível uma boa janela com vista para as ruas da cidade. Na falta do que escrever, naqueles dias da mais rasa inspiração, nada como descrever o que se vê na linha do horizonte.
Tenho lá minhas dúvidas se sou um cronista, mas a minha janela é bem legal, garanto.
(Já me salvou algumas vezes… Ainda agora, fundamental, na escolha da foto de hoje.)
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O que você acha?