Palácio da Guanabara em 31 de março de 1964/Arquivo Nacional
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01.
25 de agosto de 1961.
O pai chegou para almoçar decidido a não voltar para o trabalho. Teria que fazer um acerto de contas com o tio Nandinho. Ambos deveriam tomar as medidas cabíveis à situação. O rádio trouxera, minutos antes, a notícia bombástica:
– Precisamos estar preparados. Vai haver revolução.
(*) Leia a íntegra da crônica A Renúncia.
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02.
O pai era adhemarista convicto.
Tio Nandinho, janista.
Os dois tumultuavam toda a reunião familiar – fosse almoço de domingo, aniversário de criança, noite de Natal – com a discussão acalorada de quem seria o melhor para o Brasil: Adhemar de Barros ou Jânio Quadros.
Copos de vinho e cerveja esvaziados, o assunto mudava para o futebol (o tio era são-paulino) e terminava na melancolia das cançonetas napolitanas, embora o tio se orgulhasse da ascendência francesa (sou um Nóbile de Gerard).
Foram os primeiros embates políticos que vi na vida.
(*) Leia a íntegra da crônica Março de 1964.
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03.
“Alô, alô, o seu Repórter Esso informa em edição extraordinária… O presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, acaba de declarar vaga a Presidência da República, em pronunciamento realizado na tribuna do Congresso. Logo em seguida, fez o encerramento da sessão…”
A conspiração pela queda do presidente Jango Goulart havia alcançado seu objetivo. Jango ainda estava em território brasileiro – voara de Brasília para o Rio Grande do Sul, em um episódio nebuloso, ainda pouco esclarecido pelos historiadores.
Prudência do então presidente para evitar “o derramamento de sangue dos inocentes” ou um enorme equívoco de estratégia, o fato é que as manhãs de abril chegaram com as notícias do Golpe.
Leia a íntegra da crônica O Golpe – 2
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04.
Resumo da ópera:
De que são feitos os dias?
De pequenos desejos, vagarosas saudades, silenciosas lembranças.
(Cecília Meirelles)
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TRILHA SONORA
Enquanto isso, nas rádios ouvíamos…
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