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Telê, Baklanos e o elogio

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Foto: Conmebol/Arquivo

Meus amáveis cinco ou seis leitores podem até não acreditar.

Mas, creio ser, ao menos para mim, importante resgatar, nesses textos em que rememoro meus 50 anos de jornalismo, o dia em que enfrentei, como boleiro, um time dirigido por ninguém menos do que Telê Santana e, de quebra, recebi o maior elogio como sócio número 637 da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo.

Vou lhes contar como tudo aconteceu.

Pelos idos dos anos 90, voltei a encontrar Telê em uma confraternização de fim de ano no Clube Atlético Ypiranga. Era um encontro anual que a Associação de Técnicos de Futebol do Estado de São Paulo realizava no encerramento da temporada. Além do churrasco, da cerveja, das homenagens, havia um jogo entre o time dos técnicos – naquele dezembro, reforçado pelo zagueirão Oscar – e o catado que representava a ACEESP, comandado pelo saudoso Sérgio Baklanos, o notável Alemão.

Telê amava futebol, mas não se deu ao trabalho de ver os lances da pelada.

Era o técnico, digamos, emérito, simbólico.

Preferiu ficar nos arredores da churrasqueira, ouvindo os causos do ex-árbitro Olten Ayres de Abreu e a divertir-se com as fanfarronices do amigo João Avelino (Setenta e Um) que resolveu encerrar a partida antes do fim. Temia a iminente derrota dos técnicos.

— O empate é o resultado mais justo. Além do que, a ACEESP está com um jogador a mais em campo.

Telê, então, já era bicampeão mundial interclube pelo São Paulo.

Estava feliz, entre amigos e admiradores.

Baklanos sempre foi minha referência como jornalista esportivo. Tinha um texto impecável, era dos grandes repórteres da superequipe do Esporte do Jornal da Tarde em sua melhor fase.

Naquela manhã festiva, tinha uns afazeres na velha redação. Saí atrasado para o jogo. Cheguei com a partida em andamento e Baklanos, ao lado de outro saudoso repórter esportivo, Odair Pimentel, assim que me viu, soltou essa:

– Vamos Rodolfo, pressa. Precisamos de você.

É ou não é um baita elogio?

Me senti o craque do time, o bambambã da imprensa esportiva – coisa que, diga-se, tenho consciência, nunca fui.

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