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Um Beatle é para sempre

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Foto: Paul McCartney, documentário em cartaz/Prime Video/Divulgação

Sim, meus caros e preclaros, eu assisti ao documentário Homem em Fuga, disponível no Prime Video.

Sou useiro e vezeiro em dizer-me da geração dos Beatles e dos Rolling Stones – afirmo até que mais dos Beatles do que propriamente dos Rolling Stones – por óbvio, não poderia deixar de ver o filme sobre a reinvenção de Paul McCartney após o fim do mais emblemático grupo de rock da História.

Faz alguns dias que o vi, aqui em casa – e só não dispus a escrever sobre o tema porque, envolto em delicadas lembranças, deixe-me envolver, como de hábito, por sentimentos bem pessoais que ora me fazem feliz por ter vividos aqueles idos, e é paradoxal rememorá-los, ora me trazem o amargo entendimento das coisas que se perderam.

Só o faço hoje para que meus amáveis e fiéis cinco ou seis leitores saibam que o mundo mudou – e mudou um tantão – mas, a percepção que tenho é que vivíamos numa bolha de encantamento e acreditávamos no sonho que, juntos, sonhávamos.

A música… Dou a ênfase devida: a música era a ferramenta que tínhamos para fazer e acontecer os novos tempos.

Talvez tenha sido uma imensa ilusão que vivemos.

Talvez tenha sido unicamente nosso jeito de ser.

Enfim…

Falei mais das minhas sensações e memória do que propriamente do documentário (que tem a direção do premiado Oscar Morgan). Narra a história de Paul, músico desde sempre. Garoto de Liverpool que conheceu John Lennon ainda na adolescência e que viveu, desde que se entende por gente, para a música e para os Beatles. Dos primeiros acordes até o estrelato, não havia se dado conta de que havia vida fora desse mágico universo. Quando o amigo John vem com a notícia de que vai sair do grupo, na virada das décadas 60 e 70, vem a sensação de enorme e contundente vazio – e o inevitável questionamento: e agora?

Recém-casado com a fotógrafa Linda Louise Eastman, Paul descobre que um beatle é para sempre. Com ou sem a companhia de John, George ou Ringo. Descobre às duras penas. Mesmo assim, após um voluntário retiro (ou “fuga”, como queiram), dá início a um novo projeto musical. Cria os Wings, entre críticas e tropeços iniciais, cai na estrada e o resto…

Bem, o resto é a história de sucesso planetário que todos conhecem.

Se me permitem ainda uma digressão, eu lhes digo que a produção recheada de depoimentos e cenas inéditas (muitas caseiras) mostram uma realidade que lá naqueles idos tempos não conhecíamos. Imaginávamos que os garotos de Liverpool eram seres encantados, extraterrestres talvez; hoje temos certeza que eram talentosos, sim, mas não passavam de rapazes sonhadores, algo inconsequentes, como éramos e, creio, ainda sobrevivem inquietos em algum canto dos nossos corações.

TRILHA SONORA

Descubro no documentário que a música que mais gosto dos Beatles foi feita unicamente por Paul já naquele período nebuloso que anunciava o fim do grupo.

Vamos ouvir…

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