{"id":10027,"date":"1996-11-01T00:00:00","date_gmt":"1996-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:26:26","modified_gmt":"2017-09-15T18:26:26","slug":"caso-banespa-exemplo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/caso-banespa-exemplo\/","title":{"rendered":"Caso Banespa: exemplo"},"content":{"rendered":"<p>01. O governador M\u00e1rio Covas resolveu agir e procurar uma solu\u00e7\u00e3o para o impasse do Banespa, o &quot;elefante-branco&quot; endividado que os governos que o precederam (leia-se Qu\u00e9rcia e Fleury) lhe deixaram como heran\u00e7a. Um acordo assinado na manh\u00e3 de quarta-feira, entre o governador e o ministro da Fazenda, Pedro Malan, prev\u00ea a rolagem de 43,9 bilh\u00f5es de reais das d\u00edvidas estaduais pelo prazo de 30 anos. Em contrapartida, 51 por cento das a\u00e7\u00f5es do Banespa passam do Estado \u00e0 Uni\u00e3o. Durante um ano, o banco ser\u00e1 administrado por uma empresa. Terminado o prazo, ser\u00e1 analisada a possibilidade de privatizar a institui\u00e7\u00e3o, tida e havida como modelar at\u00e9 meados dos anos 70. O governo paulista se comprometeu a manter os dep\u00f3sitos no banco enquanto perdurar essa, digamos, interven\u00e7\u00e3o que os mais polidos chamam de &quot;administra\u00e7\u00e3o terceirizada&quot;. Registre-se que o projeto &quot;salvador&quot; depende para entrar em vigor do aval da Assembl\u00e9ia Legislativa e do Senado.<\/p>\n<p>02. De institui\u00e7\u00e3o modelar, o Banespa chegou \u00e0 beira do Terceiro Mil\u00eanio como um exemplo crasso do que administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas inescrupulosas podem fazer com o er\u00e1rio p\u00fablico. E com todos n\u00f3s. Toda a administra\u00e7\u00e3o do maior Estado da Uni\u00e3o depende da remo\u00e7\u00e3o desse cavernoso mastodonte para poder, novamente, trilhar com seguran\u00e7a o caminho do desenvolvimento. \u00c1reas vitais como seguran\u00e7a, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, habita\u00e7\u00e3o e transporte passam a ser aviltadas pela cr\u00f4nica falta de verba e a qualidade de vida do cidad\u00e3o comum despenca clamorosamente. \u00c9 \u00f3bvio que, no final da linha, est\u00e3o os que menos t\u00eam e, portanto, mais precisam do amparo de autoridades competentes e firmemente comprometidas com a justi\u00e7a social. Ou ser\u00e1 que n\u00e3o teria sido essa a finalidade para que foram eleitos? <\/p>\n<p>03. N\u00f3s, pobres mortais, quase que costumeiramente somos tentados a acreditar que sim. Que esses senhores, alguns com ares austeros, que sobem em palanques, discursam com sofreguid\u00e3o e, em tempos eleitorais, se submetem a verdadeiras maratonas de compromissos. Pois bem, como dizia, que esses senhores tenham um ideal maior que a simples vit\u00f3ria nas urnas ou a defesa desse ou daquele grupo de interesse ou, quem sabe, a satisfa\u00e7\u00e3o de uma mera vaidade. Imaginamos, em nossa sacrossanta boa-f\u00e9, que pretendem trabalhar por uma sociedade melhor, mais humana, onde os abismos sociais sejam soterrados por camadas e mais camadas de solidariedade e not\u00e1veis atos de administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica voltados para o que convencionou chamar de &quot;bem comum&quot;.<\/p>\n<p>04. Acreditamos nisso. Pois, acreditamos na democracia. Com ou sem reelei\u00e7\u00e3o, que isso \u00e9 de somenos import\u00e2ncia quando os homens t\u00eam boa vontade e est\u00e3o determinados por uma causa maior. Trabalhar para as pessoas (e todas elas ) tenham mais comida, mais escola, mais sa\u00fade, mais qualidade de vida, \u00e9 o que verdadeiramente interessa&#8230; O resto \u00e9 jogo de cena de quem n\u00e3o tem nada a oferecer, mesquinharia, equ\u00edvocos que detonam os banespas da vida e p\u00f5e \u00e0 deriva nossas esperan\u00e7as de dias melhores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>01. O governador M\u00e1rio Covas resolveu agir e procurar uma solu\u00e7\u00e3o para o impasse do Banespa, o &quot;elefante-branco&quot; endividado que os governos que o precederam (leia-se Qu\u00e9rcia e Fleury) lhe deixaram como heran\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-10027","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-caro-leitor"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10027","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10027"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10027\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14334,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10027\/revisions\/14334"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10027"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10027"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10027"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}